08/06/2014

A culpa é completamente das estrelas

O.K. A blogosfera já deve estar saturada de resenhas de A Culpa é das Estrelas. Mas eu gostaria de lembrar que isso não é uma resenha. Apesar de a minha paciência com esse livro tão amado ter sido esgotada por um tempo, apesar de ter enjoado dessas nuvens e da história linda de Hazel e Gus, não, A Culpa é das Estrelas não é qualquer filme.
Um filme sensível, uma trilha sonora linda, fotografia incrível e Ansel Elgort, que apesar de não ter nenhuma das características físicas de Augustus Waters conseguiu bater todas as expectativas que eu não tinha sobre esse cara incrível que é pra ser o Gus que sr. Verde criou. O John Green é incrível. Não me canso de dizer isso. Já li todos os livros publicados até agora e, apesar de todo o preconceito que existe vindo de pessoas que não leram seus livros ou não são garotas de quinze anos, posso dizer que esse cara é foda.

É claro que esse romance cancerígeno já deu o que tinha que dar, mas ninguém pode negar que esse é o tipo de livro que as pessoas riem, choram e ficam com vontade de chutar a cara de uns e outros. É claro que terminei o livro engasgando de tanto chorar. E é claro que terminei o filme engasgando de tanto chorar.

Pra falar bem a verdade, consegui chorar em quase todas as 2:05 de filme, porque ao mesmo tempo que achava engraçado/divertido/fofo/amável, achei triste porque a história é realmente triste. Não, A Culpa é das Estrelas não é qualquer livro, também. Porque ao passo em que você começa, você não larga e também não fica mais com a consciência tranquila. É mamão com açúcar? É. É previsível? É. É clichê? É. É tudo isso e mais um pouco. É uma história muito mais sem futuro que os outros livros do Green. Mas só o fato de ter Augustus Waters (que é sim, um dos maiores amores da vida de qualquer um) na minha prateleira, e agora, num filme que vou assistir mais algumas vezes, já é um conforto tremendo.

Tá. Não tá levando a lugar algum escrever esse texto ou até mesmo ler. Porque até agora não consegui falar nada do que eu realmente pensei enquanto lavava a louça.

Me desculpem por não ter tirado nenhuma foto do filme enquanto assistia ou não saber escrever elogios fúnebres pra um filme. Mas o fato é que esse foi um belo trabalho. Um filme tão bonito de se ver que você esquece tudo e chora. Esse era o meu propósito. Eu queria chorar e aproveitar a oportunidade de que ali haveriam muitas adolescentes bobinhas como eu que não se segurariam em chorar por aquilo. Porque aí ninguém ia perceber.

Eu vi A Culpa é das Estrelas sem expectativa nenhuma e só conseguir achar lindo.

Eu fui uma puta vendo aquilo. Eu senti remorso e muita tristeza. Mas eu me derreti. E eu tive raiva. E doeu. E é assim que as coisas são e alguns infinitos são maiores que outros, né?

E agora, depois de toda a chorumela que eu derramei nesse texto tão confuso quanto a vida, eu deixo vocês. Eu deixo você com a expectativa de Paper Towns que vem aí e com a dica de QUE TODOS VEJAM A CULPA É DAS ESTRELAS. Você pode ser quem você for e pode achar o quão ridículo achar. Eu só digo que vale à pena. E eu não entendo nada de filmes, mas eu entendo de sentir emoções. E aquilo lá, irmão, te faz sentir emoções.

p.s.: o sorriso do Ansel é lindo
p.s2.: a voz dele também é
ps3.: o Nat foi um ótimo Isaac e espero, um ótimo Quentin
p.s4.: você vai chorar também
p.s5.: Deus ajude as pessoas que fazem sons de "awnn" "oiiinnn" "rsrsrs" durante o filme não prestam atenção na obra, porque elas tem problemas mentais
p.s6.: meu professor de sociologia não entende nada sobre John Green e John Green não é uma porcaria.

UPDATE:
amei essa música ao passo de que ouvi no filme.

4 comentários:

  1. Virei fã do seu blog em apenas alguns dias, adoro o jeito que você escreve sabe? Faça mais posts falando de livros, adorei todos que li aqui. Beijo pra tu e muito sucesso.
    http://aposasreticencias.blogspot.com.br/

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  2. Cara. Definitivamente eu devo ser a única pessoa da blogosfera que ainda não foi assistir ao filme. Sério. Cada post que leio sobre me dá vontade de sair correndo para o cinema (que fica numa cidade vizinha) e só sair de lá com o meu coração esmagado pela história e embebida em lágrimas.

    Como você disse, ACEDE está longe de ser o livro da minha vida, é previsível, é mamão com açúcar e parece, sim, um livro pra uma menininha de 15 (ou menos) anos. Mas eu amei. Eu tenho dezoito (quase dezenove) anos e eu AMEI COM TODAS AS MINHAS FORÇAS o livro. Ele ficou guardadinho no meu coração e permanecerá ali até eu morrer, sei lá. E eu sempre defendo o titio João Verde quando alguém vem falar mal dele. Porque eu sou eclética o suficiente e tenho uma cartela de leituras muito ampla pra me restringir às obras que os outros nomeiam "boas". Eu acho John Green um gênio. Ele tem bom humor, ele tem carisma, ele tem fluidez e quem dera alguns autores clássicos por aí tivessem todos esses ingredientes. Enfim. Adorei seu texto.

    macabea-contemporanea.blogspot.com

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  3. Eu li o livro e a história é muito triste mesmo! Só não lembro se chorei ou não quando terminei de ler o livro, acho que devo ter chorado (minha memória é muito ruim!). Estou ansiosa para ver o filme e com medo, medo de chorar lá.
    Está ''todo mundo'' falando bem do Ansel, espero que eu goste dele também no filme.
    Eu também imaginei ele totalmente diferente do filme, mas... tá né!
    Beijos!

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?