21/05/2014

Da mais cinza nuvem à mais bela flor do campo

Acho muito engraçado o fato de existirem mil jeitos pra uma pessoa só ser. Tem dias em que acordam de mau humor, querendo arrastar a cara de todo o mundo no asfalto, pisar no sapato branco delas e... ah, enfim. E tem dias em que tudo é tão bonitinho quanto um filme com Andrew Garfield (que só por ter ele já é bonitinho). E tem dias em que você acorda de mau humor e depois de colocar uma roupa completamente preta que é pra combinar com as nuvens encharcadas no céu vê alguma coisa que te faz mudar completamente de ideia.

Eu sou uma pessoa que realmente muda de humor com muita facilidade. Do mesmo jeito como mudo de gostos pra batons ou pra músicas. Do mesmo jeito como hoje eu gosto de você e amanhã não quero te ver. Tem sempre alguma coisinha ali que me faz querer mudar completamente a ideia de querer morrer e passar à vamos ser felizes porque tudo é lindo.

Hoje eu vi o clipe de Moletom, do Silva, enquanto ainda terminava de tentar parecer o dia nublado. Essa música me fez querer parecer a mais bela flor do campo.

Ai nossa, como isso foi maravilhouso.

Pra falar bem a verdade, eu sempre quero parecer a mais bela flor do campo, porque por mais que eu deteste admitir, toda essa história de "crawling back to you tuts tuts tuts" e da tentativa de parecer forte e ah nada me atinge nada me fere nada me deixa pra baixo, eu sou tudo aquilo contrário a essa ideia. Eu sou a mais fraca das criaturas. 

Porque ah, se nem Deus devia ser completamente fixo, porque é que eu vou ser? Eu sou totalmente flexível e volúvel. A cada momento me surge uma opinião nova, uma ideia mais bacana do que a antiga e um amor platônico mais legal do que você (querido). Nunca tá bom. Nunca tá certo.
No curso esse dias tinha uma pergunta (aquela pergunta) sobre se você acha mais importante ser reconhecido pelo cérebro ou pela beleza, e aí todo o mundo respondeu que o cérebro era mais importante, porque a beleza vai embora e o conhecimento fica pra todo o sempre. 
E é verdade; o conhecimento fica pra todo o sempre. O conhecimento se adquire, a cada dia mais coisas novas são aprendidas e blá blá blá. Mas as ideias, isso aí, sempre muda. Tanto é que na aula de segunda mesmo eu respondi que não me acho uma pessoa extraordinária e que gostaria de melhorar a minha vida social. Mas quer saber? eu mudei de ideia. Eu sempre me achei extraordinária, e sempre achei que todo o mundo é extraordinário. Porque eu admiro as pessoas. Assim como admiro a criatividade e os livros clássicos brasileiros. E quanto à minha vida social... quer coisa melhor do que ter sempre aqueles dez amigos em que você pode realmente confiar e contar pra toda parada? É isso o que importa.

É claro que acabei com a tarefa da minha colega porque mudei de ideias e a coitadinha não conseguiu acompanhar a minha troca de respostas. Mas e daí? Eu sou volúvel, não sou fixa. Amanhã eu posso desistir de tudo isso e virar hippie. Ou tentar uma vida de cantora. Eu sei lá. Eu sei que eu posso mudar. Porque eu mudo sempre. Porque hoje eu acordei querendo parecer as nuvens acinzentadas e agora quero parecer a mais bela flor do campo. 

Porque, cê sabe né? Se não tem do que reclamar, não é tão legal assim.

Um comentário:

  1. Acho que uma das maravilhas da vida é reclamar, pelo menos pra mim. Pense em uma pessoa que reclama de tudo: eu.
    Agora voltando ao meu escândalo por conta da ruivice, tipo, quando fiquei ruiva parecia que não era eu, parecia que era outra pessoa. Nesse tempo foi o mais perto que cheguei de raspar a cabeça, juro.

    http://blog.larissacorrea.com/

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?