22/05/2017

ninguém conta pra gente que não tem fim (ou pelo menos não contam direito)


mais de 5 meses fora de órbita, tentando botar tudo em ordem, colocando os pingos no is... foi assim que acabei percebendo que NÃO TEM COMO POR PINGO EM TODOS OS IS. parece é que cada vez que uma coisa é resolvida aparecem muitas outras inacabadas e precisando da nossa atenção. não é fácil assim ficar bem resolvido e de bem com a vida. não é fácil assim assim dizer que "agora tá tudo certo, me deixa descansar".

a ideia que eu sempre tive de tudo isso (a vida, o universo e tudo o mais), era de que ia chegar uma hora em que eu ia parar, sentar numa cadeira, respirar fundo e dizer pra mim mesma que tava tudo terminado. tudo certo. tudo no devido lugar. todos os pingos em todos os is. mas a parte que ninguém conta pra gente é que não descanso. não tem mesmo. é aquela história de NÃO PARE NUNCA sempre e sempre e sempre...

finalmente entrei na universidade. fiquei um ano estudando por não ter conseguido entrar logo depois do ensino médio (não é novidade pra quem acompanhou esse blog (ninguém) durante o ano passado) e depois de tanto perrengue, depois de tanto acreditar que eu não era capaz, entrei. entrei quase não entrando, se é que dá pra entender. eu compartilhei isso com todo mundo. foi meio que uma imposição: você ouve a minha história OU ouve a minha história. enfim, entrei, tô lá. fantasiei durante um ano todo o meu curso dos sonhos, pesquisei, me informei, disse pra família inteira o que eu ia fazer... enfim, paz. enfim, pingos nos is. eu tinha decidido o sinal da minha vida.
foi assim que eu desisti desse então curso dos sonhos. foi aí que eu pus na cabeça de que não era pra mim. foi aí que eu tirei todos os pingos dos is. bem perdida, na verdade, eu fiquei depois disso. tive que chegar pra família e dizer que não sabia mais o que ia fazer.
aí mudei de ideia. fui pra outra área. mudei 100% o que queria fazer. e mesmo assim, ainda sem saber o que queria fazer. foi aí que entrei no que deu. NO QUE DEU. não segui o sonho dessa vez, não pesquisei tudo a respeito do que ia fazer, só fui. é onde eu tô agora. coloquei um pingo nesse i. não digo que essa é um i resolvido, mas o fato é que tô me encontrando no que tô fazendo, e acho que esse i tem muito futuro.
mas, voltando. eu pinguei esse i da universidade, esse i de estar perdida. esse i de não saber o que fazer comigo mesma. preenchido. agora é que vem a parte difícil.

quando achei que finalmente o i do momento tava pingado, certinho... pronto só pra seguir em frente... não, espera aí. vamos descansar não. descansar é coisa pra fraco. a vida me põe mais peso nas costas e na consciência. e quando eu finalmente acho que é hora de sentar naquela cadeira (aquela que eu já falei) e dar aquela respirada bem profunda, o cassetete dá com tudo na minha nuca. por que é que ninguém avisa a gente de que não tem parada obrigatória e permanente? por que é que não avisam que ter força e vontade pra chegar em um lugar nunca é suficiente pra seguir pro próximo? é tanta coisa que precisa ser construída e tanta vontade e força que as vezes a gente nem imagina que tem dentro. será que tem mesmo? o fato é que ainda tô aqui. o fato é que ainda não desisti. e só queria compartilhar essa pequena vitória, porque realmente não foi fácil passar por um ano tão complicado como o passado e agora começar um novo ciclo na vida com tanta disposição. obrigada.

(saudades escrever coisas sem sentido quando deveria estudar)

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