30/03/2015

Novo filme Vírgula Assassina

there's no future
there's no answer
you and me
we got our own sense of time

09/03/2015

eterno domingo

Eu poderia parar de notar o mundo ao meu redor.
Mas eu não quero que o domingo acabe,
E eu também não quero ficar igual a você.

03/03/2015

Eu tava perdida mas ainda não me achei (ou quase isso)

Faz tempo que eu não dou uma passada por aqui. A verdade é que não ando querendo muita coisa da vida. Só que tudo seja diferente. Bem pouco, né? Em um mês tudo deu uma virada muito boa. Terminei um namoro, me senti sozinha por muito tempo, reencontrei minhas amigas e pouco a pouco vou fazendo tudo dar certo de novo. A verdade, dizendo isso e novo, é que eu não faço a menor ideia do que eu faço. Acordo todos os dias as nove da manhã sem rumo nenhum. Dependo da vontade de estudar e da determinação de levantar e ir fazer. Não esperar dar comercial no Mais Você ou o celular apitar.

Ontem eu fui dormir me sentindo um lixo. Um verdadeiro trapo. Tinha um peso imenso no meu ombro (deve ser por isso que hoje não consigo mexer meu pescoço. Mentira, não deve ser por isso) e eu não sabia o que fazer, além de chorar. Eu só precisava desabafar, deitar no colo da minha mãe e chorar um bocado, até tudo isso passar. Eu pedi pra Jesus me ajudar e então finalmente consegui dormir e só acordar hoje muito mais leve, felizmente.

Havia muito tempo eu me sentia sozinha, desamparada e como esse ano é meu último no colégio, com muito medo do futuro. Muito medo de me perder, de não conseguir, de me sentir fraca e de sentir que ninguém tá do meu lado (isso inclui o sozinha, já me perdi). Eu quero zoar um pouco, sair da mesmice e aprender a fazer alguma coisa de bom. Porque tô muito mais no mundo da lua do que antes e até o pote de açúcar eu derrubo toda a vez que abro o armário.

Ontem eu fiz tanta coisa das quais me arrependi que chegou uma hora que, ao invés de assistir o House Hunters eu deitei no chão da área, pus o fone de ouvido e a música mais Homem-Aranha do mundo e chorei porque fazia tempo que não me sentia tão pesada assim. Desliguei toda a minha vida da internet e me prometi que faria coisas diferentes. Só que eu sou tão decidida que sem o comercial ou o vibra do celular eu não levanto e não faço nada. Sem aquele chacoalhão eu não sou nada. Então eu chorei, me levantei, lavei meu olho e fiz de conta que tava tudo bem. E hoje, quando eu acordei com essa dor horrorosa no pescoço, a ponto de não conseguir nem olhar pro lado, eu me dei conta de que não preciso de coisas que me impeçam de fazer o que eu quero fazer. Saí hoje cedo e troquei todas as minhas moedas, comprei logo o material pro colar que eu já to adiando há anos e fiz logo, porque se os outros conseguem, eu consigo fazer também.

Eu já falei tanto da minha dor no pescoço, de como me sinto perdida, de como eu tô em um período da vida em que amigos fazem falta e de como eu ainda não superei as coisas que aconteceram na última semana. Eu já falei tanto que já esqueci tudo o que eu falei. A única coisa que me anima é saber que ainda tem tanta coisa pra vir e que eu não vou amadurecer aos dezesseis anos, mesmo que no próximo ano eu provavelmente não esteja mais em casa e tenha que me virar completamente sozinha. Não vai mudar tudo tão rápido e eu preciso mais do que nunca entender que não preciso fazer tudo certo agora porque depois simplesmente não vai importar.

Agora eu vou lá, parar de fazer gracinha, porque eu descobri que tem uma coisa que adoro fazer e ninguém me exige isso. Eu só faço porque hoje eu acordei e finalmente saí comprar o material, vi o vídeo de uma japinha e já tô super empolgada com isso. Vamos lá que alegria de adolescente dura pouco, daqui a pouco vou ter que me virar sozinha e aí sim, aí sim senhores e senhoras, vou ter com o que me preocupar. Mas agora eu não tô afim.

(se o John Green não era um bom aluno na escola e não passava de um nerd escroto, pra que eu preciso ser boa em tudo?)