23/05/2016

23/05/16

I
Fantasma
essa vida fantasmagórica
que é tanta repressão que faz sumiraté não restar nada de mim

apenas um corpo



II
todo mundo tentando sentir (feliz)
e não dar a mínima
que não sobra espaço pro outro sentir (feliz)
e nem si mesmo sente (feliz) e no fim
todo mundo sente (                )

III
pressinto
perfeitamentepressão

pressionapessoasplanetapensamento


pressapraperfazer


pressionaporprazer


pressãoproblema


pessoa


10/05/2016

home at last

Bem, as únicas coisas que nós sabemos é que essa vida acaba um dia e que enquanto não acaba a gente nunca vai ter a vida que quer.

De vez em quando eu resolvo ficar de bem com o mundo. Vejamos, tenho só quinze anos, mas tem um monte de coisa que me incomoda. Mas as vezes me incomodo muito. Mas tanto. Muito mesmo, sabe? E daí, sei lá. De repente tudo é lindo, tudo é possível, tudo é lindo e esperança. E depois desse fim de semana, dumas coisas tristes, do clima lindo, e de tudo mais, eu tô assim.

Na escola, eu achei que fosse desandar. Não tô no mesmo ritmo. Resolvi que agora sou eu e ah que seja. Mas como resultado, parece que as coisas deram certo. E é isso. Não só na escola, mas em tudo. É isso, é tão claro.

Ai, como isso é simples.

A melhor pessoa que eu posso ser é eu mesma. O pior que eu posso ser é ser a melhor pessoas que as pessoas querem que eu seja.

hora igual inversa e exata que se dane

cê não sabe da nova! a doida varrida acredita
horas iguais inversas e exatas
cada uma diz uma coisa e ela acredita vê se pode
não pode né porque horas não determina nada
hora é convenção
hora nem rima
hora nem nada
hora é só número
hora um ou hora dois
é agora ou depois
não importa
não diz nada só mostra o que você quer acreditar
e se quer acreditar é porque tem medo do que pode acontecer
não acredita não menina, não faz sentido
o amor não tem hora marcada e hora igual
simplesmente vem e nem avisa
só não se atrasa, mas isso nem tem a ver
se agora é 9 ele pode vir as 10 ou 20 e 20
e não vai fazer diferença
porque cê tá ficando louca em esperar
a hora igual
inversa
exata
pras coisas acontecerem
e isso tá errado

05/05/2016

Um monte de coisa sobre nada

Estava eu enchendo todo mundo lá do Stardoll com textão aleatório sobre minha vida, mas migos, cês nós temos bloguinho, pra que atrapalhar a vida dos outros?

Tudo bem, há pouco uma comentou que nossa era muito legal as coisas sem sentido que eu escrevia. Estranho. Estranhíssimo.

Mas enfim, amanhã, por falta duns professor não tenho aula. Olha, esse ano tá terrível. Nunca tem professor pra nada. Ou se tem, ele sai, ai vem outro. Aí, ele sai, e daí a gente fica com tudo os conteúdo atrasado, e por isso eles vão fazendo um monte de trabalho chatão, ou fazem só um, ou fazem umas coisas muito loucas pra poder fechar uma notinha qualquer no fim do bimestre. E daí meu boletim irá ter umas notas não muito legais, e daí meus pais vão me incomodar. Mas, eu juro!, tô pegando muito bem o conteúdo.

No começo eu estava perdidona, não entendendo nada (ainda estou, só pra deixar claro), mas super feliz que estava tudo bem. Bem comigo, com os outros, com o mundo. Tudo na paz, na alegria. Mas essa coisa de viver numa rotina acaba com qualquer um, e tudo o que é paz, amor e alegria vira tédio, tédio, pensamentos profundos e mais tédio. E a graça de comentar qualquer coisa aleatória, e falar com as pessoas usando um meme por minuto e toda essa coisa de como as pessoas geralmente falam acaba exigindo tanto de você, que ai socorro, eu preciso de descanso!

E olha que nem metade do ano é ainda.
Infelizmente.

Louquíssima pro meio do ano. Tudo o que eu mais quero agora é a viajar, é frio, é o álbum novo do Jakinho.

Essa viagem é tudo o que eu preciso pra agora. Prometi a mim mesma que iria me vestir bem. Comprei uma boina fofa, um cachecol vinho e tô a procura de uma bota bonita. Cansei de olhar foto de viagem e estar eu lá toda desarrumada com qualquer roupa que eu achei na mala, ainda meio amassada. E quando chega aquele fim de viagem, que só sobrou as roupas que você não gosta, mas colocou na mala mesmo assim, porque, aliás, você só tem sete blusas e três calças...

Então, nessa viagem vou me vestir melhor. E rezar pra estar frio. Mas frio de verdade. Pra poder sair muita fumacinha da boca, ter neblina (o que meu pai provavelmente não quer, porque ele vai dirigir...), e poder tomar muito cafezinho gostoso por aí.

Depois de 2015 que não aconteceu, estamos aqui vivendo nesse ano que tá muito louco, mesmo não acontecendo nada. Na verdade, aqui dentro de mim, tá acontecendo muito, porque já tá começando aquela pressão das pessoas de vestibular, do que você vai ser, e tal. O que eu vou ser? Não sei, não sei mesmo colegas. Tenho quinze anos, e com quinze anos você quer ter um programa de viagens no GNT. Então, sério, não sei. Parem de perguntar. Essa não é a pergunta. Troquem por outra. Que tal, na sinceridade, como você está?

Na verdade, eu não vou saber responder isso também, mas eu posso tentar. Posso te mandar umas musiquinhas que tenham esse sentimento muito louco, escrever uma poesia que não significa nada.

Aliás, esse é um grande problema da vida: não sabemos o que seremos, mas tampouco sabemos o que somos. Ou como estamos. Talvez não seja o grande problema, talvez seja a grande solução, só que a gente ainda não entendeu como isso pode ajudar. Pelo menos, eu estar sempre perdida me faz muito mal na maioria das vezes. De me trancar no banheiro enquanto seco o cabelo e pensando na vida começar a chorar. Porque é muito ruim estar sempre perdida. Eu não queria estar perdida. Pelo menos, não perdida aqui e assim.

Mas a vida continua e a gente tem que continuar também. Na verdade, é muito complicado não continuar, enquanto vida. A vida continua.

E é isso, a vida sempre continua.

E nossa, que fome, chega de escrever sobre nada. É melhor fazer um sanduíche. Pelo menos eu sei o que eu tô fazendo.

Exatamente, um sanduíche.

03/05/2016

Tão cheio quanto o universo

Do nada, de mansinho, esse sentimento de vazio tão lotado vai chegando. Chega com uma revolta, com uma tristeza, com uma explosão, e chega. Chega depois de um livro, de alguém, de um momento, e chega.

Enche o ser de ser. De viver. Mas também do morrer. E enche. Mas esvazia.

Tão cheio quanto o universo que com tanto é tão vazio. Que com tanto é tão pequeno. Que com tanto não é infinito. Que não liga pra nós.

Tão vazio quanto a atmosfera que é tão cheia. Que é tão cheia de coisas não capturáveis. Cheia de nada. Cheia do transparente. Cheia do vazio da vida.

Tão vazio tão cheio tão complexo e sem nexo, um sentimento tão incompleto que completa e que por sua grandeza e pequenez e todos os seus opostos se torna virtuoso o suficiente para não ser nomeado.

Indefinível.