14/12/2017

tchau ano

dois mil e dezessete acabou. ou quase isso. a verdade é que já faltam apenas quinze dias e eu não acredito que dê pra acontecer tanta coisa além do que já foi. a verdade é que não dá pra descrever o quanto a vida mudou em apenas um ano. não dá pra descrever o quanto eu sou diferente em apenas doze meses. é impressionante, de verdade.

esse ano passou voando, e quando eu, já estava aqui, no final, lembrando que o blog existe e querendo passar tudinho pra cá. ainda não tô acreditando que já acabou e que tudo isso passou, sem que eu me desse conta.

já mudei de casa uma vez, já tive que aprender a conviver com todas as mudanças que aconteceram na minha família, aprender a conviver com a universidade e todas as outras coisas. eu nem acredito ainda que tô aqui escrevendo isso e emocionadíssima, por sinal.

é fim de ano, e eu sempre fico assim, na verdade é por isso que eu vivo. não aguento ter que guardar tudo pra mim, então esse é o lugar escolhido. comecei a tratar meus problemas, a realmente cuidar de mim, e posso dizer que sim, tô muito melhor. como eu já disse algumas vezes enquanto escrevo esse texto, nem acredito que consigo escrever tudo isso com sorriso no rosto, sendo que parece ter sido muito mais difícil do que tudo o que já enfrentei na vida.

algumas pessoas muito importantes chegaram, outras acabaram ficando mais longe do que eu imaginava. outras simplesmente estão ali, sempre, a todo momento, mesmo que eu já tivesse acreditado que elas não estavam mais. as vezes as relações doem, outras vezes curam. eu acho que o que me sobrou foram pessoas que fizeram toda a diferença, mesmo que de algumas eu sinta muita falta ainda.

eu aprendi muita coisa. eu aprendi que eu tenho tudo dentro de mim e que só preciso usar isso, porque sim, eu consigo. e por mais que nunca tenha acreditado nisso, eu consigo sim. eu consigo fazer as coisas darem certo pra mim. talvez não para os outros, mas pra mim, sim. e é nisso que eu trabalho todos os dias.

eu só queria deixar registrado aqui, pra ana do futuro, que tá tudo certo, e que se algum dia você voltar aqui e ver a pessoa que era no final de dois mil e dezessete, com certeza a pessoa que você não é mais, saiba que nesse momento eu me sinto feliz e com a certeza de que onde você estiver, eu vou chegar e com muita força. afinal, acabei de comprar uma bota cor de rosa e me sinto uma princesa de verdade.

obrigada, dois mil e dezessete.

22/05/2017

ninguém conta pra gente que não tem fim (ou pelo menos não contam direito)


mais de 5 meses fora de órbita, tentando botar tudo em ordem, colocando os pingos no is... foi assim que acabei percebendo que NÃO TEM COMO POR PINGO EM TODOS OS IS. parece é que cada vez que uma coisa é resolvida aparecem muitas outras inacabadas e precisando da nossa atenção. não é fácil assim ficar bem resolvido e de bem com a vida. não é fácil assim assim dizer que "agora tá tudo certo, me deixa descansar".

a ideia que eu sempre tive de tudo isso (a vida, o universo e tudo o mais), era de que ia chegar uma hora em que eu ia parar, sentar numa cadeira, respirar fundo e dizer pra mim mesma que tava tudo terminado. tudo certo. tudo no devido lugar. todos os pingos em todos os is. mas a parte que ninguém conta pra gente é que não descanso. não tem mesmo. é aquela história de NÃO PARE NUNCA sempre e sempre e sempre...

finalmente entrei na universidade. fiquei um ano estudando por não ter conseguido entrar logo depois do ensino médio (não é novidade pra quem acompanhou esse blog (ninguém) durante o ano passado) e depois de tanto perrengue, depois de tanto acreditar que eu não era capaz, entrei. entrei quase não entrando, se é que dá pra entender. eu compartilhei isso com todo mundo. foi meio que uma imposição: você ouve a minha história OU ouve a minha história. enfim, entrei, tô lá. fantasiei durante um ano todo o meu curso dos sonhos, pesquisei, me informei, disse pra família inteira o que eu ia fazer... enfim, paz. enfim, pingos nos is. eu tinha decidido o sinal da minha vida.
foi assim que eu desisti desse então curso dos sonhos. foi aí que eu pus na cabeça de que não era pra mim. foi aí que eu tirei todos os pingos dos is. bem perdida, na verdade, eu fiquei depois disso. tive que chegar pra família e dizer que não sabia mais o que ia fazer.
aí mudei de ideia. fui pra outra área. mudei 100% o que queria fazer. e mesmo assim, ainda sem saber o que queria fazer. foi aí que entrei no que deu. NO QUE DEU. não segui o sonho dessa vez, não pesquisei tudo a respeito do que ia fazer, só fui. é onde eu tô agora. coloquei um pingo nesse i. não digo que essa é um i resolvido, mas o fato é que tô me encontrando no que tô fazendo, e acho que esse i tem muito futuro.
mas, voltando. eu pinguei esse i da universidade, esse i de estar perdida. esse i de não saber o que fazer comigo mesma. preenchido. agora é que vem a parte difícil.

quando achei que finalmente o i do momento tava pingado, certinho... pronto só pra seguir em frente... não, espera aí. vamos descansar não. descansar é coisa pra fraco. a vida me põe mais peso nas costas e na consciência. e quando eu finalmente acho que é hora de sentar naquela cadeira (aquela que eu já falei) e dar aquela respirada bem profunda, o cassetete dá com tudo na minha nuca. por que é que ninguém avisa a gente de que não tem parada obrigatória e permanente? por que é que não avisam que ter força e vontade pra chegar em um lugar nunca é suficiente pra seguir pro próximo? é tanta coisa que precisa ser construída e tanta vontade e força que as vezes a gente nem imagina que tem dentro. será que tem mesmo? o fato é que ainda tô aqui. o fato é que ainda não desisti. e só queria compartilhar essa pequena vitória, porque realmente não foi fácil passar por um ano tão complicado como o passado e agora começar um novo ciclo na vida com tanta disposição. obrigada.

(saudades escrever coisas sem sentido quando deveria estudar)