30/12/2016

aquele textão de fim de ano que não fala nada com nada só pra dizer que 2016 foi interessante

Dois mil e dezesseis. Se considerarmos coisas acontecidas numa esfera maior que eu, foi terrível. Se considerarmos apenas eu foi interessante. Teve umas coisas ruins? Ahn, sim, sempre tem. Mas o que dominou mesmo foi o... interessante.

Se formos ver os lados negativos, além da morte do Anton, que foi chocante demais, e por isso acho melhor não falar sobre isso, teve a separação dos meus pais, o que para muitos pode ser bem ruim, mas pra mim, sim no começo, pensando apenas nas implicações práticas da vida, foi difícil, não foi tão ruim assim. Muito, na verdade e me sinto péssima por dizer isso, pelo contrário. Foi (ótimo)... interessante.

Se formos falar de eu sendo eu, isso sim foi interessante. Acho que desde 2013 eu venho falando que eu tenho conseguido ser eu. Ser eu sem ter problema em ser eu. E cada ano isso vai além. O fato de um tempo atrás eu ter deixado a opinião dos outros um pouco de lado na minha vida tem sido tão positivo, mas tão positivo. É o que a cada ano eu paro e comemoro um pouco mais. Esse ano fui prum debate de sala tendo apenas a professora do meu lado (e a amiga que faltou no dia), e fui a que mais falou, e falei mesmo. E isso pode parecer ridículo, mas não é, porque eu nunca levantei a mão pra entrar numa discussão. Só uma vez. E eu participei dela sem querer. Foi tipo "ahn qual o sentido da vida?" numa aula de sociologia e falar quarenta e dois foi mais forte do que eu.
Mas, além dessa libertação de expor um pouco mais por causa da certeza que, apesar deu poder errar, eu geralmente estou certa (desculpa mas é a verdade, e eu sei que é porque eu não entro numa discussão se eu não tenho certeza, exatamente porque errar é difícil pra mim), houve aquela libertação de aceitar minhas manias esquisitas que fazem as pessoas constantemente me chamarem de louca. Ter que lavar a mão por tudo (dinheiro, maçanetas etc etc etc), o fato de eu passar lenços umedecidos pra higienizar o celular (até com isso implicam...), o fato de, caso eu saia com shorts, saia ou qualquer coisa que faça eu encostar a minha perna em cadeiras públicas, o que implica com, vamos pensar fundo nisso, sentar em muitos vasos sanitários, os quais eu não sei muito bem a procedência, ter que lavar a perna, entre outras.

Foi um ano muito saudável. Não tive grandes problemas com estômago que chegaram ao resultado botar tudo pra fora. Não tive nenhuma doença. Tive tanta alergia que cheguei ao nível de estar na escola parecendo que levei um soco no olho de tão inchado, e ficar semanas achando que tinha algo dentro do meu nariz. Tive também a maior concentração de dores de cabeças por semana da minha vida. Já havia vivido isso de ter todo dia, mas ter todo dia com um especial de duas vezes num mesmo dia foi interessante. Fora o vômito. Que foi bem interessante também. Mas isso pelo menos me fez pesquisar sobre meu problema de visão que minha mãe sempre afirmou ser por passar muito tempo jogando Stardoll. Muito interessante. E porque isso acontecia depois da Ana usar aquele desodorante super perfumado, piorava com a ida na academia e tal. Foi ótimo. Parei de achar que, na verdade, eu tenho um câncer no olho desde pequena, e que agora progredia (porque esse ano foi DEMAIS). Não, não é isso. Que bom. Teve um quase desmaio em público, mas desde então tenho sido cuidadosa com minha pressão também. Aliás, não quero mais ser a única que não pode comer churros, porque isso foi bem cruel. Ok, não tão saudável. Mas o que deu errado foram coisas fora do meu controle.

Vamos falar de cultura. Nossa, pensa numa menina culta. Eu li 31 livros. Menos do que eu esperava. Aliás, eu esperava poder ir na biblioteca da escola. A minha salvação atendeu pelo nome de Agatha e espero que continue nesse próximo ano. Mas que eu possa ir direitinho na biblioteca também.
Eu li um livro inteirinho do Augusto Cury. E sabe a conclusão que eu cheguei? Que eu já posso parar de insistir em realmente ler aquilo que eu abomino sem ler, porque provavelmente eu vou continuar abominando. Mas pelo menos já li. Tenho motivos reais, cem por cento reais. Também li um livro inteiro do Neruda. E estou decepcionada. Comigo, por ter tentando muito, muito mesmo. Sensação igual de quando eu odiei os livros do Sítio do Pica Pau Amarelo. Foi uma derrota. Das grandes. Mas não deu, não é mesmo pra mim. Por outro lado, uma surpresa enorme. Esperei não gostar de ler um livro do Machado de Assis, por experiências com um conto que eu mal lembro agora. Obriguei as coleguinhas tudo pegarem Dom Casmurro pro trabalho porque eu queria ler. Gostei muito. Mesmo. E teve coleguinha tentando ler mais (problemática biblioteca de volta).
Mas decepção mesmo foi A Sereia. Aquela autora, tão boa, tão bom. Tão leve. Tão fluída. E aquele livro tão chato. Mas tão chato. Mas tão chato mesmo. Difícil. Melhores livrinhos lidos nesses 2016: Acho que Por lugares incríveis, que não eu não chorei de soltar lágrimas, mas sofri. O controle de não começar e não parar mais em público na sala foi maior. Eu sabia o que acontecia. Também  Cem anos de solidão, que enfim resolvi seguir a dica do moço que ficou um tempo lá na biblioteca, com aquele exemplar tão velho que quebrava ao trocar de página. Foi difícil, muita alergia, a linguagem não tão fácil pra mim do García Márquez, aquela correria de nossa tive duas semanas pra ler mas agora, no último dia, faltam mais de cento e oitenta páginas, vamos lá mas por que todo mundo tem o mesmo nome isso complica muito mais. Mas eu terminei e fiquei muito feliz por ter feito isso. Um pressentimento funesto também merece seu destaque na lista, porque foi o primeiro livro da Agatha Christie que realmente me empolgou tipo muito muito muito muito mesmo. E, claro, o meu Agência de investigações holísticas Dirk Gently. muito bom meu bebê. O A longa e sombria hora do chá da alma é menos uau. Comecei a assistir um pedaço da série no meio, me confundiu, e não achei o final tão holístico assim, mas é isso aí. A série, aparentemente, tem um Dirk maravilhoso. O resto, não sou capaz de afirmar nada.

Quesito música: destaque pro Cleopatra. No começo do ano ouvi muito o Lemonade, como todo o resto do mundo. E teve o Ape in pink marble que foi especial também. Uma lista de músicas aleatórias muito importantes pro ano, mas que não vamos nos estender nisso. Destaque em músicas soltas aleatórias importantes para Please don't wait for me, Mr Bubbles, Certainty, Golden days, Cristina, Not that easy, I love y.... não estou disposta a lembrar de tudo não. Já é meia noite e quarenta e um e tá calor demais pra eu pensar.

Fiz uma viagenzinha bacana no meio do ano. Pra umas praias. Estava frio. É ótimo estar numa praia com casaco, cachecol, tênis e todo mundo estar bem de boa com isso, sem caras feias, aborrecimentos e tudo mais porque você é chato demais e não gosta de praia. E só lembrei da viagem porque meu mouse pad não tão provisório assim é do Mon, então meio que tive que lembrar. Porque sério ,tá ficando tarde e calor de novo. Esse museu muito bonito, tinha umas exposições muito legais, mas estavam com pressa pra almoçar. Uma pena. Também fiz aquele passeio de trem que era meio que meu sonho de consumo na vida. O bilhete ainda está no bolso do casaco vermelho. Eu acho que eu preciso lavar aquele casaco. A viagem foi em julho. Já choveu algumas vezes de la pra cá.

Indo pra outro lado, foi um ano de boas companhias. Muito boas companhias.

Não faço mais ideia do que escrever. E eu tinha muitas ideias e muitas coisas para escrever. Mas agora, não tem mais muito acontecendo aqui dentro, além de uma grande vontade de tomar chá de hortelã. Então vamos para os clichês de fim de ano.

Ano novo, momento pra gente prometer ser melhor do que a gente foi no ano anterior.
Muita gente fala que essa superstição de que só porque aumento um número no ano as coisas vão mudar é uma coisa muito boba. Mas a verdade é que ano novo é sim tudo novo. E é de cada um saber o que fazer com isso. Continuar igual ou mudar. Se o fato de estar indo pra algum lugar novo, ou simplesmente voltando pro mesmo, mas descansado não é motivo suficiente pra alguém querer mudar, eu realmente não sei o que é (considerando o curso normal da vida, sem pensar em fatalidades ou coisas que não acontecem todo dia... ou ano).

Então é isso. A vida vai continuando, e tudo o que a gente espera é que a gente sobreviva, e muito feliz por sobreviver (sobreviver não feliz com isso não me parece uma boa ideia, não desejo isso a ninguém).

A gente também espera uns álbuns bons pra ouvir, em especial, o álbum das Haim.

2016, um ano interessantíssimo.
Mas feliz 2017 vocês.

COMEÇAR DE NOVO É SÓ QUERER, NUNCA DEIXE DE ACREDITAR. SE ESCUTAR A VOZ DO SEU CORAÇÃO NÃO VAI ERRAR!

07/11/2016

futuro que não cabe a ninguém

engraçado a gente dar taaaanto palpite
sabe o que é que se sabe
sabe lá o que é que se sabe né
sabe lá o que é que é
como é que vai ser, de agora pra frente                                        imagino que talvez difícil
                                                                                                     imaginava eu que a vida
fosse ser complicada desse jeito
e imprescindivelmente, belíssima e deliciosa

tá aí a graça, eu acho
sabe lá o que
mas a graça tá em não saber nada mesmo
vai acontecer
e só seguir em frente
amanhã

20/10/2016

Eu sou outra pessoa. Mas ainda não faço a mínima ideia de quem eu seja. 
Comecei esse ano com uma ideia tão fixa do que queria e termino sem saber o que fazer. Parece que todos os meus sonhos resolveram me atormentar e jogar na minha cara que sou muito mais fraca do que penso que eu sou. Eu finjo dizendo que tá tudo bem, na maioria das vezes. Só que ao mesmo tempo me sinto bem comigo mesma. Tá tão confuso que eu só sei disso, só sei que eu não sei o que fazer, e todo mundo insiste em dizer que eu não preciso mesmo saber o que fazer, mas sempre tenho que saber (eu sei que eles querem que eu saiba). A verdade é que chegou esse momento que eu estou cansada de ser obrigada a saber o que fazer mesmo que, supostamente, eu não tenha que nada. 
Todo mundo tenta fazer a gente ficar bem. Quero dizer, quem realmente se importa. E não parece que alguém realmente tenta ajudar. No fim tudo parece só um tenho que fazer a minha parte porque você é supostamente importante pra mim.
É tanta suposição que até supor que é suposição é meio errado. Erroneamente acreditamos que alguém se importa mas na hora todo mundo some ou encontra alguém melhor. É por isso que eu sempre acreditei que afastava as pessoas. E parece mesmo, porque não importa o quanto eu me esforce ou tente ser melhor pros outros, acaba que no fim do dia eu sempre tô sozinha.
Eu não quero saber se acham que eu sou boa, ou se alguém sente mesmo que precisa fazer alguma coisa por mim. Eu não quero sentir que alguém pode ou deve fazer alguma coisa por mim. u quero fazer isso sozinha. Quero aprender a me virar do meu jeito sem precisar de ninguém pra me dar dicas ou fazer planos que criem uma ideia muito melhor de mim.
Eu estou cansada de ficar com esse nó na garganta porque nunca acerto as coisas e nunca sou o que esperam que eu seja. 
Quando eu começo a pensar demais acho que vou morrer de solidão. Não de velhice ou de doença. Mas de vazio. E é horrível sentir assim.

eu acho que eu deveria escrever mais

Um fato que não podemos negar é que todos os comentários positivos de professores sobre minha escrita só surgiram por motivos de Happy Teens!, e logo depois Vírgula Assassina. Estar constantemente escrevendo, mesmo que uma grande resenha sobre algum Habbo pirata, ou escrevendo um lixo de revista, fez eu saber muito melhor como colocar uma palavra depois da outra, onde algumas vírgulas e acentos vão. Longe da perfeição, mas é aquilo, praticar.

Hoje, minha criatividade para escrever qualquer coisa não existe muito, porque tudo o que eu tenho escrito são redações dissertativas, máximo trinta linhas, norma culta, introdução, desenvolvimento, conclusão, seis linhas cada parágrafo, temas sociais atuais. Isso é de matar qualquer alma escritora. Esse padrãozinho pra no fim como solução colocar medidas que, ao longo do tempo, trarão a consciência da população em relação ao problema...
Ano que vem a coisa vai ficar séria pra mim, e embora eu esteja por dentro não muito preocupada em realmente passar em lugar nenhum, já que eu nem sei o que quero de fato fazer, eu tenho que pensar em escrever boas redações padrãozinho (ou nem tão padrãozinho). Uma parte da minha vida vai depender de uma redação. Uma parte da minha vida já dependeu de escrever coisas aleatórias para no fim do dia não gritar e chorar e pensar na vida como um lugar cruel para mim. Mas isso não me deixa mais segura na hora de escrever, porque nos últimos tempos, eu simplesmente não consigo.

E esse tem sido o plano. Esse ressurgimento meu aqui é uma tentativa de conseguir aquilo que eu achei que eu sabia e já tinha conseguido. Segurança na hora de escrever, lembrar as palavras bonitas que eu sei, organizar as ideias de maneira (quase) coerente... Preciso conseguir isso.
É ridículo como uma coisa tão importante na vida dependa tanto de um textinho padrão. E se você não consegue fazer aquele textinho padrão, mesmo que você já tenha conseguido vários outros antes, então, que pena. Mas assim é a vida. E ao mesmo tempo que eu continuo (ou não, já que a escola tá ocupada) escrevendo dissertação-padrão porque essa é a vida, eu tento escrever algo mais real.

Ninguém merece uma vida de dissertação-padrão.

17/10/2016

eu não sei quem eu sou

Há diversos fatores que me fazem acreditar que eu simplesmente não sei quem/o que sou.

O primeiro é sobre eu simplesmente ser. Existir. Andar por aí.
Passei muito tempo da minha vida querendo sumir. Mas, ano passado, eu sumi tanto, que eu resolvi que eu queria aparecer. Mas aparecer por algo realmente meu. E não por eu - imensa vontade de vomitar - ser "inteligente". E eu tenho tentando falar mais com as pessoas e não concordar com elas por preguiça do que eu realmente acho. E também parei de usar aquela calça cinza horrível com o moletom marrom. E nesse quesito, eu tenho me saído muito, mas muito mesmo, bem.
Depois nós temos aquela problemática do o que vou fazer no resto da minha vida, que é uma coisa complicada.
É que assim, eu nunca fui aquela pessoa que vai muito bem em uma matéria e muito mal e outra ou odeio alguma matéria. A única verdade é que eu odeio esportes, mas nunca pensei mesmo em ser uma atleta. Também não levo jeito pra música. Mas já faz temp o que eu desacredito minha vida musical.
Sempre achei que levei um jeito melhor assim pras coisas que não precisa pensar muito, é só seguir um padrão, mas tenho muita preguiça disso.
Sempre me falaram que eu escrevo bem. Mas eis a pessoa que nunca termina nada que escreve pelo fato de não saber o que escrever. Talvez seja a falta de coisas acontecendo na minha vida, e também, nunca me acho autoridade pra falar de nada. Nem pra escrever um conto de amorzinho bobinho padrãozinho, porque eu simplesmente não posso falar de realmente gostar de alguém sendo que isso nunca aconteceu? ou pra escrever algo sem noção muito inspirada em, sei lá, um Douglas Adams, que né, adoro, e já tentei, mas não. Então tudo o que eu vou escrever soa artificial demais, infantil demais, ficção demais. Sem emoção demais. Sem clímax. Sem nada.
Eu não sei se sou uma pessoa racional ou emotiva. As vezes, sou a própria vulcana, mas aí eu vejo que nunca me recuperei de 2010 e a fase emo. Eu não sei nem em que lado eu estou nessa situação política que bombardeia cada milímetro da convivência humana nesse país. Eu nem sei o que pensar. todo mundo aprece muito errado e um pouco certo.

 A única coisa que eu sei sobre mim nesse momento é que eu estou morrendo de calor, e me desculpe morena tropicana adoradora do verão, eu morro de saudades do inverno. E tenho certeza que você só fala isso porque não tá em Forno do Iguaçu. Nas férias quero ver você manter a pose de amo o verão.
E de resto, eu simplesmente não sei.

16/10/2016

Os amantes do inverno que me perdoem, mas sou morena tropicana

Os amantes do inverno que me perdoem, mas sou morena tropicana; morena da pele bronzeada pelo sol, morena que veio do mar, veio do calor de janeiro, da alegria das férias, da ímparidade do dia 3. Desculpem a analogia clichê, mas é fato, sou do verão, do sol forte, da praia cheia, do sorvete refrescante, da piscina azul, do vestido florido, das cores fortes. Como meu nome já diz, vim do mar, e sou tão imprevisível quanto ele: em alguns momentos, calmaria; em outros, violência; ás vezes quente, ás vezes gelado. Outro dado importante que diz muito sobre mim é minha data de nascimento: nasci no começo de janeiro, mesmo dia que o mestre Tolkien, a época que o verão está fervendo, época de férias e alegria.

Ora, amantes do inverno, me perdoem, mas o verão é mais alegre, é mais bonito, mais gostoso. No verão, as noites são mais saborosas, e os dias mais receptivos. No verão, as pessoas ficam mais livres, mais soltas, com roupas gostosas e alegres. No verão, as pessoas deixam transbordar as suas almas derretidas (mais conhecidas como suor). No verão, as frutas são mais suculentas, e as pessoas mais saudáveis. No verão, as festas mais animadas acontecem. No verão, eu posso exercer a minha função de morena tropicana, posso espalhar o meu bom humor (humor este, que não aparece com tanta intensidade no inverno). No verão, eu posso mostrar as minhas marcas, as minhas histórias, as minhas linhas, e a mais bela das minhas curvas: meu sorriso.

Eu não sei e o texto era pra falar de mim, ou do meu amor pelo verão, então ficou um misto dos dois temas. E por último, amantes do inverno, espero que um dia vocês possam admirar tanto o verão, quanto eu, e que vocês sejam morenos tropicanos!

Obs.: Essa música é um clássico do verão, e duas das pessoas que mais amo, me chamam de morena tropicana...

22/09/2016

goodbye vibrations e pensamentos aleatórios

Eu tive uma ideia muito boa pra escrever algo.
Na verdade, eu tenho muito boas ideias sempre, mas eu sou muito boa com começos também. Aliás, principalmente com começos. E com frases para terminar. Impactantes. Emocionantes. Ou simplesmente do jeito que deveriam ser.
Eu sou ótima.
Então, temos um bom começo escrito, uma boa ideia pro meio pensada, e uma boa última frase. Mas meio entre começo e meio até a última frase é bastante disperso e faz todos os meus trabalhos de geografia serem excluídos. Até mesmo porque eu nunca lembro da senha que eu coloquei.
E isso me deixa cada vez mais angustiada.

Me sinto muito, muito mesmo, fracassada quando excluo um trabalho de geografia (por isso, dessa vez eu nomeei ele como letras aleatórias. E por que geografia? não sei) por simplesmente não conseguir sair daquele começo muito bem pensando, com todos os personagens bem apresentados e colocados em seus devidos lugares, estes também bem descritos. Eu sei o que vai acontecer. Eu não sei como vai acontecer.

Alguém poderia, por favor, me dizer como acontece? Assim, quem sabe, algum dia eu realmente termine algum desses trabalhos (ou letras aleatórias).

Teve um que eu terminei e fiquei bastante satisfeita. Faltava só alguns ajustes. Era sobre uma idosa, uma câmera e um crime. como chegou no crime? Eu não sei. Como cheguei na idosa? Bem, eu comecei a escrever inspirada numa coisa que minha bisavó falou. Mas daí ela veio a morrer e eu simplesmente não conseguia lidar muito com aquele trabalho de geografia que eu sabia a senha e faltava alguns retoques. Então nunca dei os retoques, nunca mostrei a ninguém e eu excluí.

Junto desse, exclui outro trabalho de geografia, simplesmente porque não me dei ao trabalho de lembrar qual era o Trabalho de geografia e qual era o trabalho de geografia. O Trabalho de geografia era algo amorzinho muito aleatório, e estava um grande lixo. Mas a ideia era boa, e no fim, a última cena seria simplesmente o moço, o qual eu não tinha achado um bom nome, muito triste por algum motivo (eu acho que eu ia matar a moça que também não tinha nome ainda, e nem sabia se ela iria morrer, ou sei lá. Alguém tinha que morrer ou alguém tinha que ser muito filho da puta, então eu acho que alguém morrer é muito mais divertido e tal, e tinha que acontecer porque ele tinha que ficar triste) iria sair pra comer uma coxinha em algum lugar que ela fosse muito boa, e algum comentário sobre o requeijão da coxinha e como ela feia (coxinha totalmente fictícia do Lua e Sol Sol e Lua mas tudo bem) mas muito boa. Mas eu excluí o Trabalho de geografia e só depois quando fui abrir ele descobri que o outro era o trabalho de geografia.

Outro grande problema é minha falta de foco. Um exemplo maravilhoso: eu fui abrir uma notificação do Twitter e simplesmente esqueci tudo o que eu tinha pra escrever aqui.

02/09/2016

ouvindo stoop kids e refletindo sobre como a vida vai indo

Pouco depois das quatro e meia, e eu não quero ver gente, e nem ouvir aqueles barulhos exteriores, mas eu tenho que fazer ambos e vamos lá. Tanta coisa pra fazer, tanto pra descansar. E a problemática de todos nessa fase da vida de fazer algo pra ser algo. Como viver esse momento da vida é cansativo... nenhuma novidade.

Esse blog já recebeu duas vezes preocupações sobre entrar ou não na faculdade. Mas agora vou ser um pouco inovadora: a questão de descobrir, primeiro, no que quer tentar entrar, antes de, de fato, tentar entrar. E essa vida de Zaphod que vai seguindo como dá, que pelo visto alguém já ajeitou as coisas antes pra mim pra eu ser bem sucedida, implica muito em descobrir o que fazer daqui pra frente. Ah, ok. A gente vive até os cem e ninguém precisa ficar pra sempre na mesma área e essa coisa toda, porém, não deixa de ser problema e eu tô tão cansada depois de dez anos e eu sei que todo mundo e que ninguém aguenta e eu simplesmente não sei.

Em resumo, eu não sei.

Eu nem sei o que eu quero fazer com meu cabelo. E, olha só, essa dúvida é pior do que o que fazer da vida. Se é pra não saber o que fazer da vida, que pelo menos seja não saber o que fazer da vida com o cabelo bonito e com estilo.

Quando a gente se resolve de um lado, as coisas se complicam de outro, e pra que? Não sei. Eu
não
sei.

Eu não quero discutir política e eu não tenho nenhuma opinião e pra falar bem a verdade, não sei, não tô acompanhando, e não tenho informação suficiente pra opinar. Eu também não quero discutir as pessoas que as outras pessoas gostam, porque eu não gosto de ninguém, então bem longe de mim com isso. Eu não quero pensar em ter que pensar no futuro porque eu já disse que eu não sei. Eu quero dormir melhor e cuidar do meu cabelo, e ler mais livros bobinhos que faz a gente chorar muito, comer melhor e cuidar melhor da minha saúde, e beber cafezinho gostoso todo dia de tarde, e chazinho gostoso de hortelã de noite, e assim, pensar no que de fato eu quero.

Porque é isso. Eu não sei. E nem você, tenho certeza.

dá uma escutadinha em cup que é ruim pra caramba mas dá uma escutadinha vale a pena


apesar de ser ruim

17/08/2016

Vale a pena incentivar as pessoas


Mal sabia eu que esse ano começaria desse jeito. Mal sabia eu que terminaria assim. Nada foi como eu planejei. Absolutamente. E eu nem sei por que eu ainda me admiro com isso. É assim, né? As coisas nunca acontecem como a gente planeja exatamente porque não há como saber o que vem por aí.

Foi assim que me vi durante dois longos meses (os meses mais longos da minha vida) enterrada na cama, sem vontade nenhuma de sair, estudar e tocar pra frente. Foi aí que eu vi que alguma coisa em mim estava muitíssimo errada e eu sabia que daquele jeito não podia ficar, mas nada que eu tentasse fazer me ajudava, simplesmente porque eu não tinha forças pra isso. Dias de luta e nenhuma glória. Me vi tão sozinha e vazia como nunca havia me sentido. Parecia que não existia um sentido pra eu estar aqui. O melhor mesmo era acabar tudo de uma vez e pronto.

E ponto. Não dava mais pra continuar dessa forma. Não dava mais pra não ter vontade de viver quando se tem tanta coisa bonita pra ver no mundo. Imagine só se eu ia deixar essas pequenas coisinhas acabarem comigo sendo que a expectativa de vida é lá pelos oitenta e cinco e eu ainda tenho só dezessete. Imagine só o tanto de coisa que eu ainda não vi por esse mundão. E todos aqueles sonhos que eu tinha e que, por mais loucos que fossem, eu não ia poder realizar de forma nenhuma?

É, mas faltava trabalhar em muitas coisas. E como é que eu ia fazer tudo isso sozinha? Primeiro de tudo, eu tive que por na cabeça que era isso o que eu precisava fazer e o segundo passo era criar coragem de levantar da cama todo dia de manhã. Fui me forçando a fazer cada coisa. Fui me obrigando a ir em frente. Arrastando, sim, mas eu ia. Eu fui e cheguei até aqui. Foram muitos textos de autoajuda, aulas de autocontrole, meditação, equilíbrio emocional... aprendi um bocado sobre como isso podia ser importante na minha vida. Como pequenos atos poderiam mudar tudo. E aos poucos todo aquele sentimento pesado e ruim que eu sentia começou a ir embora. Eu comecei a me olhar no espelho então e gostar do que eu via. Eu comecei a entender, mais do que nunca, que eu valia a pena sim. Tinha uma sentido pra eu estar aqui. Eu precisava fazer valer a pena, nem que fosse só pra mim.

E foi me obrigando a viver, sendo uma mãe malvada pra mim mesma que eu me tornei uma amiga querida. Alguém que vê as partes boas. Alguém que quer ser boa pra si mesma. Que agradece todos os dias por estar aqui e poder fazer alguma coisa, mesmo que pareça tão pequena e não faça sentido pra maioria das pessoas.

Eu ainda não sou a pessoa que gostaria de ser, e provavelmente não vou ser nunca. Mas foi me incentivando a ser uma pessoa melhor, foi me incentivando a gostar da vida que eu aprendi que o incentivo vale sim. E vale muito. Cada sorriso e abraço amigo dado, cada palavra de conforto dita, cada "eu estou aqui" vale muito mais do que vocês imaginam. Incentivar alguém a viver, mostrar que vale a pena estar aqui e espalhar o amor é uma das coisas mais bonitas que se pode fazer por alguém. Ali sozinha eu aprendi que talvez me esquivar das pessoas que eu mais gostava, tentar recomeçar do meu jeito não fosse a melhor forma. Talvez eu precisasse de pessoas pra me segurarem. Mas eu sabia que não estava sozinha nessa. Tinha sempre umas duas pessoas ali, por trás de tudo isso, pessoas com quem eu não falava mais por causa disso, mas que nunca deixaram de se importar.

Nunca é tarde pra começar do zero. Nunca é tarde pra voltar atrás (sim, isso é possível) e nunca é tarde pra se tornar sua melhor amiga. Nunca é tarde pra transformar sua alma numa casinha aconchegante. Nunca é tarde pra espalhar isso pros outros. E nunca é demais incentivar as pessoas, por mais difícil que seja e por mais caso perdido que pareça.

08/07/2016

ou vou
ou fico
na mesma
parada

vou ficando
fico indo
vindo
vinco
trajetória determinada
só indo

eu vou
ou fico
no mesmo caminho
indo

07/07/2016

esta é a vida

Tinha algo esquisito acontecendo com ela. Um vazio no estômago (estômago? não era boa em anatomia). Um mal estar. Tudo se revirando, em mil direções, deixando-a fraca, com vontade de deitar e não fazer nada.

Muito esquisito.
Há muito tempo ela não se sentia assim.
Complicado.
O que fazer quando não se sabe bem qual o seu problema?

Incomodava.
Cutucava.
Tirava seus pensamentos do lugar.

Um sentir tão forte.

O que fazer sem saber qual o problema?

Mas ela apostava todas as fichas de que fosse a sua possível gastrite.
Não é fácil se alimentar mal por tanto tempo.

a vida continua

ela tinha dito que a vida continuava, apesar de tudo
e que o mundo só acabava quando a gente morresse,
e que mesmo quando a gente morresse, a vida continuaria.

e continua mesmo.
e acaba pra gente quando a gente morre.
e continua.
pra sempre,
não enquanto tiver vida,
enquanto tiver.

e disse que os problemas não eram o fim do mundo,
que o mundo só acaba quando a gente morre,
e o mundo continua sem nossa insignificância,
e veja, os problemas não são o fim do mundo
e a vida,
essa aí,
continua.

e o feito está feito, e continua.
e disse que a vida continua até que acaba.
e continua mesmo assim, acima de você.

e continua sem fim
do mundo do nós do problema do ciclo
porque, veja bem, a vida continua.

21/06/2016

(eu e a mania de coisas grandes e sem nenhum sentido) sobre como sua plantinha deve receber amor

A frase que eu mais uso ultimamente é devia estar estudando mas estou...
Estou agora ouvindo música da qual me faz sentir bem, numa manhã em que acordei mal. Sintomas de desregulações hormonais. Coisa de doido. Dor no corpo de exercícios, dor de cabeça, frio e falta de vontade de fazer tudo além do que estou fazendo agora. É tão incrível como pequenas coisas possam melhorar tanto o dia da gente. Qualquer coisinha sim, tipo tomar um café com leite doce (mesmo detestando) e entrar debaixo de uma coberta de microfibra no sofá depois de acordar atrasada na terça-feira quando se devia estar... estudando. Hum, vejamos bem. Esse é o ano de maiores provações que já passei. É, porque parece que eu fui do céu pro inferno e aos poucos retorno pro lugar de onde a gente nunca quer sair mas sempre cai e depois levanta e tem que ter coragem pra isso.

Eu nunca tive coragem pra nada. A verdade é que sou acomodada pra caramba. Isso me impede de conversar com estranhos ou fazer o que eu acordo todos os dias pra fazer. Ser acomodada me impede de viver a vida. Impede de ser feliz ou de gostar das coisas que eu gosto porque tenho medo de se essas coisas vão ser aceitas ou não. É por isso que eu tô aqui, nem sabendo o que eu tô escrevendo bem de verdade, pra contar que você não precisa disso. Eu não preciso disso. Sabe, faz tanto sentido quando você faz uma coisa que tá ali no fundinho do seu coração, quando realiza um sonho que tava morto dentro de você. Quando tira do armário planos e sacode a poeira e vê que sim, você pode fazer isso. Perdemos muito tempo na vida achando que não conseguimos fazer isso. Porque sim. Nós podemos fazer o que quisermos.

Todo mundo sempre diz que a vida é curta demais pra isso ou pra aquilo é curta de mais curta curta
curta
curta
curta da maneira que você puder.
Carpe diem.
Vivemos muito tempo sem saber quanto tempo viveremos e é por isso que todo mundo tem tanta pressa.

Eu quebrei minha cara no começo desse ano e pode não parecer tão impressionante assim (aliás, quem somos nós pra julgar o que é importante ou não na vida de alguém?) mas me senti a pior pessoa do mundo. A maior decepção, alguma coisa que meus pais deveriam simplesmente esquecer que existe. Me comparei a uma doença. Chorei tudo o que podia ser chorado. Bati com a cabeça na parede mil vezes. Gritei em silêncio porque na verdade tive medo dos outros escutarem e me sentir mais destruída assim. Eu tive medo de estar destruída. Vergonha. Afinal, muita gente passa por problemas maiores que os meus. Não faltava nada na minha vida mas mesmo assim, eu me sentia aquele nada. Sozinha, vazia, com tudo de cabeça pra baixo. É exagero sim. Exagero mesmo. Faço drama. Mas foi inevitável não me sentir assim tendo toda aquela expectativa sobre mim e tendo a obrigação de servir como exemplo.

O tempo passou. Eu cresci como uma plantinha e creio que estou começando a germinar. Em seis meses coloquei alguns projetos pessoais no mundo e trabalho neles. Trabalho na minha saúde mental e trabalho pra me colocar no lugar. Trabalho pra me ajudar e depois ajudar os outros. Escreve poemas e músicas e nem quero saber se eles ficaram bons ou não. Me arrumo pra sair porque sinto que talvez eu esteja acompanhando por dentro o que eu sou por fora. Sinto que eu tenho coragem de pensar em mim por um tempo e que eu posso fazer isso.

Esse ano me derrubou e eu aprendi a lidar com isso. Aprendi a me por de pé novamente e não ter pressa. Essencialmente não ter pressa. Porque ninguém disse que a vida é necessariamente isso que a gente acha que é (sim, todos dizem e é por isso que nos culpamos tanto) e a minha vida, com certeza não vai ser isso. Porque se com quinze anos eu tinha uma ideia, hoje eu não tenho mais. Se com quinze anos eu sonhava em sair de casa cedo e viver aventuras com a idade que tenho hoje, sinto muito menina mas os planos mudaram. Tudo mudou apesar de não ter mudado tanta coisa assim. Eu tinha sonhos bobinhos que não morreram dentro de mim. Eu tenho esperança de que dias melhores virão pra todos e que vai sim dar tudo certo, basta ter coragem e acreditar no que você considera importante.

Não é uma coisa impressionante de ser dita. Até porque todo mundo diz isso. Todo mundo diz que coisas boas vão acontecer mas eu duvido que todo mundo acredite de verdade nisso. Eu duvido que todo mundo tenha tanta fé assim porque eu nunca tive. Que imbecilidade. Duvidar da crença de alguém. Duvidar da esperança e da fé. Duvidar de que você pode tudo. Duvidar de que a gente pode ser feliz com poucas coisas. Duvidar de que sorrisos valem mais do que tudo. Duvidar de que ter um bom amigo com quem contar ou olhar pra lua cheia ou tomar café quentinho ou ouvir o que seu cantor favorito tem pra contar. Ou de escrever músicas ou de fazer textos sem sentido como esse.

Eu rego minha plantinha diariamente a gradeço por ela ter mais um dia de vida e poder crescer mais um pouquinho amanhã. E não importa se o dia é de sol ou chuva, eu agradeço por poder colocar ela lá fora um pouquinho. E eu converso e dou beijo e entendo que se eu for gentil com ela, cresce muito mais saudável.

Ah, se não fosse essa vontade tão grande de viver, não seria eu.

20/06/2016

Capítulo 1- O psicológico transformado

O dia e a hora exata? Não lembro quais foram, mas creio que foi em março. A roupa que estava usando? Não faço a menor ideia, mas provavelmente uma bermuda jeans e uma camiseta. O perfume? Ainda não prestava atenção nos aromas. A característica que me chamou atenção? Difícil escolher uma, mas talvez o caráter, justiça, companheirismo, bom gosto musical, inteligência, simpatia...

Eu não me lembro desses detalhes, mas lembro que aos poucos, uma pessoa foi fazendo meu coração se encher de um sentimento sereno e puro, que fazia eu sonhar acordada, ouvir músicas românticas, ver beleza em tudo, sentir perfumes em lugares estranhos, sentir sabores inusitados, achar o céu lindo todos os dias, contar as horas para que chegasse mais rápido o final de semana...

Não queria admitir, mas a cada dia esse sentimento inédito foi crescendo e me distraindo, tomando conta do meu ser. Eu já tinha ouvido falar de “borboletas no estômago”, mas não sabia o que significava até me dar conta que eu sentia quando te via. Não sabia lidar com as minhas pupilas dilatadas ao te ver, nem com a minha face ficando vermelha quando aos seus toques mais simples. Não conseguia esconder o sorriso que abria quando você falava comigo, e não aceitava a mania que tinha de ver a sua última visualização.

Peguei um hábito bem irritante de fantasiar diálogos e acidentes desejados, todas as vezes que havia a possibilidade de te encontrar. Ensaiava as minhas falas em frente ao espelho, porque não podia cometer o erro de ser eu na sua frente. Arrumava-me do jeito que nunca tive disposição, para talvez ser notada. Quando chegava aos lugares, meus olhos não paravam quietos, eles percorriam todos os centímetros daquele salão. Se o meu cérebro identificava a sua faceta, apareciam os sintomas já descritos, e se ele não identificava, uma frustração horrível inundava o meu dia, eu perdia a vontade de estar ali.

Aos poucos fui adoecendo, uma doença grave e rara para a minha idade me derrubou. Essa doença é considerada por muitos, dolorosa; por outros, inadmissível, mas pra mim ela só é estranha e misteriosa. Pensava que já havia tido isso, mas confundi os nomes, pois assim como gripe e resfriado tem os mesmos sintomas, a paixão e o amor também, mas a paixão é avassaladora, incontrolável e espreme o peito, enquanto o amor é sereno, controlante e acalma o peito. Como ouvi dizer por aí, “paixão é heroína, amor é rivotril”...

Eu estava viciada e adoecida pelo rivotril...

17/06/2016

A minha vida é regida por uma sorte que eu não entendo muito bem. Sou meio que um Zaphod que vai seguindo os fluxos e do nada tá dando certo, ou pelo menos certo o suficiente. Se eu tivesse um pouquinho mais de auto estima quase poderia atribuir tamanha qualidade a mim mesma, mas é meio difícil acreditar nisso.
Simplesmente não dá pra acreditar que todo mundo trabalhe ao meu favor porque eu quis que fosse assim e porque eu sou uma pessoa incrível.

Que eu sou uma pessoa incrível é verdade.
Mas é claro que isso não tem nada a ver com tudo funcionar de uma forma estranha na minha vida.

O grande problema disso (sim, há um grande problema) é quando isso não funciona muito. Quando não funciona mas as pessoas contam com que funcione. A expectativa das pessoas, na realidade, é o grande problema. As pessoas criam expectativa em mim. Um ser regido pela sorte. Não crie expectativa em mim. Até mesmo porque eu sou de aquário, e pessoas de aquário não gostam de não saber das coisas. E se vocês esperam que eu saiba, mas eu não sei, eu me sinto mal.

Expectativa é uma coisa horrível.

Expectativa estragou o Beneath the skin. Expectativa me deixa ansiosa. Expectativa me mata.

05/06/2016

Tem uma coisa muito chata que a gente tem que lidar chamada pessoas

Conhecer a coisa que se lida não torna mais fácil.
Eu sei colegas que todos tem um comportamento inesperado, e que esperam dos outros. Inclusive, esperam de mim.

O drama desse momento da vida é pessoas te pressionando para eu escolher o que fazer da vida, enquanto eu estou tentando decidir qual álbum escutar e jogar Stardoll ou The Sims? Mas é a sequência da vida da sociedade na qual nasci.

Tem aquelas horas que eu dou meu grito silencioso e eu sinto como se tivesse um peso enorme  de vazio, e isso tudo porque todos estão gritando ao redor faça e desfaça, e porque eu simplesmente não entendo tamanha pressa pra tudo isso. A gente vive cerca de 80 anos.

Mas o problema é que tá todo mundo gritando o tempo todo. Inclusive eu. E eu simplesmente odeio estar gritando. Gritando com os outros, gritando silenciosamente. Pra que a gente precisa gritar? Eu não quero gritar. Eu não quero que gritem comigo.
Prometo, a culpa não é minha. E eu não estou disposta.

Tá todo mundo gritando e eu nunca tô entendendo por que. Ninguém nunca me explica, e ninguém nunca diz o que tá acontecendo.
Então o que acontece é que eu estou perdidona na vida.

Aí eu decidi que vou ouvir o debut do Lumineers e jogar The Sims mesmo.
Obrigadão.

23/05/2016

23/05/16

I
Fantasma
essa vida fantasmagórica
que é tanta repressão que faz sumiraté não restar nada de mim

apenas um corpo



II
todo mundo tentando sentir (feliz)
e não dar a mínima
que não sobra espaço pro outro sentir (feliz)
e nem si mesmo sente (feliz) e no fim
todo mundo sente (                )

III
pressinto
perfeitamentepressão

pressionapessoasplanetapensamento


pressapraperfazer


pressionaporprazer


pressãoproblema


pessoa


10/05/2016

home at last

Bem, as únicas coisas que nós sabemos é que essa vida acaba um dia e que enquanto não acaba a gente nunca vai ter a vida que quer.

De vez em quando eu resolvo ficar de bem com o mundo. Vejamos, tenho só quinze anos, mas tem um monte de coisa que me incomoda. Mas as vezes me incomodo muito. Mas tanto. Muito mesmo, sabe? E daí, sei lá. De repente tudo é lindo, tudo é possível, tudo é lindo e esperança. E depois desse fim de semana, dumas coisas tristes, do clima lindo, e de tudo mais, eu tô assim.

Na escola, eu achei que fosse desandar. Não tô no mesmo ritmo. Resolvi que agora sou eu e ah que seja. Mas como resultado, parece que as coisas deram certo. E é isso. Não só na escola, mas em tudo. É isso, é tão claro.

Ai, como isso é simples.

A melhor pessoa que eu posso ser é eu mesma. O pior que eu posso ser é ser a melhor pessoas que as pessoas querem que eu seja.

hora igual inversa e exata que se dane

cê não sabe da nova! a doida varrida acredita
horas iguais inversas e exatas
cada uma diz uma coisa e ela acredita vê se pode
não pode né porque horas não determina nada
hora é convenção
hora nem rima
hora nem nada
hora é só número
hora um ou hora dois
é agora ou depois
não importa
não diz nada só mostra o que você quer acreditar
e se quer acreditar é porque tem medo do que pode acontecer
não acredita não menina, não faz sentido
o amor não tem hora marcada e hora igual
simplesmente vem e nem avisa
só não se atrasa, mas isso nem tem a ver
se agora é 9 ele pode vir as 10 ou 20 e 20
e não vai fazer diferença
porque cê tá ficando louca em esperar
a hora igual
inversa
exata
pras coisas acontecerem
e isso tá errado

05/05/2016

Um monte de coisa sobre nada

Estava eu enchendo todo mundo lá do Stardoll com textão aleatório sobre minha vida, mas migos, se nós temos bloguinho, pra que atrapalhar a vida dos outros?

Tudo bem, há pouco uma comentou que nossa era muito legal as coisas sem sentido que eu escrevia. Estranho. Estranhíssimo.

Mas enfim, amanhã, por falta duns professor não tenho aula. Olha, esse ano tá terrível. Nunca tem professor pra nada. Ou se tem, ele sai, ai vem outro. Aí, ele sai, e daí a gente fica com tudo os conteúdo atrasado, e por isso eles vão fazendo um monte de trabalho chatão, ou fazem só um, ou fazem umas coisas muito loucas pra poder fechar uma notinha qualquer no fim do bimestre. E daí meu boletim irá ter umas notas não muito legais, e daí meus pais vão me incomodar. Mas, eu juro!, tô pegando muito bem o conteúdo.

No começo eu estava perdidona, não entendendo nada (ainda estou, só pra deixar claro), mas super feliz que estava tudo bem. Bem comigo, com os outros, com o mundo. Tudo na paz, na alegria. Mas essa coisa de viver numa rotina acaba com qualquer um, e tudo o que é paz, amor e alegria vira tédio, tédio, pensamentos profundos e mais tédio. E a graça de comentar qualquer coisa aleatória, e falar com as pessoas usando um meme por minuto e toda essa coisa de como as pessoas geralmente falam acaba exigindo tanto de você, que ai socorro, eu preciso de descanso!

E olha que nem metade do ano é ainda.
Infelizmente.

Louquíssima pro meio do ano. Tudo o que eu mais quero agora é a viajar, é frio, é o álbum novo do Jakinho.

Essa viagem é tudo o que eu preciso pra agora. Prometi a mim mesma que iria me vestir bem. Comprei uma boina fofa, um cachecol vinho e tô a procura de uma bota bonita. Cansei de olhar foto de viagem e estar eu lá toda desarrumada com qualquer roupa que eu achei na mala, ainda meio amassada. E quando chega aquele fim de viagem, que só sobrou as roupas que você não gosta, mas colocou na mala mesmo assim, porque, aliás, você só tem sete blusas e três calças...

Então, nessa viagem vou me vestir melhor. E rezar pra estar frio. Mas frio de verdade. Pra poder sair muita fumacinha da boca, ter neblina (o que meu pai provavelmente não quer, porque ele vai dirigir...), e poder tomar muito cafezinho gostoso por aí.

Depois de 2015 que não aconteceu, estamos aqui vivendo nesse ano que tá muito louco, mesmo não acontecendo nada. Na verdade, aqui dentro de mim, tá acontecendo muito, porque já tá começando aquela pressão das pessoas de vestibular, do que você vai ser, e tal. O que eu vou ser? Não sei, não sei mesmo colegas. Tenho quinze anos, e com quinze anos você quer ter um programa de viagens no GNT. Então, sério, não sei. Parem de perguntar. Essa não é a pergunta. Troquem por outra. Que tal, na sinceridade, como você está?

Na verdade, eu não vou saber responder isso também, mas eu posso tentar. Posso te mandar umas musiquinhas que tenham esse sentimento muito louco, escrever uma poesia que não significa nada.

Aliás, esse é um grande problema da vida: não sabemos o que seremos, mas tampouco sabemos o que somos. Ou como estamos. Talvez não seja o grande problema, talvez seja a grande solução, só que a gente ainda não entendeu como isso pode ajudar. Pelo menos, eu estar sempre perdida me faz muito mal na maioria das vezes. De me trancar no banheiro enquanto seco o cabelo e pensando na vida começar a chorar. Porque é muito ruim estar sempre perdida. Eu não queria estar perdida. Pelo menos, não perdida aqui e assim.

Mas a vida continua e a gente tem que continuar também. Na verdade, é muito complicado não continuar, enquanto vida. A vida continua.

E é isso, a vida sempre continua.

E nossa, que fome, chega de escrever sobre nada. É melhor fazer um sanduíche. Pelo menos eu sei o que eu tô fazendo.

Exatamente, um sanduíche.

03/05/2016

Tão cheio quanto o universo

Do nada, de mansinho, esse sentimento de vazio tão lotado vai chegando. Chega com uma revolta, com uma tristeza, com uma explosão, e chega. Chega depois de um livro, de alguém, de um momento, e chega.

Enche o ser de ser. De viver. Mas também do morrer. E enche. Mas esvazia.

Tão cheio quanto o universo que com tanto é tão vazio. Que com tanto é tão pequeno. Que com tanto não é infinito. Que não liga pra nós.

Tão vazio quanto a atmosfera que é tão cheia. Que é tão cheia de coisas não capturáveis. Cheia de nada. Cheia do transparente. Cheia do vazio da vida.

Tão vazio tão cheio tão complexo e sem nexo, um sentimento tão incompleto que completa e que por sua grandeza e pequenez e todos os seus opostos se torna virtuoso o suficiente para não ser nomeado.

Indefinível.

31/03/2016

pra que tanta vontade de crescer?

17 anos cheia de sonhos procurando viver um conto de fadas querendo o bem de todos sentindo-se feliz amando mesmo quem "não merece" procurando ser amada fazendo as coias darem certo sorrindo pras coisas ruins enfrentando e chorando um pouquinho menos quando a gente percebe que cresce? eu não percebo eu vejo que muitas coisas mudaram mas nem tudo está perdido. hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamas. sempre pensei que as coisas eram fáceis mas não tão fáceis assim. é difícil esquecer o primeiro namorado ou o ensino médio ou as amigas. é difícil esquecer o segundo que provavelmente foi uma das coisas mais incríveis que já aconteceram é difícil entrar na universidade é difícil achar que as coisas são fáceis. e aí é fácil chorar e é fácil ficar desesperada e é fácil desesperar toda mundo que está a sua volta. mas aí surge uma fase na vida da gente que as lágrimas secam que surge uma vontade de se ver bem e de ver os outros bem mas sem autodestruição, sem a vontade de se quebrar pra ajudar os outros porque você sabe que pra você tudo tá indo bem mas sente uma vontade imensa de fazer com que os outros também se sintam bem. eu sinto tanta vontade de ser uma pessoa de quem me lembraria mais tarde como sendo boa, como fazendo as coisas certas, e me dou conta de que mesmo tendo a familia problematica que eu tenho, mesmo tendo tantos problemas, eu consigo ser a pessoa que eu gostaria de ser. a amiga, irmã, companheira, ana feliz. eu gosto muito de ajudar e quando comecei a me ajudar as coisas ficaram muito melhores.
essa parada da plantinha que precisa nascer crescer se desenvolver gradual e lentamente a gente tem que usar mais na nossa vida. nada é como a gente espera que seja mas pode ser se a gente quiser muito. e a nossa plantinha interior se regada e posta ao sol cresce muito mais saudável.
aprendi a cuidar de mim e consequentemente meus cactos continuam vivos. eu adoro amar. eu adoro me amar. quero fazer as pessoas felizes, inclusive eu.

27/03/2016

cleopatra

parte daquele pressuposto de ser feliz como se é
de se amar como se é
de fazer as coisas pelas quais sente vontade e sente emoção
e de deixar as lágrimas ca´írem sem criar expectativa
e de levantar a bunda da cadeira
e de não se importar ou não pensar ou não deixar de sentir ou não deixar de fazer
parte do pressuposto de que ser feliz depende de você
parte da ideia de que se você não fizer ninguém vai
parte de sentir que agora é a hora e ir
parte da ideia de não deixar vestígios, de finalmente
de finalmente
finalmente mesmo
não deixar pra trás
deixando
tudo precisa de tempo
mas tem coisas
que parece
que nem o tempo
cura
e você não esquece
e eu também não
mas não podemos nos perder
não podemos deixar passar
se o que queremos
é que não passe

12/01/2016

Vivendo em Foz do Iguaçu suportando a vida

Há exatos 325 anos não posto neste querido blogue mas com todas essas coisas que estão acontecendo na minha vida eu preciso contar pra vocês. Ou melhor, todas essas coisas que não estão acontecendo. Ou melhor, todas essas coisas que eu espero ansiosamente acontecerem.

2016 começou muito bestinha fazendo muita coisa chata comigo. Esse ano vem sendo uma bad bitch e por enquanto to suportando viver só na sorveteria ou lugares com ar-condicionado ou só suportando viver porque tenho que fazer isso ou só esperando começar de fato a hora em que eu não vou precisar só suportar viver. Aqueeeeela hora de finalmente fazer alguma coisa. Sabe, tô naquele momento da vida em que não tem nada mesmo que se pode fazer. Aliás, se vou entrar ou não na faculdade não é uma decisão minha (a partir do momento que não tenho mais o que fazer ou não tenho bola de cristal pra ver se minha nota vai ser suficiente), arranjar um emprego depende de entrar na faculdade e continuar na academia é uma opção a se considerar dificílima.

Ando estressada, ansiosa, nervosa, ansiosa, nervosa e roendo as unhas novamente (tenho me controlado muito, ouvindo muito menos músicas porque isso me incomoda tanto que meus nervos explodem e estou a ponto de chutar tudo pro alto e me controlando muito porque esse é o momento em que eu preciso ficar controlada.

O mais incrível de toda essa situação é que definitivamente eu não estava preparada pra ela. Ainda não estou. Ainda acho que é uma brincadeira de mal gosto pro meu lado. Que é uma piadinha da vida do tipo "tá tudo bem agora, Ana. pode voltar pro ensino médio que você ainda não tá indo pra faculdade. calma aí!!!": mas não. Não é uma piadinha, não adianta beliscar o braço que não é um sonho. Ai. Essa doeu. A realidade de ter 17 anos e morar no interior e ter medo de sair de casa e morrer de medo de tudo e chorar por isso a todo o momento me assusta tanto que muitas vezes eu só quero dormir até tudo passar. Até eu ter uns vinte anos e estar terminando a faculdade e poder viajar pra Paris.

Tá, é um pouco de exagero. Muita gente passa por coisas piores na minha idade, mas eu sou daquele time de muitos imaturos que tem medo de enfrentar a vida tão cedo assim. Eu sou daquele time que tem vontade de aprender e nenhum pouco de medo de errar e começar de novo mas faz o possível pra adiar isso. E por quê? Nem eu sei. Eu sei que tô batalhando muito pra passar ilesa dessa. E é claro que eu vou sobreviver. Só não se sobrevive ao calor de Foz do Iguaçu (que ode ser uma cidade legal mas é um tédio e não tem nada pra fazer se não for correr de um lugar com ar-condicionado pra outro.

Maratona da vida, justo nos dias mais estressantes e fervorosos que eu já vivi. É isso aí.