27/05/2014

as pessoas extraordinárias só estão escondidas debaixo de seus cabelos lisos e negros como a noite

tem alguns fatos que a maioria das pessoas não sabe de mim. tem gente que pensa que eu sou quietinha calma nada de emocionante acontece na minha vida tento ser legal pra agradar e sei lá mais o que.  na verdade verdadeira, eu realmente sou uma pessoa muito calma. gosto das coisas no lugar, de silêncio, de prestar atenção nas coisas bonitas e amo as coisas simples da vida. adoro essa música tranquila brasileira e sou uma puta emo. né, choro por qualquer filme bexta que a sessão da tarde passe. mas nem tudo são flores e amô, não.

hoje a gi me chamou lá da frente da sala pra me pedir se eu lembrava o começo de pra você lembrar, do restart (daquela época em que a gente tinha fc, site, chorava por aqueles caras e sabia até a cor favorita de cada um). é claro que eu não lembrava. aliás, isso foi na sexta série e analisemos, eu já me encontro no segundo ano. com onze anos nossa memória é bem melhor do que com quinze. #eikeveia
cheguei no refrão e consegui lembrar. o paulo me olhou de um jeito tão "você tá possuída?????" e cara, eu não faço questão de esconder que algum dia já morri de amores por restart. e nem que fazia a sigla "ex" do cine (oi????). pra falar bem a verdade, todo o pokemón evolui, amor!

então, sobre mim: amo/sou fazer dancinhas das irmãs haim e amodoro aquela cor de batão vinho (geórgia custou acreditar nisso, aliás, eu uso camiseta). adoro rosa. apesar da minha cara estranha, sr borba, eu me acho super fofinha. só sou quietinha na escola por uma questão de respeito (pede pro meu pai o que ele acha das minhas histórias na hora do jornal? hurr)

mas sabe o que é engraçado? é que as pessoas sempre julgam as outras por aparência. é aquela parada de não julgar o livro pela capa ou perfume pelo frasco. seu argumento é fraco. eu sempre detestei falar mal das pessoas e sempre fui muito paz & amor, e muito romântica também. talvez seja por isso que a marina diz que eu vejo a facilidade em tudo. a vida tem que ser bonita, tudo tem que ser prático, cê tem que fazer o que gosta e tem que se sentir apoiado por isso. você vai encontrar o amor da sua vida em sete dias e o horóscopo vai estar certo, porque é pra isso que ele serve. são poucas as interferências de gente por aqui.
sempre disseram que eu tinha um quê de estranha, ou me fizeram sentir um pouquinho menor, mesmo que não sendo essa a intenção. porque a partir do momento em que eu me deixei fazer isso, a brecha foi a berta e a oportunidade foi dada. c'est tout!

mas como isso aqui não quer ajudar a sua vida e eu não quero ser o augusto cury, você não precisa levar como help to your life porque eu também não quero isso.

eu sou superficial. eu sou a crosta. e ninguém conhece o meu núcleo líkido. eu descobri que o gustavo gosta de folk depois de só achar que ele ouve dubstep. e também que minha mãe tomou o primeiro porre aos dezesseis.

cê não vai ter certeza de nada.

cê não vai precisar saber que eu imito as haim no chão da sala de bota, saia xadrez e batom escuro. porque cê simplesmente não vai precisar saber disso.
Lost In My WonderLand | via Tumblr

22/05/2014

Quando o telefone tocou...

Estava dormindo na minha cama quentinha, sonhando com algo que eu não me lembro o que, quando ouvi o telefone tocar. Bem, aqui em casa cada pessoa tem um toque diferente, e o toque que eu ouvi era o da casa do meu avô paterno. Olhei as horas no meu celular e era quatro e meia da manhã. Na hora descobri o que minha tia queria, mas criei tantas teorias que me convenci de que não era aquilo. Pensei que talvez ela estivesse combinando com meu pai quem ia visitar meu avô no hospital hoje, ou então que alguma tia minha estava aqui em Londrina. Cheguei até a pensar que ele pudesse ter recebido alta, e cochilei com a imagem do meu vovô feliz. Então fui despertada pelo meu pai, dizendo "Marina, pode dormir!", "O que a tia queria?" "Nada." "Ninguém liga as quatro horas da manhã na casa dos outros por nada!" "Seu avô faleceu!".

Mil pensamentos vieram na mente. Pensei que não era possível, pois meu avô era muito forte, e venceu tantos obstáculos durante seus 91 anos de vida, que não era agora que ele ia embora. Pensei que ele não havia morrido, afinal, eu ia visitá-lo amanhã a tarde. Mas não tinha como não ser real, ontem ele entrou em coma, e estava no hospital há 14 dias. Comecei a lembrar de todos nossos momentos felizes e concluí que ele estava vivo, nem que fosse apenas no meu coração! E uma coisa eu lembrei: ontem era o meu dia de visita, mas não fui porque tinha aula. Ele foi embora sem eu me despedir...

Quando era criança, no terreno que tinha a casa dele tinha a sua oficina, e de tarde minha tia fazia café e mandava eu levar pra ele. Sempre levava duas xícaras: a dele com café, e a minha com café e bolacha de maisena; eu sentava ao seu lado no balcão e enquanto tomávamos nosso lanchinho, eu mexia em todas as peças e levava bronca sempre. Lembrei também que no final da tarde ele fechava a firma, tomava banho e deitava no sofá grande da sala de tevê para assistir novela tomando cerveja e comendo mortadela com azeitona. Era eu quem comia o petisco sempre, e ele reclama bastante shaushas!

Quase todos os domingos ele saía para dançar no chamado "bar dos velhos" -apelidado carinhosamente por mim- ele colocava terno, gravata e sapatos sociais bem lustrados, ele pegava as idosas geral (com todo o respeito as senhoras recatadas), além disso, passava um negócio no cabelo que eu achava bem cheiroso, mas minha tia Marlene dizia que era fedido e enfestava a casa! Outra coisa que eu amava que ele fazia, era reclamar que eu brincava muito alto quando ele ia assistir suas novelas. Claro que eu provocava: pegava minhas bonecas e as casinhas, e brincava no raque da tevê -meu objetivo era atormentar, claro.

Fui crescendo e parando de atormentar o homem, e meu respeito foi a cada dia mais aumentando. Eu comecei a enxergá-lo de uma forma diferente, sempre com muita admiração. Há quatro anos ele teve um AVC e ficou com seu lado esquerdo paralisado, porém, não perdeu a vontade de viver e a garra. Quando chegava em sua casa ele dizia forte "Oi, querida!", e eu dizia "Oi, meu lindo!". Sentava ao lado da cama e contava tudo o que estava acontecendo comigo, depois penteava seu cabelo grisalho, e pra variar, reclamava que ele estava muito desleixado. Nesses últimos anos jogamos muito dama, e eu NUNCA ganhei dele, tinha a esperança de conseguir fazer aquelas jogadas espetaculares, tudo em vão...

Hoje foi um dia muito triste, chorei muito, pensei muito, e tive uma certeza: agora ele não está mais sofrendo, e está em um lugar bem melhor com paz e na companhia de Deus e da minha avó! Queria ter feito mais por esse homem que não adotou apenas meu pai, mas sim eu, minha mãe e minha irmã também! Queria ter falado mais o quanto eu o amo, queria ter o abraçado mais e penteado mais seus cabelinhos. Eu queria ter o atormentado muito mais, mas eu sei que ele precisava descansar. As lembranças boas me acompanharão pra sempre e o meu amor será eterno. Quando foram fechar o caixão, eu saí de perto, porque se eu visse eles tampando o rosto sereno do vô, teria em minha mente ele morto. Como não o caixão fechado, nada me impede de concluir que ele está vivo. E ele está, aqui no meu coração ele está bem vivo! "Those who are dead are not dead, They're just living in my head."

Essa é pra você "escuta, escuta, escuta, escuta!" seu Henrique: Obrigada por ser incrível e ser um exemplo a ser seguido! Eu lhe amo muito, muito, muito, lembre-se disso!

21/05/2014

Da mais cinza nuvem à mais bela flor do campo

Acho muito engraçado o fato de existirem mil jeitos pra uma pessoa só ser. Tem dias em que acordam de mau humor, querendo arrastar a cara de todo o mundo no asfalto, pisar no sapato branco delas e... ah, enfim. E tem dias em que tudo é tão bonitinho quanto um filme com Andrew Garfield (que só por ter ele já é bonitinho). E tem dias em que você acorda de mau humor e depois de colocar uma roupa completamente preta que é pra combinar com as nuvens encharcadas no céu vê alguma coisa que te faz mudar completamente de ideia.

Eu sou uma pessoa que realmente muda de humor com muita facilidade. Do mesmo jeito como mudo de gostos pra batons ou pra músicas. Do mesmo jeito como hoje eu gosto de você e amanhã não quero te ver. Tem sempre alguma coisinha ali que me faz querer mudar completamente a ideia de querer morrer e passar à vamos ser felizes porque tudo é lindo.

Hoje eu vi o clipe de Moletom, do Silva, enquanto ainda terminava de tentar parecer o dia nublado. Essa música me fez querer parecer a mais bela flor do campo.

Ai nossa, como isso foi maravilhouso.

Pra falar bem a verdade, eu sempre quero parecer a mais bela flor do campo, porque por mais que eu deteste admitir, toda essa história de "crawling back to you tuts tuts tuts" e da tentativa de parecer forte e ah nada me atinge nada me fere nada me deixa pra baixo, eu sou tudo aquilo contrário a essa ideia. Eu sou a mais fraca das criaturas. 

Porque ah, se nem Deus devia ser completamente fixo, porque é que eu vou ser? Eu sou totalmente flexível e volúvel. A cada momento me surge uma opinião nova, uma ideia mais bacana do que a antiga e um amor platônico mais legal do que você (querido). Nunca tá bom. Nunca tá certo.
No curso esse dias tinha uma pergunta (aquela pergunta) sobre se você acha mais importante ser reconhecido pelo cérebro ou pela beleza, e aí todo o mundo respondeu que o cérebro era mais importante, porque a beleza vai embora e o conhecimento fica pra todo o sempre. 
E é verdade; o conhecimento fica pra todo o sempre. O conhecimento se adquire, a cada dia mais coisas novas são aprendidas e blá blá blá. Mas as ideias, isso aí, sempre muda. Tanto é que na aula de segunda mesmo eu respondi que não me acho uma pessoa extraordinária e que gostaria de melhorar a minha vida social. Mas quer saber? eu mudei de ideia. Eu sempre me achei extraordinária, e sempre achei que todo o mundo é extraordinário. Porque eu admiro as pessoas. Assim como admiro a criatividade e os livros clássicos brasileiros. E quanto à minha vida social... quer coisa melhor do que ter sempre aqueles dez amigos em que você pode realmente confiar e contar pra toda parada? É isso o que importa.

É claro que acabei com a tarefa da minha colega porque mudei de ideias e a coitadinha não conseguiu acompanhar a minha troca de respostas. Mas e daí? Eu sou volúvel, não sou fixa. Amanhã eu posso desistir de tudo isso e virar hippie. Ou tentar uma vida de cantora. Eu sei lá. Eu sei que eu posso mudar. Porque eu mudo sempre. Porque hoje eu acordei querendo parecer as nuvens acinzentadas e agora quero parecer a mais bela flor do campo. 

Porque, cê sabe né? Se não tem do que reclamar, não é tão legal assim.

20/05/2014

This is my handwriting

Uau, esse blogue tá meio abandonado. Enfim. Nossos problemas acabaram porque hoje vocês vão conhecer a minha letra (que é minúscula e por isso tive que aumentar a foto!!) graças ao meme que a Marina Ribacki indicou a gente!
É muito simples: são apenas alguns tópicos que foram respondidos por mim, na minha caligrafia de Ana.


1. Qual é o seu nome?
2. URL do seu blog.
3. Escreva: 'A rápida raposa marrom pula sobre o cão preguiçoso'.
4. Citação favorita.
5. Música favorita (no momento).
6. Cantor/Banda favorita (no momento).
7. Diga o que quiser.
8. Indique 3 ou 5 blogs.

sim, a foto ficou uó

Na escola costumam dizer que minha letra é muito bonitinha (eu nem acho não). E é muito pequena, também (até me esforcei pra fazer grande). 

Bom, quanto às perguntas, todos sabem meu nome e o link do meu blog. Como não pude pensar em nenhuma frase bacana, nenhuma citação inteligente de gente super legal e inteligente, eu escrevi qualquer coisa dessas que eu sempre digo, e que não faz muito sentido. Mas que descreve muita coisa pra mim. Telescope é, segundo o meu tocador de música, a música que mais ando escutando e esse carinha, o Jake, é o meu favorito no momento (ê garoto incrível! ♥). 

E os blogs que indiquei foram O Céu de Alexandria, Apenas Mais Uma Xícara de Café e Pe-dri-nha. Aliás, quem mais quiser fazer, sinta-se convidado!

Sempre acho legal mostrar esses lados mais ~~ocultos~~ da gente no blogue. Sei lá, mas até quem acompanha aqui sabe que a gente não mede esforço pra se esconder, nem nos textos e nem nos vídeos. Então, a minha caligrafia tá aí!

09/05/2014

Tudo tão de repente...

O mundo parece não fazer mais sentido. Aquilo que eu sempre quis para a minha vida não é o que quero mais, os planos que tinha para o futuro não são os mesmos, e percebi que tudo o que fiz até hoje fui inútil. Pelo menos por esse momento. Estou pensando diferente, sentindo coisas novas, mas tem um sentimento que já tive e nunca quis que voltasse, mas voltou. Em um dia eu estava com ele, estávamos rindo e eu falava sobre minhas novas perspetivas de vida. E de repente, descubro que ele está em uma situação que não tem mais volta. Domingo estávamos juntos e eu dizia como queria que ele comesse toda a comida, e hoje ele está internado. Ontem achava que tudo não passava de birra, ou uma doença grave tipo a depressão. Mas agora percebo que é pior do que a depressão, é o câncer. Ah, essa doença é uma merda. Tive pensamentos e sentimentos assim há dois anos com um diagnóstico maligno. No final a pessoa que eu tanto amava foi levada. E agora, agora que estava começando a me acostumar e a aceitar que ela não voltaria, percebo que mais cedo ou mais tarde ele será levado. Não quero vê-lo sofrendo e sentindo dor, mas foram mais de dezessete anos de convivência. As lágrimas inundam meus olhos e molham meu rosto, não posso controlar esse medo, a angústia e a aflição. Sei que na minha idade pessoas passam por problemas muito piores, mas essa dor que eu sinto me corrói. De repente todas as lembranças de sofrimento que tive com ela voltam, e eu sinto mais ainda. Há quatro anos, quando ele teve um AVC pensei que era o fim, mas não foi. Ele lutou por todos esses anos, e apesar de todas as dificuldades de ter um dos lados do corpo paralisado, era possível vê-lo sorrindo, porque ainda tínhamos esperança. Mas agora, sabendo que seus ossos já estão tomados pelo câncer, é praticamente impossível pensar que há alguma chance de cura. Só sei que eu o amo muito, e vou guardá-lo no meio peito para sempre. Um dos meus herois, um exemplo para mim, e uma das pessoas mais importantes da minha vida. Queria poder abraçá-lo agora e dizer que estarei sempre ao seu lado, queria poder dar mais um beijo em sua testa já enrugada. Queria, mas não posso... Não sei se ele voltará para casa, não sei quanto tempo resistirá, só sei que conforme os minutos passam, maior é a minha tristeza, e a saudade já me afeta como se ele já estivesse ido. Quando a hora chegar, não estarei pronta, afinal,  nunca estarei pronta para perder pessoas que amo, mas nada posso fazer a não ser escrever um texto em sua homenagem!

02/05/2014

eu vivo numa poesia mal escrita

eu vivo numa poesia mal escrita
um poesia talvez escrita por mim,
com o fim previsível, e sem rimas.
tão normal, tão comum, tão sem destaque.

eu vivo numa poesia mal escrita que coloca a amargura como uma amarga xícara de café
e que cada gole é especial, é dor, é mais,
e que no fim é só sobre saber viver.

eu vivo numa poesia mal escrita, em que alegria rima folia, e que tristeza
é igual a falta de beleza
mas que no fim, todos sabem, é só inve(r?)nsão.

eu sou uma poesia mal escrita que cada dia ruim é comparada com café ruim
que gole a gole a gente termina, e no fim, só resta a lembrança
que não tem motivos, que não tem medidas.

eu sou a poesia mal escrita em que os sussurros muito valem, e que os gritos também
mas ninguém se importa com a falta de emoção.

eu sou a poesia mal escrita com as piores palavras usadas:
todas conhecidas, e todas com mil e um significados. mas só um direto.
só um que foi escrito pensado em.

eu sou a pobre poesia, que acha que chorar é poético.
que acha que brigar consigo mesma é poético
que acha que o extremo é poético.

eu sou a péssima poesia que não considera que todos vivem uma poesia.
eu sou o tipo de poesia que acha que é única, dentro de si, bem no fundo, e que por outro lado
sabe
oh, sim, ela sabe,
está lá, num livro, de bilhões de páginas, e não, não é única
é igual
a
pelo
menos
umas mil.

eu sou uma poesia mal escrita, assim como muitas outras pessoas.
eu sou uma poesia esquecida.
eu sou a poesia insignificante.

e por fim, eu sou a poesia única.
a poesia humana.
a poesia mais poética de todas,
sensível,
humorística,
doce,
horrível,
cruel,
amável
e, porque não,
emocionante,

que todo mundo conhece, e é.

eu não acho que hoje seja o melhor dia

o que fazemos para chorar?

a imensidão da escuridão me rodeia, e aos rápidos goles frios de café e desespero, eu me vou.
o céu lá fora ainda está claro, e longe uma música toca.
ninguém vem aqui hoje.
achava que era mais tarde.

o tempo está se tornando maleável.
eu o crio. e eu o faço como quiser.

mas se vão, e se apressem, que eu não quero ter nada a ver com isso.
mas se vão, e não voltem, que a lembrança não me faz bem.

a escuridão me consumiu, e eu nada sou.
eu perdi a memória, e perdi os sentidos.
só não perdi os sentimentos.

que fazemos para pararmos de chorar?