22/09/2016

goodbye vibrations e pensamentos aleatórios

Eu tive uma ideia muito boa pra escrever algo.
Na verdade, eu tenho muito boas ideias sempre, mas eu sou muito boa com começos também. Aliás, principalmente com começos. E com frases para terminar. Impactantes. Emocionantes. Ou simplesmente do jeito que deveriam ser.
Eu sou ótima.
Então, temos um bom começo escrito, uma boa ideia pro meio pensada, e uma boa última frase. Mas meio entre começo e meio até a última frase é bastante disperso e faz todos os meus trabalhos de geografia serem excluídos. Até mesmo porque eu nunca lembro da senha que eu coloquei.
E isso me deixa cada vez mais angustiada.

Me sinto muito, muito mesmo, fracassada quando excluo um trabalho de geografia (por isso, dessa vez eu nomeei ele como letras aleatórias. E por que geografia? não sei) por simplesmente não conseguir sair daquele começo muito bem pensando, com todos os personagens bem apresentados e colocados em seus devidos lugares, estes também bem descritos. Eu sei o que vai acontecer. Eu não sei como vai acontecer.

Alguém poderia, por favor, me dizer como acontece? Assim, quem sabe, algum dia eu realmente termine algum desses trabalhos (ou letras aleatórias).

Teve um que eu terminei e fiquei bastante satisfeita. Faltava só alguns ajustes. Era sobre uma idosa, uma câmera e um crime. como chegou no crime? Eu não sei. Como cheguei na idosa? Bem, eu comecei a escrever inspirada numa coisa que minha bisavó falou. Mas daí ela veio a morrer e eu simplesmente não conseguia lidar muito com aquele trabalho de geografia que eu sabia a senha e faltava alguns retoques. Então nunca dei os retoques, nunca mostrei a ninguém e eu excluí.

Junto desse, exclui outro trabalho de geografia, simplesmente porque não me dei ao trabalho de lembrar qual era o Trabalho de geografia e qual era o trabalho de geografia. O Trabalho de geografia era algo amorzinho muito aleatório, e estava um grande lixo. Mas a ideia era boa, e no fim, a última cena seria simplesmente o moço, o qual eu não tinha achado um bom nome, muito triste por algum motivo (eu acho que eu ia matar a moça que também não tinha nome ainda, e nem sabia se ela iria morrer, ou sei lá. Alguém tinha que morrer ou alguém tinha que ser muito filho da puta, então eu acho que alguém morrer é muito mais divertido e tal, e tinha que acontecer porque ele tinha que ficar triste) iria sair pra comer uma coxinha em algum lugar que ela fosse muito boa, e algum comentário sobre o requeijão da coxinha e como ela feia (coxinha totalmente fictícia do Lua e Sol Sol e Lua mas tudo bem) mas muito boa. Mas eu excluí o Trabalho de geografia e só depois quando fui abrir ele descobri que o outro era o trabalho de geografia.

Outro grande problema é minha falta de foco. Um exemplo maravilhoso: eu fui abrir uma notificação do Twitter e simplesmente esqueci tudo o que eu tinha pra escrever aqui.

02/09/2016

ouvindo stoop kids e refletindo sobre como a vida vai indo

Pouco depois das quatro e meia, e eu não quero ver gente, e nem ouvir aqueles barulhos exteriores, mas eu tenho que fazer ambos e vamos lá. Tanta coisa pra fazer, tanto pra descansar. E a problemática de todos nessa fase da vida de fazer algo pra ser algo. Como viver esse momento da vida é cansativo... nenhuma novidade.

Esse blog já recebeu duas vezes preocupações sobre entrar ou não na faculdade. Mas agora vou ser um pouco inovadora: a questão de descobrir, primeiro, no que quer tentar entrar, antes de, de fato, tentar entrar. E essa vida de Zaphod que vai seguindo como dá, que pelo visto alguém já ajeitou as coisas antes pra mim pra eu ser bem sucedida, implica muito em descobrir o que fazer daqui pra frente. Ah, ok. A gente vive até os cem e ninguém precisa ficar pra sempre na mesma área e essa coisa toda, porém, não deixa de ser problema e eu tô tão cansada depois de dez anos e eu sei que todo mundo e que ninguém aguenta e eu simplesmente não sei.

Em resumo, eu não sei.

Eu nem sei o que eu quero fazer com meu cabelo. E, olha só, essa dúvida é pior do que o que fazer da vida. Se é pra não saber o que fazer da vida, que pelo menos seja não saber o que fazer da vida com o cabelo bonito e com estilo.

Quando a gente se resolve de um lado, as coisas se complicam de outro, e pra que? Não sei. Eu
não
sei.

Eu não quero discutir política e eu não tenho nenhuma opinião e pra falar bem a verdade, não sei, não tô acompanhando, e não tenho informação suficiente pra opinar. Eu também não quero discutir as pessoas que as outras pessoas gostam, porque eu não gosto de ninguém, então bem longe de mim com isso. Eu não quero pensar em ter que pensar no futuro porque eu já disse que eu não sei. Eu quero dormir melhor e cuidar do meu cabelo, e ler mais livros bobinhos que faz a gente chorar muito, comer melhor e cuidar melhor da minha saúde, e beber cafezinho gostoso todo dia de tarde, e chazinho gostoso de hortelã de noite, e assim, pensar no que de fato eu quero.

Porque é isso. Eu não sei. E nem você, tenho certeza.

dá uma escutadinha em cup que é ruim pra caramba mas dá uma escutadinha vale a pena


apesar de ser ruim