05/05/2016

Um monte de coisa sobre nada

Estava eu enchendo todo mundo lá do Stardoll com textão aleatório sobre minha vida, mas migos, se nós temos bloguinho, pra que atrapalhar a vida dos outros?

Tudo bem, há pouco uma comentou que nossa era muito legal as coisas sem sentido que eu escrevia. Estranho. Estranhíssimo.

Mas enfim, amanhã, por falta duns professor não tenho aula. Olha, esse ano tá terrível. Nunca tem professor pra nada. Ou se tem, ele sai, ai vem outro. Aí, ele sai, e daí a gente fica com tudo os conteúdo atrasado, e por isso eles vão fazendo um monte de trabalho chatão, ou fazem só um, ou fazem umas coisas muito loucas pra poder fechar uma notinha qualquer no fim do bimestre. E daí meu boletim irá ter umas notas não muito legais, e daí meus pais vão me incomodar. Mas, eu juro!, tô pegando muito bem o conteúdo.

No começo eu estava perdidona, não entendendo nada (ainda estou, só pra deixar claro), mas super feliz que estava tudo bem. Bem comigo, com os outros, com o mundo. Tudo na paz, na alegria. Mas essa coisa de viver numa rotina acaba com qualquer um, e tudo o que é paz, amor e alegria vira tédio, tédio, pensamentos profundos e mais tédio. E a graça de comentar qualquer coisa aleatória, e falar com as pessoas usando um meme por minuto e toda essa coisa de como as pessoas geralmente falam acaba exigindo tanto de você, que ai socorro, eu preciso de descanso!

E olha que nem metade do ano é ainda.
Infelizmente.

Louquíssima pro meio do ano. Tudo o que eu mais quero agora é a viajar, é frio, é o álbum novo do Jakinho.

Essa viagem é tudo o que eu preciso pra agora. Prometi a mim mesma que iria me vestir bem. Comprei uma boina fofa, um cachecol vinho e tô a procura de uma bota bonita. Cansei de olhar foto de viagem e estar eu lá toda desarrumada com qualquer roupa que eu achei na mala, ainda meio amassada. E quando chega aquele fim de viagem, que só sobrou as roupas que você não gosta, mas colocou na mala mesmo assim, porque, aliás, você só tem sete blusas e três calças...

Então, nessa viagem vou me vestir melhor. E rezar pra estar frio. Mas frio de verdade. Pra poder sair muita fumacinha da boca, ter neblina (o que meu pai provavelmente não quer, porque ele vai dirigir...), e poder tomar muito cafezinho gostoso por aí.

Depois de 2015 que não aconteceu, estamos aqui vivendo nesse ano que tá muito louco, mesmo não acontecendo nada. Na verdade, aqui dentro de mim, tá acontecendo muito, porque já tá começando aquela pressão das pessoas de vestibular, do que você vai ser, e tal. O que eu vou ser? Não sei, não sei mesmo colegas. Tenho quinze anos, e com quinze anos você quer ter um programa de viagens no GNT. Então, sério, não sei. Parem de perguntar. Essa não é a pergunta. Troquem por outra. Que tal, na sinceridade, como você está?

Na verdade, eu não vou saber responder isso também, mas eu posso tentar. Posso te mandar umas musiquinhas que tenham esse sentimento muito louco, escrever uma poesia que não significa nada.

Aliás, esse é um grande problema da vida: não sabemos o que seremos, mas tampouco sabemos o que somos. Ou como estamos. Talvez não seja o grande problema, talvez seja a grande solução, só que a gente ainda não entendeu como isso pode ajudar. Pelo menos, eu estar sempre perdida me faz muito mal na maioria das vezes. De me trancar no banheiro enquanto seco o cabelo e pensando na vida começar a chorar. Porque é muito ruim estar sempre perdida. Eu não queria estar perdida. Pelo menos, não perdida aqui e assim.

Mas a vida continua e a gente tem que continuar também. Na verdade, é muito complicado não continuar, enquanto vida. A vida continua.

E é isso, a vida sempre continua.

E nossa, que fome, chega de escrever sobre nada. É melhor fazer um sanduíche. Pelo menos eu sei o que eu tô fazendo.

Exatamente, um sanduíche.

Um comentário:

  1. Não pensa não, só segue as coisas como estão. Vai se sentir melhor. E se sentir perdida é muito normal, principalmente agora. Mas cê deve saber que tem sempre pessoas que querem o teu bem por todo canto cuidando de você. Jamais se sinta sozinha. Ame o que você é, nenis, eu me orgulho dessa pessoa.

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?