20/10/2016

eu acho que eu deveria escrever mais

Um fato que não podemos negar é que todos os comentários positivos de professores sobre minha escrita só surgiram por motivos de Happy Teens!, e logo depois Vírgula Assassina. Estar constantemente escrevendo, mesmo que uma grande resenha sobre algum Habbo pirata, ou escrevendo um lixo de revista, fez eu saber muito melhor como colocar uma palavra depois da outra, onde algumas vírgulas e acentos vão. Longe da perfeição, mas é aquilo, praticar.

Hoje, minha criatividade para escrever qualquer coisa não existe muito, porque tudo o que eu tenho escrito são redações dissertativas, máximo trinta linhas, norma culta, introdução, desenvolvimento, conclusão, seis linhas cada parágrafo, temas sociais atuais. Isso é de matar qualquer alma escritora. Esse padrãozinho pra no fim como solução colocar medidas que, ao longo do tempo, trarão a consciência da população em relação ao problema...
Ano que vem a coisa vai ficar séria pra mim, e embora eu esteja por dentro não muito preocupada em realmente passar em lugar nenhum, já que eu nem sei o que quero de fato fazer, eu tenho que pensar em escrever boas redações padrãozinho (ou nem tão padrãozinho). Uma parte da minha vida vai depender de uma redação. Uma parte da minha vida já dependeu de escrever coisas aleatórias para no fim do dia não gritar e chorar e pensar na vida como um lugar cruel para mim. Mas isso não me deixa mais segura na hora de escrever, porque nos últimos tempos, eu simplesmente não consigo.

E esse tem sido o plano. Esse ressurgimento meu aqui é uma tentativa de conseguir aquilo que eu achei que eu sabia e já tinha conseguido. Segurança na hora de escrever, lembrar as palavras bonitas que eu sei, organizar as ideias de maneira (quase) coerente... Preciso conseguir isso.
É ridículo como uma coisa tão importante na vida dependa tanto de um textinho padrão. E se você não consegue fazer aquele textinho padrão, mesmo que você já tenha conseguido vários outros antes, então, que pena. Mas assim é a vida. E ao mesmo tempo que eu continuo (ou não, já que a escola tá ocupada) escrevendo dissertação-padrão porque essa é a vida, eu tento escrever algo mais real.

Ninguém merece uma vida de dissertação-padrão.

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