12/01/2016

Vivendo em Foz do Iguaçu suportando a vida

Há exatos 325 anos não posto neste querido blogue mas com todas essas coisas que estão acontecendo na minha vida eu preciso contar pra vocês. Ou melhor, todas essas coisas que não estão acontecendo. Ou melhor, todas essas coisas que eu espero ansiosamente acontecerem.

2016 começou muito bestinha fazendo muita coisa chata comigo. Esse ano vem sendo uma bad bitch e por enquanto to suportando viver só na sorveteria ou lugares com ar-condicionado ou só suportando viver porque tenho que fazer isso ou só esperando começar de fato a hora em que eu não vou precisar só suportar viver. Aqueeeeela hora de finalmente fazer alguma coisa. Sabe, tô naquele momento da vida em que não tem nada mesmo que se pode fazer. Aliás, se vou entrar ou não na faculdade não é uma decisão minha (a partir do momento que não tenho mais o que fazer ou não tenho bola de cristal pra ver se minha nota vai ser suficiente), arranjar um emprego depende de entrar na faculdade e continuar na academia é uma opção a se considerar dificílima.

Ando estressada, ansiosa, nervosa, ansiosa, nervosa e roendo as unhas novamente (tenho me controlado muito, ouvindo muito menos músicas porque isso me incomoda tanto que meus nervos explodem e estou a ponto de chutar tudo pro alto e me controlando muito porque esse é o momento em que eu preciso ficar controlada.

O mais incrível de toda essa situação é que definitivamente eu não estava preparada pra ela. Ainda não estou. Ainda acho que é uma brincadeira de mal gosto pro meu lado. Que é uma piadinha da vida do tipo "tá tudo bem agora, Ana. pode voltar pro ensino médio que você ainda não tá indo pra faculdade. calma aí!!!": mas não. Não é uma piadinha, não adianta beliscar o braço que não é um sonho. Ai. Essa doeu. A realidade de ter 17 anos e morar no interior e ter medo de sair de casa e morrer de medo de tudo e chorar por isso a todo o momento me assusta tanto que muitas vezes eu só quero dormir até tudo passar. Até eu ter uns vinte anos e estar terminando a faculdade e poder viajar pra Paris.

Tá, é um pouco de exagero. Muita gente passa por coisas piores na minha idade, mas eu sou daquele time de muitos imaturos que tem medo de enfrentar a vida tão cedo assim. Eu sou daquele time que tem vontade de aprender e nenhum pouco de medo de errar e começar de novo mas faz o possível pra adiar isso. E por quê? Nem eu sei. Eu sei que tô batalhando muito pra passar ilesa dessa. E é claro que eu vou sobreviver. Só não se sobrevive ao calor de Foz do Iguaçu (que ode ser uma cidade legal mas é um tédio e não tem nada pra fazer se não for correr de um lugar com ar-condicionado pra outro.

Maratona da vida, justo nos dias mais estressantes e fervorosos que eu já vivi. É isso aí.