26/01/2014

Ela me escolheu...

Nunca tive vontade de ser mãe. Nem ouvindo muitas meninas da minha idade discutindo sobre os nomes de seus futuros filhos, ou como elas irão vestir seus bebês. Nunca tive vontade de receber um presente de dia das mães, ou carregar uma criança na minha barriga por nove meses. Nem ouvir minhas tias e minha mãe dizer que não há nada melhor do que ter um filho, me fez querer ser mãe.

Mas tem uma outra coisa que sempre quis ser: madrinha. Não importa se de batismo ou de crisma, mas eu sempre quis. Porque pense comigo, você não escolhe seus irmãos, ou seus pais, mas você escolhe seu padrinho ou madrinha de crisma, e alguém escolhe você para ter um afilhado.

Escolhi minha madrinha de crisma quando tinha 7 ou 8 anos, e foi a prima L. Ela morava na cidade onde eu moro. E hoje percebo que não existe ninguém no mundo que desempenharia a função melhor para mim do que ela. É meu exemplo, e eu quero ser como ela. Quero ser honesta e ter o caráter dela, estudar, trabalhar no que gosto, e realizar todos os meus sonhos.

E existe uma pessoa no mundo que eu sempre quis que me escolhesse para ser seu exemplo, para ser sua guia: minha irmã H. E hoje, ela colheu uma flor e quando foi me entregar me convidou para ser sua madrinha. Eu não consegui segurar e comecei chorar na hora. Minha mãe também chorou.

Vai demorar para ela ser crismada, ela nem começou ir à catequese ainda. Mas quando esse dia chegar, será um dos melhores dias da minha vida. Espero desempenhar a função da maneira mais perfeita possível, assim como a L. desempenha. E a minha pequenina será muito mais do que minha irmã. Só para constar, estou chorando enquanto ouço Lykke Li e escrevo esse texto.

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