16/07/2014

sobre recomeços.

Não há nada tão bom quanto recomeçar. Acho que gosto disso há muito tempo, desde que me vejo fã de Restart (restart, recomeço, blá blá).

Minha casa está sendo reformada. E houve quem disse que "casa nova, vida nova" ou seja lá o que fora dito algum dia muito atrás do dia presente. A questão é: acho bom começar as coisas de novo. Pintar o quarto de rosa, arrumar os livros na prateleira, jogar os papéis do bimestre que passou fora, voltar a ouvir uma banda que também voltou e coisas do tipo. Sempre me fascinaram coisas assim. Sempre tive medo, também.

Teve uma vez, depois de ter comprado A Culpa é das Estrelas há mais de um ano, quando lançou O Teorema Katherine e todos os outros eu tive tanto receio em comprar John Green por medo de algum superar aquilo que eu tinha sentido ao ler ACEDE, e eu ficar muito desolada por ter tentado recomeçar, ler mais alguma coisa de algo que já tinha terminado pra mim, que já me tinha feito sentir meio bem (ou completamente mal). Enfim, nada a ver. Esses são meus exemplos mais do que ridículos, um dos quais estão entre os que meus amigos me dizem pra colocar juntos em um livro intitulado "Pérolas da Ana", porque eu realmente falo muita porcaria.

Mas tem aquela coisa boa de começar de novo (começando de novo a falar sobre o assunto que eu queria falar). Eu perco o foco rápido e da arrumação do meu quarto "novo" eu vim já sentar aqui e digitar todo esse monte de abobrinhas. Eu recomeço a limpar depois. Recomeço a colocar os livros na prateleira, recomeço a ouvir The Drums e recomeço a sentir sede. Recomeço a ir bem na escola e recomeço a sentir saudade da rotina organizada que eu tinha antes, mesmo que a rotina seja um saco.

Eu sou muito acostumada com o meu modo de viver. E é por isso que muitas vezes morro de medo de recomeçar. Foi assim com a mudança de escola de inglês ou do ensino fundamental pro médio. Mas com quase dois anos, a gente acostuma. Encontra novos amores, lê os outros livros do John Green e essa coisa de medo é tão bobinha que dá vontade de rir feito criança.

Eu costumava ser bem mais encanada. Com o que iam pensar de mim se cortasse o cabelo daquele jeito, ou se ouvisse músicas que julgam estranhas ou se não gostasse de sair no sábado a noite ou se não demonstrasse tanto afeto assim quando as pessoas se esforçam pra gostar de mim. Mas decidi que ficar encanada não funcionava. E que tentar sair da rotina, fazer a faculdade dos sonhos dos meus pais ou agradar a família não era algo tão legal quanto relaxar um ano inteirinho depois do ensino médio (e isso nem vai demorar tanto assim).

Vou recomeçar a ler um livro que não terminei, assistir a novela toda a tarde e andar até o curso agora em horário diferente (pra ter algo pra recomeçar). E quem sabe, algum dia, todo esse recomeço não sirva pra alguma coisa? (deve servir muito mais do que esse texto, que aliás, de nada serve)

Um comentário:

  1. Abobrinhas? Que nada. Seus textos sempre me fazem pensar muito e acho isso muito bom. Por via das dúvidas, não pare de repartir seus pensamentos com a gente, ok? Enfim...

    Sobre recomeços... Sempre tive medo. Achava poético e tudo o mais, mas eu gostava da rotina, mesmo que ela fosse entediante, como você falou. Eu gostava de saber como o dia começaria e como ele terminaria. E não fazia questão de mudar nada. Mas depois de um tempo eu percebi que não tinha porque ter medo. Comecei a me importar menos com a opinião alheia e hoje em dia minha vida não tem mais uma rotina, mas é legal. Tô fazendo uma faculdade que eu curto, não faço mais nada (cursos e tal) porque a faculdade é tipo muito cara e ocupa todo o meu tempo, mas tô bem. É bom mudar. Pode não aparecer resultado agora, mas um dia virá...

    palavras alienadas

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?