25/04/2014

É de geração?

Pessoas, durante essa semana eu filosofei muito, pensei coisas toscas e coisas não tão toscas. Mas hoje a minha filosofia foi tão inspiradora que até decidi escrever. Durante a aula de biologia meu professor começou dar uma lição de moral na minha sala, e eu acho que cada palavra que aquele homem disse é a mais pura e triste verdade. Ele falou que nós, adolescentes dessa geração somos muito passivos, acomodados. Quando ele era adolescente, a geração tinha lutar pra conseguir ser feliz, ouvir músicas era muito difícil, ler era algo inacessível, e eles enfrentavam as dificuldades para conseguir se divertir.

Nós temos tudo na mão, tudo o que nosso pais não tiveram, eles dão pra nós rapidinho. Nos mimam e acabam exagerando nisso. Temos acesso a vários aparelhos eletrônicos, comida boa, liberdade de expressão, temos músicas o tempo todo. Isso faz com que não damos o devido valor para as coisas, faz com que não temos problemas na vida. Disse também que todas essas turbulências que temos na adolescência é natural, e não adianta ficar tomando remédio, o negócio é ir carpir um terreno!

Quando ele terminou de falar, uma menina disse que nós não lutamos e não brigamos por nada porque não temos um motivo para isso. E isso ficou na minha cabeça. Realmente, o que tem de errado nas nossas vidas? Falta de tempo, cansaço, preguiça, estresse, o fato de que temos que estudar? Mas por que estudamos e dedicamos tanto tempo aos estudos? Para passar no vestibular, é claro! E eu pensei, o vestibular é o grande vilão! Já que nossas vidas são perfeitas, não temos dificuldades, conseguimos tudo o que queremos e somos acostumados a ouvir só o "sim", vamos fazer com que esse negócio que possibilita o "não" seja o problema!

É até estranho pra mim, o que vou escrever agora, mas é a verdade! Há dois anos eu sou uma completa pirada com essa possibilidade do "não", eu sempre busquei ser perfeita para os meus pais, e para todo mundo. Me estressei e irritei todos a minha volta (Clara e Duda sabem bem do que estou falando), e agora que estou no terceiro ano, eu estou, como posso falar... "preguiçosa"!

Acho que já pirei muito por algo que é tão banal comparado a outras situação da vida. E se eu não passar na universidade que quero? Daí não passei e pronto. Todo mundo fracassa, todo mundo erra, e quando isso acontece temos que buscar nos levantar, mas por que não posso ter um "não"? Se eu passar, ótimo! Não estou dizendo que joguei tudo para o alto e que a sorte me ajude! Não. Estou estudando, e muito, mas não estou enlouquecendo, ainda tenho uma vida além da escola, estou vendo que a vida é muito mais do que uma prova, e eu sou uma mísera pessoa no mundo.

Outra coisa que filosofei essa semana, e que conclui o que falei -ou não- é que se pararmos pra pensar, estamos morrendo. Todo mundo começa a morrer a partir do momento em que nasce. É a lei. Tudo o que nasce morre, e não tem como fugir disso. Então já que estamos em uma caminhada rumo ao banquete de microrganismos, por que não viver sem se preocupar tanto com coisas banais e fúteis? Por que não nos admitir errar e perder? Por que? Por que tentar ser perfeito? Bom, são essas as perguntas que para mim ficam sem respostas, mas que podem mudar meu modo de agir e pensar. Vamos agradecer mais,dar mais valor para tudo o que temos e reclamar menos, porque infelizmente, poucas pessoas nesse planeta tem isso.

Um comentário:

  1. Juro pra você que não tem coisa que mais me irrita do que professor parando aula pra dar lição de moral. Não vale a pena. O papo é irritante e depois de toda a ladainha a gente continua a mesma coisa. É bad mas é a realidade. E estou pensando em não fazer faculdade. :~~ Acho a vida fútil e banal, me matar de estudar e depois morrer trabalhando. Com sorte morro antes dos 30. :~~

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?