31/12/2015

que 2016 seja coisa alguma

E foi mais uma ano, e vai mais um texto. Um daqueles que não dizem nada mas significam tanto.
Um último adeus, uma última olhada para tudo o que passou.
Foi um ano estranho. Des ordenado organizado mebrado. Tudo parecia fluir ao contrário do fluxo comum. Mas sabe? Foi bom. Foi bom ter sido assim.
O aglomerado 365 dias acaba hoje. Daqui a pouco. em alguns lugares até já acabou. O que sobrou disso tudo? Um monte de ontens que não significam mais nada.

Vou deixar tudo para trás porque há pouco o que se aproveitar no agora, e desejar que tudo venha, tudo de novo. Tudo igual, tudo diferente.

Dois mil e quinze não deixa saudade. Deixa a luta, deixa a dor, deixa a esperança deixa tudo inclusive me deixa.

Adeus 2015, e que venha 2016, e 2017 e a eternidade toda de uma vida limitada.

30/12/2015

retrospectiva 2015

eu fiquei viva

e é, por um instante, o que importa

adiantado adeus de 2015

jogar no mar e deixar levar
o atlântico que se encarregue
de deixar em cada continente
o que passou.

nas ondas, se vierem,
que venham com o futuro
a sorte de seguir e frente
mesmo que aqui.

passa o tempo
passa a hora
passa o ano
e nunca volta
só não passa a esperança
de que amanhã
será tudo novo de novo
outra vez.

14/11/2015

gente que só reclama de tudo

EU NÃO QUERO MAIS ouvir gente se lamentando porque tem gente lamentando os ataques em Paris. Tá, no Brasil teve merda, no Japão e em mais um milhões de lugares. Tá, os ataques lá em Paris são um nada perto do que acontece diariamente lá nas áreas dos islâmicos extremistas. Tá. E não, não é porque foi na Europa que é chique e que importa. Acho que todo mundo se sentiu nada bem vendo mais de cem mortos por uma coisa ridícula dessas. E isso não importa? Tem gente que precisa parar, urgentemente, de ficar diminuindo uma tragédia por conta de outra.

Por que o que aconteceu lá na França é tão relevante? Oras, se isso pode acontecer num país como este, então estamos todos vulneráveis. É um belo lembrete dessa tragédia toda que acontece todos os dias lá por aquelas bandas, que ninguém nem liga. Da intolerância, das atrocidades em inocentes que acontecem continuamente. Um lembrete de que somos todos iguais e vulneráveis. Um lembrete de acolhermos os que estão passando, continuamente, por isso.

O mundo é muito pequeno e não tem pra onde fugir, coleguinha. Um país tão uau sendo alvo de algo como isto é uma bela oportunidade pra repensarmos como nos dirigimos aos povos daquele pedaço do mundo, que estão em contínuo conflito (que, olha que absurdo, não são todos terroristas, e ainda fazem uns shawarmas da hora).

Todas as boas vibrações a todos que passam por dificuldades nesse instante, tanto aqui, quanto na França ou onde estivermos, porque acontecem, e não podem ser ignorados. Todos, desde o mais forte, o mais belo, o mais seguro, o mais fodão e o mais qualquer coisa pode ser campo para tragédias acontecerem. E acontecem em todos os lugares o tempo todo. E, por favor, para de falar que não é relevante, porque o que tá acontecendo no Brasil é mais, ou que ninguém ligou pro que aconteceu lá no outro canto, ou no acontece continuamente lá no outro.

Acho que já falei a palavra lembrete umas 156435453123574654 vezes, mas é isso colegas.

02/11/2015

****

me deixei levar pelo vento
voei pelo tempo e tento
sempre ser tanto
que não mais canto
pra não ver a magia
que aflora com a alegria
e chorei por quem não precisava
pra quem, no fim, nada bastava
e fui sendo consumida
sempre em pequena mordida
até que toda a dor
se foi e se for
e vi o fim de tudo
e levei a fundo
e coloquei minha lama num tubo
e chorei aos cubos.

08/10/2015

Medo do que vem por aí deixando ir

Eu tenho um medo enorme de pensar no futuro. De pensar em sobre como as coisas devem ser daqui um tempo e do que eu devo fazer pra que essas coisas aconteçam. Que coisas, exatamente, eu não sei. Aliás, não tenho a mínima ideia do que eu quero pro meu futuro. Estou a um passinho fora do colégio e de escolher o que estudar pra fazer isso o resto da minha vida (ou não, já que as vezes eu sou uma bitch e quando boto na cabeça que não tô mais afim, não tô mesmo), sair de casa, viver minha vidinha e acabar com três filhas lindas que nem os meus pais, que passaram por muito perrengue e tão aí, levando a vida como todo o mundo faz, mesmo que seja superdifícil.

A pergunta "o que você se imagina fazendo daqui 10 anos" ou "onde você acha que estará com 85 anos" nunca faz sentido pra mim. Tipo, não tem como a gente planejar o que vai fazer. Tudo bem, tem gente que faz lista de coisas pra fazer em tal e tal idade. Não é estranho, é um jeito de a pessoa ter segurança de vida. Eu não tenho uma lista, e também não tenho segurança de vida. O que eu quero dizer é que não tem MESMO como planejar o futuro, simplesmente pelo fato de que a gente nem sabe se ele vai existir.

É por isso que estou aqui, faltando dez minutos pras quatro, numa tarde onde (obrigada Deus) eu não tive aula no curso, ouvindo Mac Demarco porque sinto falta da praia e tá bastante calor (desculpa Duda por reclamar do calor mesmo não podendo fazer nada a respeito), e procrastinando, a única coisa que faço bem. Aliás, gosto de me dar o prazer de não fazer nada, já que as pessoas exigem muito isso de mim. Exigem muito isso de todo o mundo. Todo o mundo tem sempre que estar fazendo alguma coisa pra realmente valer a pena no mundo e blá blá blá. Mas eu não acredito nisso. Não acredito que a gente seja sempre obrigado meeeeesmo a fazer alguma coisa. Por isso, nesse exato momento, não estou fazendo nada. Assim como a tarde toda. Simplesmente porque eu me deixei fazer isso.

Se eu me sinto culpada? É claro que me sinto. Afinal, como eu mesma já disse antes, estou a um passo de passar por ENEM e sair do ensino médio, o que é bastante estressante e principalmente exige muito estudo da minha parte. E menos procrastinação. O problema é que eu não tenho a mínima ideia de como vai ser e como já disse também, tenho muito medo de pensar no futuro. O fato de eu ter começado um texto com a frase eu tenho um medo enorme de pensar no futuro não é em vão, porque esse é realmente o meu maior medo. Meu medo enorme é por não ter grandes ambições pra minha vida ao contrário dos meus pais que realmente apostam em mim e também por não querer decepcionar ninguém por causa disso.

Será que, aos dezesseis anos, meus pais imaginavam que teriam a vida que eles tem hoje? Provavelmente não. Provavelmente tinham outros sonhos e certamente pouquíssima coisa condiz com o que eles queriam com a minha idade. Vale à pena planejar tanto assim, ou querer ter certeza de coisas que não tem jeito de saber, ou, sei lá, colocar os bois na frente da carroça? Não acho que ser tão capricorniano ajuda nessas horas. Acho que sou sim muito sonhadora pros dias que são difíceis pra nós. É difícil esquecer da vida e passar uma tarde fazendo nada porque meu pensamento tá sempre me culpando por não ter feito nada. E por não pensar no que vem por aí. Ou por não ter uma lista do que fazer. Ou por não querer saber mesmo. Só quero deixar estar. Sem pensar demais. Ai que coisa chata.

daqui

06/10/2015

Não sou centro de reclamações

Está exigindo muito da minha pessoa continuar viva por aí. Cada vez menos as pessoas parecem se lembrar dum trocinho muito louco chamado bom senso. E cada vez menos eu consigo me manter em paz com o resto.
Que eu sou uma chata que se irrita por qualquer coisa, acho que todo mundo já sabe. E não faço questão de ser legal também, sabe por quê? Porque tá difícil achar alguém que seja legal comigo.
Todo dia, a mesma ladainha na escola, em casa, na esquina, no mercado ou em qualquer lugar que eu vou. Ninguém tá muito feliz por um motivo ou por outro. Ninguém está plenamente feliz com a vida ou com algo e eu só tenho a dizer que EU NÃO QUERO MAIS. Tá calor? Tá. Ninguém mandou morar no Brasil. A vida tá triste? Ninguém mandou nascer, e se mandou, ninguém te impede de acabar com essa desgraça toda. O cabelo tá com ponta dupla feia? Corta. Não quer cortar? Então não reclama.

Claramente, as coisas só estão como estão porque deixamos que elas estejam como estão. E se tá ruim, a única opção que temos é mudar. E comecemos a mudar na hora de fazer drama e reclamar de coisas simples, como por exemplo, comprimento do cabelo. Tô meio deslocada agora que estudo de tarde. Tipo, não tô muito social, e nem faço questão mesmo. Sabe por quê? Já falei ele aqui, não vamos repetir o que já foi dito, porque, aliás, já foi dito. Já não aguento mais reclamações do tipo rrrr tá calor, tá difícil não tenho tempo pra nada mas rrr como tá calor queria tá numa piscina se eu não estudasse de tarde podia estar num piscina e eu já gastei, claramente, todo o meu estoque de sorrisos compreensivos que eu tinha. E agora, o que resta? Um revirar de olhos, uma batida da minha cabeça no pilar e alguma careta qualquer que não significa exatamente o que as pessoas acham que significa.

Fico pensando se vai ocorrer um dia em que todo mundo vai parar de reclamar por causas perdidas ou por causas mutáveis, e começar a fazer algo. Ou simplesmente aceitar que os bons ventos não gostam de você. Ponto final.

Eu só quero ficar de boa, ler um bom livro, e falar de algum assunto aleatório qualquer e respirar. Respirar, muito. Comentar o clima, sem se preocupar em acrescentar uma reclamação sobre tal, e beber um bom café, sem me importa com o hoje, o amanhã, e seguir o fluxo. Não sei se eu é que tô errada ou se os outros que estão errados mesmo. É mais confiável acreditar em mim do que em uma pessoa que não tem coragem de cortar o cabelo. 

Vivendo e aprendendo o que realmente importa. Ou, como disse o grande Adams, vivendo e aprendendo. Ou só vivendo. E entrando em pânico.
let it go let it be

18/09/2015

cor

Do azul pro céu
do mar pro sul
de lugar nenhum
pra vida.

Cinza, cinza,
canta pássaro
voa flor
chuva caí.

Fim é,
encontra o mar.
De baixo para cima
desencontra.

E vai
sai
e vai
e não volta.

11/09/2015

o que é a vida

*só pra deixar claro que isso não vai deixar nada claro. só o que todo mundo sabe: que eu não sei o que eu tô falando e que eu não sei mais escrever. bjssssss*
Nada
eu acho.

Organizar os pensamentos sobre o que é vida é bem difícil.
Tipo, uma bactéria, é vida. Ela sabe que ela tá viva? Ela fica feliz? Ou ela só saí fazendo o que as bactérias fazem (o que elas fazem?)?
As plantas. As plantas pensam? As plantas estão felizes? Não é meio injusto a gente sair tirando elas do nada sem perguntar se elas estão bem?

Seria bem legal se de repente descobrissem algum tipo de vida próxima da nossa. Talvez a humanidade começasse a ser o que sempre pensou que fosse. Talvez a gente fosse ser legal um com o outro e se importar menos com tudo.

Sendo ela o que for, se ela for algo, ou sei lá, é curta. Pelo menos do jeito que a gente conhece. É curta demais pra se preocupar. Mas quem não se preocupa, não sobrevive. Preocupação é a ideologia da humanidade. Viver preocupado com o que eu vou fazer, o que eu fiz, o que eu tenho, o que eu deixo de ter não me parece agradável. Mas infelizmente, é assim que as pessoas vivem. E eu não vivo sozinha.

Fahrenheit 451 é velho. Tipo, bem velho (nem tanto). E o cara conseguiu ver o futuro, basicamente. Ok, ele foi meio grandioso. Telões! Como a humanidade se contenta com pouco. Na verdade são telinhas. E a vida? seja ela o que for, pra deixar claro, a vida não é viva.
O que é certo, o que é errado está longe da compreensão de qualquer pessoa.
Medir, pensar, medir, calcular, medir, datar.... Nós nunca chegaremos a lugar nenhum, meus caros.

Quando alguém souber a grandiosidade que é isso tudo por completo (e talvez já tenha acontecido), vai ficar louco. Ou se não for grandioso, a simplicidade por detrás de tanta complicação, teria o mesmo efeito.

O que seria melhor: seguir um padrão de um dominante e ser feliz, ou viver eternamente pensando na liberdade e nunca ter o conforto?
Ninguém tem o direito de tirar nada de ninguém, porque ninguém é dono de ninguém. Nem de nada. Desculpa. Mas ninguém liga pra isso.

É incrível como o homem, inteligente, pensante, habilidoso, conseguiu transformar sua própria vida numa coisa bem ruim. Nunca fazemos nada por nós mesmo. Somos egoístas, mas fazemos tudo pelo outro.

Em resumo, porque eu fui ao banheiro e perdi completamente a linha de pensamentos: a vida é uma grande bosta, nunca chegaremos a lugar nenhum, porque não há para onde ir. Então, é melhor esquecer tudo, pegar uma xícara de café, ler um bom livro e fingir que é natural a vida ser uma bosta. Acontece, de vez em quando, pra variar um pouco.

30/08/2015

idas

Muito prazer, humana. Vagando por aí e não fazendo nada., andando em círculos, reclamando, vivenciando o caos. Não tenho para onde ir. Contei meus passos até aqui. Não tenho mesmo para onde ir.

Muito prazer, eu não sei o que fazer. As pessoas andam e andam. Uma coisa que me intriga é que as pessoas têm para onde ir. E elas também têm certezas. Elas vãos, e sabem o amanhã. E sabem o depois, e sabem para onde ir. Eu segui a via única, e cheguei aqui. Mas eu não sei para onde ir.

Muito prazer, dentro do comum. Não dei o grito da glória. Não dei um grande passo. Segui o que tinha que seguir, e agora não sei para onde ir. Dizem que é o momento para escolher, plantar boa sementes, decidir o caminho a seguir. Mas eu estou perdida. Ou talvez, eu não queira ir.

Muito prazer, o que fazer? Quero ouvir o fora. Esses ideais que rodeiam e rodeiam e nunca mudam porque acham que não deve-se mudar. Eu acho que sim. Mas o que eu acho é tão pequeno. Tão do mesmo tamanho que eu. São esses ideaias. Eles não me deixam ir. Para onde eu deveria ir?

Muito prazer, mas pelo prazer de amar. Essa coisa de viver é tão complicada. Um todo é um todo, e eu tenho que ser do todo. Mas eu não sou deste todo. Tô debaixo do toldo e perdida no todo. E também não sei para onde ir. O que é viver, o que é estar? Anda-se sempre em círculos, e ainda assim, as pessoas querem se importar. Com o que não se deve.

E ainda assim, ainda. E indo para lugar nenhum porque não há lugar para ir. E é assim que tudo acaba. E tudo começa. E tudo vai, indo. Menos eu, que não tem para onde ir.

16/08/2015

16.08.15 - fim do mundo

os girassóis.

as nuvens

06/08/2015

Tem algo que tá faltando, mas não tá faltando nada

EU NÃO TÔ ENTENDENDO NADA, ALGUÉM ME EXPLICA O QUE TÁ ACONTECENDO?
ninguém nunca percebe que tem esses textos em branco, mas é essa a intenção mesmo.  2015 não tá sendo bem um ano muito real, né? quanta loucura, quanta loucura.

05/08/2015

Eu não nasci pra ler coisas inteligentes

Uma coisa que me intriga é que, dos poucos livros que eu não consegui terminar, a maioria é considerado grandes coisas. A Insustentável Leveza do Ser, O Morro dos Ventos Uivantes, e provavelmente, A Laranja Mecânica estão nesta listinhas. Um outro, bem, é Augusto Cury, mas eu duvido que alguém realmente consiga ler algo dele.

Tem gente que olha torto pra mim quando eu, uma menina tão inteligente, fala que lê John Green, e que adora a escrita da Alyson Noël - nesse caso, até eu me julgo, mas, tanto faz. Fato é que o que a pessoa lê não define inteligência, personalidade grau de cultilidade. Mas todo mundo acha que sim. E por isso, me sinto uma fracassada por não ter conseguido terminar um grande clássico e grande coisa de amor que é O Morro dos Ventos Uivantes. Na verdade, eu não consegui passar da página quinze.

Agora, enquanto luto com o vocabulário hard de Laranja Mecânica, isso me voltou. Todo mundo fala que acostuma depois de um tempo.

Acostuma o cacete.

Algumas palavras eu já sei o que significam numa boa, principalmente as mais usadas durante o livro. Mas é um tédio. É maçante. A história é encantadora (dentro do possível, sabe?). Melhor dizendo, a história é horroshow. Mas que livro chato.

Luto com ele, e já cheguei na metade. Tô conseguindo ficar mais perdida do que quando li um livro em inglês - com meu péssimo inglês. Mas resisto bravamente. E dessa experiência, eu tenho um sugestão que contradiz todas as leis da lógica, do bom senso e da vida: assista ao filme em vez de ler o livro. Cê entende bem mais e vive bem mais feliz.

Beijinhos da Duda que não sabe mais escrever mas que sente falta do bloguinho de ficar falando mal/bem dos livros que leu. Beijinhos.

06/07/2015

***

A cidade está um caos
As luzes se apagam
Os que glorificaram hoje mortos
Os glorificados hoje em ruínas.

A cidade está um caos
E a queda dos muros não é liberdade
Um obstáculo a mais, siga em frente
Sim, a cidade está um caos.

A cidade cai em velocidade impressionante
E junto vão os que nela se apoiavam
E no fim resta o fogo
E no fim, no fim, só restam as cinzas.

A cidade, assim como todos, está um caos
E não há para onde fugir
Os sons são de sirenes e de goteiras
Os sons são os de destruição.

Em caos, no caos, pelo caos
A cidade anda sem olhar para os lados
Murados, esculhambados
A cidade jaz nos chãos sujos e molhados de chuva.

Indiferente, não há mesmo o que fazer
Segue em riso, segue seguindo
E finge não ver
Não, não há nada a fazer.

28/06/2015

primeiro se vai.
as imagens os sons os atos
guardados
para todo o sempre.

depois se lembra
longamente
do que nunca vai voltar.

o som se esvaí
seguido da lembrança
e num último lampejo
sobra apenas um vislumbre na retina.

01/06/2015

afundando

Esses dias eu terminei de ler Jogador número 1, e ele me deixou triste. Reflexiva.

O livro se passa num futuro não tão longe assim, e as coisas estavam uma tremenda merda. E o que salvava? A realidade nada real online. As pessoas eram, basicamente, movidas por um joguinho, estilo IMVU bem bosta. E eu parei pra pensar que a gente não tá tão longe de uma grande merda dessas.

Se as coisas são bem ruins agora, daqui uns anos, estarão bem piores.

Quanto pessimismo. Mas eu, a menina que fica metade do seu dia jogando Stardoll, não quero viver num mundo baseado numa vida que não é real.

E nós estamos vivendo mais, com mais saúde, com mais avanços, e ao mesmo tempo vivendo menos.

Ai que chato.

29/05/2015

a coisa toda tá uma grande droga

e só tende a piorar caos

09/05/2015

I can't stop thinking about Tobias Jesso Jr.

Apenas ouçam-no, porque vale muito à pena.

Esse cara é tão incrível que eu vou chorar.

30/04/2015

O mar

andei espremendo uns limões pra fazer um suco
e seguir a vida de onde eu parei.
andei ouvindo novas músicas
e espelhando os raios solares no quarto escuro e
um vinil quebrado jogado no canto da sala.
andei sentindo falta da brisa 
da calma 
do balanço e 
da falta que você me faz. 
meu coração bobo 
apaixonado 
balança
se joga
infame
com fome de amar.
não te quero de volta 
te quero lembrar 
te quero longe 
te quero sabendo que algum dia essa brisa 
esse balanço 
esse vento 
essa emoção de me sentir na dança 
já me fez parte por você existir. 
quero a conformidade
a uni for mi da de
a vida nova e
                          a brisa leve.
quero a dor de cabeça do esforço
a calma da alma e a
paz de espírito.
quero ouvir as músicas
os sons e o respirar de alguém bem pertinho de mim.
mas quero sentir tudo isso de novo sendo nova.
e feliz.



24/04/2015

por que a gente pensa? para afundar?
por que as coisas existem? para machucar?
por que dia e noite? para tudo acabar?
por que tempo? para se errar?
por que perguntas? pra gente pensar?

grande droga de dia.

é isso aí humanidade


18/04/2015

myself*

a blank space
nothing to say
are not in my face
but there's a lot to pay.

do not have stars in the sky
because there's not the blue
there's no sun high
because there's no true.

the shine is dark
no one can see
one hundred is the mark
but myself i cant be.

i dont really know
wich color is my soul.
not black, not brown,
but baby, i'm going down.

the future floats in front of me
i cant stand listen to it
someone is running, is she
it's sad, but its a beat.

the last one
the last breath
there's nothing gone
there's no if.

*eu escrevi isso de acordo com um trabalho da Henna da aula de escrita criativa. Era pra escrever um poema sobre você falando como as pessoas te viam. No fim, eu interpretei mal e fiz uma coisa meio dark demais, misteriosa. E era só pra por "Fulaninho gosta de milho cozido." Mas é a vida

12/04/2015

02/04/2015

esperamos que tudo passe

Eu sou dessas que acreditam que tudo na vida acontece com um motivo. Talvez não aconteça com um motivo, mas que influencie boas coisas que podem acontecer no futuro.

Esse ano, nada foi como deveria ser de acordo com a minha rotina e planos. Eu tive que mudar de turno na escola, parar um ano o curso de inglês, andar com gente com a qual não me identifico na escola, o novo álbum do Vaccines não é tão bom quanto eu achei que seria...
Mas tudo passa, certo? As coisas, acabam, e então começam novas coisas, e elas vão criando a dinâmica da vida. Se o que vem depois é bom? Ah, não sei. Só sei que espero esse depois chegue logo na minha vida.

Eu as vezes penso como vida é boa. Eu nunca tive um problema na escola, sempre fui a aula estrelinha dourada. Sempre fiz as coisas do melhor jeito possível. Sempre fui o mais gentil possível - embora esse dentro do possível não seja exatamente o grau certeiro de gentileza -, e sempre tentei me meter só no que eu definitivamente fui chamada. Ou seja, maldita vida chata. Morno. Mas tudo sempre deu certo, e é isso que importa.

Meu medo sempre foi de que eu não soubesse fazer mais nada além de ser tímida, e como consequência disso, boa aluna. E ontem eu percebi que eu sou exatamente só isso: boa aluna. E percebi mais uma coisa: eu adoro ser boa aluna. Não há nada que inflame mais meu ego aquariano do que um elogia a respeito da minha inteligência.

Enquanto todos as pessoas que eu consigo realmente conversar estão longe - ou nem tão longe - de mim na verdade, e a única coisa que podem me elogiar é como eu terminei rápido minha tarefa, e por incrível que pareça, está tudo certo, e que minha doll é linda, eu sei que estou pisando em terreno conhecido. E que não tem mais muito o que eu faça pra ser melhor ou não. Enquanto tudo o que eu falo é sobre meu mundinho particular, cara, tá tudo bem.

O ano já tá quase na metade, e nada aconteceu.
Mas como todo mundo, eu também vou sobreviver. E como eu já disse, um dia eu vou agradecer por ser uma das pessoas mais sem graça que eu já conheci na minha vida. Quem sabe isso não tome um rumo legal, não é?

Mas enquanto anda acontece, eu fico cantando English Tongue eternamente. Por que cara, eles estão de volta! Nhhhhaaaaa!

30/03/2015

Novo filme Vírgula Assassina

there's no future
there's no answer
you and me
we got our own sense of time

09/03/2015

eterno domingo

Eu poderia parar de notar o mundo ao meu redor.
Mas eu não quero que o domingo acabe,
E eu também não quero ficar igual a você.

03/03/2015

Eu tava perdida mas ainda não me achei (ou quase isso)

Faz tempo que eu não dou uma passada por aqui. A verdade é que não ando querendo muita coisa da vida. Só que tudo seja diferente. Bem pouco, né? Em um mês tudo deu uma virada muito boa. Terminei um namoro, me senti sozinha por muito tempo, reencontrei minhas amigas e pouco a pouco vou fazendo tudo dar certo de novo. A verdade, dizendo isso e novo, é que eu não faço a menor ideia do que eu faço. Acordo todos os dias as nove da manhã sem rumo nenhum. Dependo da vontade de estudar e da determinação de levantar e ir fazer. Não esperar dar comercial no Mais Você ou o celular apitar.

Ontem eu fui dormir me sentindo um lixo. Um verdadeiro trapo. Tinha um peso imenso no meu ombro (deve ser por isso que hoje não consigo mexer meu pescoço. Mentira, não deve ser por isso) e eu não sabia o que fazer, além de chorar. Eu só precisava desabafar, deitar no colo da minha mãe e chorar um bocado, até tudo isso passar. Eu pedi pra Jesus me ajudar e então finalmente consegui dormir e só acordar hoje muito mais leve, felizmente.

Havia muito tempo eu me sentia sozinha, desamparada e como esse ano é meu último no colégio, com muito medo do futuro. Muito medo de me perder, de não conseguir, de me sentir fraca e de sentir que ninguém tá do meu lado (isso inclui o sozinha, já me perdi). Eu quero zoar um pouco, sair da mesmice e aprender a fazer alguma coisa de bom. Porque tô muito mais no mundo da lua do que antes e até o pote de açúcar eu derrubo toda a vez que abro o armário.

Ontem eu fiz tanta coisa das quais me arrependi que chegou uma hora que, ao invés de assistir o House Hunters eu deitei no chão da área, pus o fone de ouvido e a música mais Homem-Aranha do mundo e chorei porque fazia tempo que não me sentia tão pesada assim. Desliguei toda a minha vida da internet e me prometi que faria coisas diferentes. Só que eu sou tão decidida que sem o comercial ou o vibra do celular eu não levanto e não faço nada. Sem aquele chacoalhão eu não sou nada. Então eu chorei, me levantei, lavei meu olho e fiz de conta que tava tudo bem. E hoje, quando eu acordei com essa dor horrorosa no pescoço, a ponto de não conseguir nem olhar pro lado, eu me dei conta de que não preciso de coisas que me impeçam de fazer o que eu quero fazer. Saí hoje cedo e troquei todas as minhas moedas, comprei logo o material pro colar que eu já to adiando há anos e fiz logo, porque se os outros conseguem, eu consigo fazer também.

Eu já falei tanto da minha dor no pescoço, de como me sinto perdida, de como eu tô em um período da vida em que amigos fazem falta e de como eu ainda não superei as coisas que aconteceram na última semana. Eu já falei tanto que já esqueci tudo o que eu falei. A única coisa que me anima é saber que ainda tem tanta coisa pra vir e que eu não vou amadurecer aos dezesseis anos, mesmo que no próximo ano eu provavelmente não esteja mais em casa e tenha que me virar completamente sozinha. Não vai mudar tudo tão rápido e eu preciso mais do que nunca entender que não preciso fazer tudo certo agora porque depois simplesmente não vai importar.

Agora eu vou lá, parar de fazer gracinha, porque eu descobri que tem uma coisa que adoro fazer e ninguém me exige isso. Eu só faço porque hoje eu acordei e finalmente saí comprar o material, vi o vídeo de uma japinha e já tô super empolgada com isso. Vamos lá que alegria de adolescente dura pouco, daqui a pouco vou ter que me virar sozinha e aí sim, aí sim senhores e senhoras, vou ter com o que me preocupar. Mas agora eu não tô afim.

(se o John Green não era um bom aluno na escola e não passava de um nerd escroto, pra que eu preciso ser boa em tudo?)

29/01/2015

Tag: Irmãs

Nacrara e Duda resolveram, certo dia, um dia que tarda há muito o atual dia, num dia cheio de tédio e chuva.... Bem, a questão é que Duda e Ana resolveram procurar alguma tag para gravar, para tirar a poeira das prateleiras do blog, e pra gastar tempo.

Uma tag bem simples, com vinte perguntinhas básicas sobre a outra irmã (que nome de novela) ou o relacionamento das duas. Nós vimos essa tag no blog Niina Secrets.

Músicas usadas no vídeo: 'Shadow' - Austin Mahone e 'Eu sou a Diva que Você quer Copiar' - Valesca Popozuda.
Perguntas:
1. Quem é a mais velha?
2. Qual o apelido entre vocês?
3. Qual era a brincadeira preferida de vocês?
4. Qual é a sua lembrança preferida com a sua irmã?
5. O que irrita a sua irmã?
6. Qual é a comida que sua irmã menos gosta?
7. Qual é a comida que sua irmã mais gosta?
8. Se vocês pudessem viajar para qualquer lugar juntas, para onde iriam?
9. O que sua irmã queria ser quando crescesse?
10. Como você descreve a sua irmã em uma palavra?
11. Qual é a coisa que você queria ter como a outra pessoa (fisicamente)?
12. Com que frequência vocês se falam?
13. Vocês tem alguma piada interna?
14. Quem é a mais alta?
15. Qual é a coisa que sua irmã faz melhor que você?
16. Qual celebridade sua irmã te lembra?
17. Qual é o tipo de música ou música preferida de sua irmã?
18. Saltos ou rasteiras?
19. Qual é o filme preferido da sua irmã?
20. O que você mais gosta em sua irmã?

17/01/2015

Tão grande, para um pedaço tão pequeno.

Os dias passam, cada vez mais lentos e sem motivos
Eu vou deixando tudo e todos para trás
Eu vou andando, sem saber, mas nada anda como deveria.

Devagar é como se deve ir, visando o futuro.
Sem muito a pensar, isso tudo acaba num segundo,
E as coisas vão só ficando para trás, como se não houvesse amanhã.
Mas ele chega, e em ruínas estou.

A falta de qualidade na minha grande história de vida me tira do páreo
E é isso, não há quem me escute.
Eu posso ir seguindo assim, meio sem querer
Mas não pra sempre, nem sempre em frente.

É satisfatório pensar que nada disso irá estar aqui daqui um tempo,
Ninguém para se lembrar de nada, as coisas sendo como sempre foram para mim,
Agora para todos.

É um privilégio pensar que eu não me importo, e que ninguém liga pro que eu acho certo,
Ou deixo de notar, as coisas andam e eu continuo no mesmo lugar,
Milhas a frente, mas estagnada.

Posso ouvir tantas vozes vindo de algum lugar, tão longe quanto as paredes do Universo
Descobrir que as coisas continuam é bom, e traz uma paz que minha alma jamais considerou existir.

Mas infelizmente eu só tenho algo dentro de mim que eu sinto ser maior que tudo, mas que fica só aqui mesmo. Ninguém é o que eu achei que fosse. Ninguém é tão exato, tão grande. só de pensar no tamanho de tudo eu fico com vontade de nunca ter tido consciência.

Tão grande, para um pedaço tão pequeno.