01/12/2014

Puff! Acabou...


Bom, eu estou sem criatividade pra começar esse texto que provavelmente vai ser parecido com todos os meus outros textos patéticos, mas dessa vez eu quero compartilhar um sentimento bem bacana (mentira) que é inédito na minha vidinha pacata! É o seguinte: nos últimos três anos minha vida girava em torno de uma coisinha chamada vestibular. Essa coisinha me atormentava muito -atormentava quem lia os meus textos também, porque né - e esse ano foi o ano decisivo, o ano no qual eu faria o vestibular pra valer.

Sobre o curso que queria, desde os treze aninhos eu tinha certeza que arquitetura era a coisa ideal para minha pessoa, eu não me imaginava em nada a não ser isso. Eis que em uma tarde de abril meu colégio promoveu uma palestra com um engenheiro para falar de todas as engenharias, eu não queria ir porque já tinha a minha vida definida. Maaas... a palestra seria no mesmo horário que a minha aula de inglês, e quem fosse na bendita ganharia presença na aula. Eu como uma odiadora das aulas de inglês do colégio assumidíssima decidi ouvir o que o moço tinha a falar (importante ressaltar que muitos caras gatos estariam lá).

O engenheiro falou sobre aqueles cursos de gente louca que eu já conhecia, falou o que eu já tinha lido e ouvido, e se não fosse pelos caras gatos (e pelo próprio engenheiro gato) teria sido uma tarde perdida. Mas quando faltava vinte minutos para acabar a palestra, um menino (feio) perguntou sobre a engenharia de produção, e o engenheiro falou todo o tempo que lhe restava sobre essa engenharia. Eu admito que meu coração fraco pulsava mais forte enquanto ele falava, e eu fiquei muito interessada no telefone dele, digo, no curso!

Comecei a pesquisar mais sobre a profissão, o que fazia, prós e contras, mercado de trabalho, universidades, professores, matérias, minhas possibilidades, etc. Descobri que meu tio/padrinho dá aula nesse curso em uma universidade em Medianeira, conversei com ele, adicionei alunos do curso de diversas universidades e conversei com eles. Decidi mudar e apostei todas as minhas fichas nisso. Estudei o ano todo com muito empenho, vontade, esperança, determinação e outras coisinhas mais tipo o café.

Na UEL -principal e mais cobiçada universidade da Pequena Londres- não tem esse curso, mas quis fazer o vestibular só pra ver como estaria a prova, escolhi engenharia civil nesse vestibular. Eu tinha certeza que passaria para a segunda fase da UEL, e que tiraria nota muito boa no Enem. O vestibular da UEL  foi dia 2 de novembro, e minhas aulas foram só até o dia 30 de outubro, mas para quem passasse para a segunda fase ou ficasse de recuperação, teria aula por mais três semanas. Bom, estou de férias há três semanas...

Não! Não passei. Quando corrigi minha prova no dia sabia que não havia passado, mas a esperança ainda existia. Dia treze de novembro saiu a lista dos aprovados para a segunda fase. Meu nome não estava lá. Eu chorei pra caralho,fiquei bem triste e perdi toda a confiança que havia adquirido ao longo do ano. Fiz o Enem e fui mal também, infelizmente. Vi alguns dos meus amigos indo para as aulas, tirando fotos com meus professores e adicionando legendas do tipo "#vemsegundafaseuel #sóvaisegundafase". e vi muuuitos amigos na mesma situation que eu.Estamos sofrendo...

Nós nos esforçamos muito, batalhamos muitos, ficávamos na escola das sete da manhã até as sete da noite. Choramos, torcemos, rezamos, acreditamos. Mas tudo o que aconteceu foi a quebra na bolsa de esperanças. E foi então que comecei sentir esse negócio que parece não acabar mais. Eu estou com saudades dos meus professores, meus amigos, minha rotina enlouquecedora, minha expectativa, meus barbudos do cursinho, e o centro do meu universo de vestibulanda. Tudo acabou, e eu estou sentindo um enorme vazio.

Pensei que quando as tão sonhadas férias chegassem eu ia amar, mas estou odiando. daria tudo para ter tido aula até sábado passado e ter feito vestibular hoje. Pra resumir, porque o texto ficou enorme (Oh my God) eu estou triste por não ter passado e por saber que não vou mais conviver com meus amigos, estou com medo de não passar em nenhuma universidade, estou com saudade do que tinha antes, estou frágil por estar muito tempo sozinha, estou com medo de não estar pronta para essa nova etapa da vida (eu sei que não estou), e pra piorar eu não tenho certeza de nada! Sei que é uma bobagem tudo isso e daqui uns quinze anos vou ler e me achar uma adolescente fútil, mas não consigo evitar. Só queria saber o que vai acontecer, saber que vai dar tudo certo, que vou manter o contato com meus amigos, saber que fiz a escolha certa quanto ao curso e todo o resto. Mas não tenho certeza nem se vou acordar amanhã...

Então quando passarem pelo que estou passando, falem comigo, porque vai ser um prazer saber que não sou a única, e vai ser um prazer tentar te ajudar. E ah, eu não expresso a maioria dos meus sentimentos aqui, mas não queria encher uma pessoa específica, e sim várias que não conheço!

2 comentários:

  1. Me identifiquei tão dolorosamente com esse texto que não posso deixar de comentar.

    Não sei se falar sobre o meu drama te ajuda de alguma forma, mas minha intenção é que se sinta abraçada, então lá vai:

    Eu queria passar pra medicina. Podia ser na federal, podia ser na particular (não sei como eu ia pagar, mas eu daria um jeito se passasse, porque o vestibular é concorridíssimo). Ok. Estudei meu ensino médio todo com esse foco: quero medicina. Às vezes eu pensava em desistir, tentar algo mais fácil, com menos concorrentes... Mas não. Quando a deprê batia, eu via vídeos no youtube de estudantes de medicina contando seus sonhos, seus perrengues, e isso me dava força.

    Cursei meu E.M. em um colégio particular, mas o ensino não era lá grande coisa. Além disso, as aulas de reforço eram dadas por uma guria da minha sala que não ajudava em nada, a escola não tinha nenhum preparatório pra ENEM ou vestibular, NADA. Isso me deixava meio desanimada, pois não consigo sentar em casa, sozinha, e estudar com as provas anteriores apenas. Preciso tirar dúvidas, etc, enfim.

    Chegou o ENEM, e os vestibulares. Prestei pra federal de SC, sabendo que não passaria, mas a particular me restava esperança. Fui bem no ENEM até, mas não tanto quanto deveria. E no vestibular eu tirei uma nota super boa, eu conseguiria entrar em QUALQUER CURSO... Menos medicina.

    No dia que saíram os resultados, todos os meus colegas do 3ªº estavam postando os prints, fotos de cartazes e trotes feitos pela família porque passaram. E eu não tinha passado. EU FIQUEI TÃO CHATEADA. Primeiro porque eu sabia que não tinha como fazer um cursinho pra tentar novamente no meio do ano. Aquela era a minha única chance e eu desperdicei. Segundo porque enquanto todos festejavam, eu era aquela que sorria amarelo e se enfiava num canto pra não ser notada.

    Resumindo: me inscrevi pra odonto na faculdade particular por histórico escolar e consegui entrar, mas durante muito tempo me perguntei se fiz certo.

    Esses dias eu fiquei internada e quando eu tava melhor, pude acompanhar a rotina do médico dentro do hospital. Fiquei maravilhada. Meus olhos brilham só de lembrar. Mas... Tô fazendo odonto, tô gostando, e pretendo me especializar em cirurgia e traumatologia, pra ficar no hospital <3

    Enfim. Desanima não. Vai dar tudo certo. Se apega aos amigos, que os verdadeiros permanecem. A rotina da escola faz uma falta danada, mas na faculdade algumas coisas são tão melhores, mais liberdade etc, e no fim tu fica bem.

    Boa sorte no novo rumo e desculpa pelo texto gigante!

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  2. quando você tiver 38 isso vai importar sim.

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?