13/10/2014

Divagações sobre como o tempo passa, a gente não percebe e também não faz nada

E como todo o segundo semestre de ano, as coisas ficam finalmente boas. Esse ano a capricho (não que eu leia isso, porque né? claro que leio) disse que depois da metade de 2014 os garotos iam me perceber mais e todo aquele mesmo blá blá blá de sempre. Porque é seeeempre assim. O negócio é que parece que nunca nada muda e quando alguma coisa acontece, por menorzinha e mais insignificante que seja, causa o maior estardalhaço na sua vida, porque MELDELS QUE LOUCURA ACONTECER ISSO!!! E foi exatamente isso, esse ano, de novo. Como sempre. Aliás. Todo o ano eu encontro o amor da minha vida. Mesmo que esse amor da minha vida dure apenas uns três dias. O que meio que não aconteceu dessa vez.

Ok. Antes de começar tudo isso de novo, esse papo de oi amigos estava vendo um filminho podre da Disney até agora, eu preciso explicar que eu realmente estava vendo um filme da Disney agora mesmo e tô, inclusive, ouvindo a playlist do bendito. O filme se chama PROM, e vocês já podem imaginar do que se trata: a mesma coisa de sempre. Coisinhas que me fazem rir sozinha, toda boba. É. Enfim. Bem, como eu dizia, nesse ano nada foi diferente. Quase os mesmo amigos, até menos, notas mais baixas na escola, ensino médio... nada de novidade até aí. E aí, adorável como sempre, a CH estava certa. Esse é o motivo dos últimos três ou quatro textos ridículos que escrevi nesse blog ultimamente. Tem esse boy. É, tem ele. E por mais normal que pareça gostar de alguém e talz, isso faz uma bagunça do caramba na sua vida. Ainda mais quando você tem quinze anos (quase dezesseis!!!) e adora glíter.

Eu fico imaginando porque é que eu não fui uma criança mais como eu sou agora. E pensando em como é engraçado perceber que se cresceu. Eu era uma criança muito zoada. Não que não seja uma adolescente zoada agora. Porque olha, isso é realmente algo que eu sou. Na verdade, meus amigos costumam dizer que sou meio boba demais porque adoro fotos com webcam toy, e esse tipo de coisa meio tosco. Tanto que: sábado duas amigas minhas vieram em casa pra ver filme e comer fondue e se recusaram a tirar fotos com efeito de balada comigo. Com medo. De serem. Retardadas. Não vou dizer o nome delas, mas podem ficar sabendo que estão na minha lista negra. Sabe o que é? I don't care. I don't wanna go to school, I just wanna break the rules. Ou quase isso.

Percebi direitinho que não consigo mais finalizar um texto sem ficar com cara de que tenho retardo mental ou que sou muito bobinha pra viver. O fato é que sou realmente muito bobinha pra viver, mas como eu disse no primeiro parágrafo: não muda muita coisa na minha vida. E como eu disse no segundo parágrafo: na verdade, algumas coisas mudaram, sim. E isso vem fazendo uma grande diferença na minha vida que até agora fora insignificantíssima. Aliás, não tem muita coisa que eu tenha feito na minha vida e o que eu acho um pouco menos irrelevante eu escrevo aqui (ou seja, analisem o nível da vida da pessoa). E como eu disse no terceiro parágrafo: eu ainda não percebi que cresci e que já tenho quase dezesseis anos e com mais um ano e pouquinho vou estar partindo dessa pra uma bem pior, a faculdade e a vida por mim mesma, coisa que esperei a vida toda mas que, agora que se aproxima, bate aquele medão.

Eu sou cheia de opinião, na verdade. Sou realmente repleta delas. Cheia de vontade de mudar o mundo e de fazer coisas bonitas. Mas na maioria das vezes tenho tanto medo que sinto que aquilo não é pra mim. Que vou parecer patética por isso ou aquilo. E que vai ser um completo desastre. Tenho medo de que, na hora em que eu realmente for tentar fazer alguma coisa com a minha vida, estrague completamente o que ainda não havia sido feito. É claro que minha vida nem começou ainda. Eu só tenho quinze e nem conheço minha própria cidade!!! Mas a minha vontade é, de verdade, poder falar na cara das pessoas o que eu realmente penso, e, como eu disse na minha descrição (que você confere na página Sobre Nós desse blog), meu sonho é ser insolente. Além de me casar com o Archy Marshal, é claro.

Isso que é o legal. Ficar divagando sobre uma coisa completamente besta enquanto ouve uma playlist de um filme da Disney. Aí vem sua mãe, fica horas no computador depois de te tirar enquanto está escrevendo um texto (no caso, esse) e depois desliga, sem mais nem menos, alegando que você não devia estar, mesmo, fazendo algo importante. Na verdade, acho que é isso o que me deixa tão não importante e obstruída. Essa falta de confiança. Ainda tenho muita coisa pra melhorar. Obrigada, segundo parágrafo.