31/12/2014

2014 e ano nenhum cabe em palavras

Todo ano eu escrevo um post sobre o ano que acabou. Falo como foi bom, como foi isso, e como foi aquilo. Sempre. Mas esse ano vou deixar de ser besta. Não vou fazer isso.

Mas é claro que esse ano tenho algumas notas a fazer: consegui três novos amigos (online, é claro... a vida não é tão bela assim), cortei meu cabelo bem curtinho e voltei a franja, tive um ano bem normal e ocorreu tudo bem.

Ano nenhum cabe em minhas palavras. É difícil descrever um ano. um período tão longo. Tantos altos e baixos, tanta coisa que mudou repentinamente.  Não dá para anular algo por conta de outro. Compensar. Não existe.

O fato é que todo ano é especial, e se não for, isso não é problema da data, porque a verdade é que ano novo é uma desculpa para a gente reafirmar tudo. E é claro que nada vai mudar da noite para o dia, porque adicionamos uma unidade a mais na última casa do ano. Mas a esperança é algo bonito, e que deve ser cultivado. QUE 2015 TRAGA O QUE 2014 NÃO TROUXE, sim!

Não dá para pular ano, e cada dia a gente levanta e segue uma coisa diferente, que não faz parte de um aglomerado de 365/6 dias, ou 30 dias, 7 dias, 24 horas, 60 minutos, 60 segundos. Cada milissegundo é uma coisa totalmente diferente.

Aliás, em um período especial desse aglomerado de 365 dias eu deixei de ser besta. E quer saber? Tô bem. Melhor que nunca. Não digo ocasião em especial, fato especifico, porque sei que gentes vão pensar que eu tô querendo é mentir pra mim mesma. Mas eu não tenho medo de nada, porque até hoje, eu só saí por cima. Ou ache que isso.

Que venha 2015, 2016, 2017 etc e que com eles apenas venha a vida. Porque é isso que interessa.

E se não estiver tudo bem, calma, que tudo passa, até banana (gente, que absurdo, eu não sabia que tinha banana passa...)
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10/12/2014

Mais uma pedra no caminho da sociedade

Em primeiro lugar, eu quero esclarecer que não é falta de louça pra lavar, não é ser leviana com meu corpo, não é culpa da vítima, e por último, mas não menos importante, não é falta de homem! Essas são algumas frases bem presentes no nosso cotidiano carregadas de machismo e preconceito; frases as quais fazem companhia a atos de violência física, psicológica e verbal contra a mulher, e que muita gente diz ser apenas brincadeira, apesar de não ser. Nas últimas semanas dois fatos sobre machismo bombaram na internet e deixaram muitas pessoas indignadas: o primeiro foi a pesquisa realizada pelo Instituto Avon e Data Popular que entrevistou 2.046 jovens de 16 a 24 anos de todas as regiões do país, e a outra foi a frase dita pelo deputado Jair Bolsonaro à deputada Maria do Rosário.

Eu não vou falar sobre todos os dados, mas de modo geral a pesquisa mostra que  96% dos entrevistados afirmam viver em uma sociedade machista, 48% deles dizem achar errado a mulher sair sozinha com os amigos, sem a companhia do marido, namorado ou "ficante", 76% criticam aquelas que têm vários "ficantes" e 80% afirmam que a mulher não deve ficar bêbada em festas ou baladas. E o deputado disse que não estupraria a colega porque ela não merece. E eu, assim como várias pessoas, fiquei chocada com os dois fatos.

A pesquisa e o comportamento do deputado mostram como nossa sociedade é machista sim, como as mulheres ainda não têm o o mesmo respeito e direitos que os homens têm, e porque é preciso fazer muitos textos, campanhas e abordagens sobre esse assunto que ainda é visto como coisa de mulher insatisfeita, pois o machismo não é um pensamento de homens, mas é um pensamento passado de geração em geração entre homens e mulheres.

Cresci ouvindo algumas tias mandar eu lavar a louça, e quando pedia para meu primo me ajudar elas soltavam aquela frase "Lavar louça não é coisa de homem, Marina, para de reclamar e faça o seu serviço!". E quando era pequena e as vezes chamava algum amiguinho para brincar de boneca ele dizia "Boneca é coisa de menina!". Também tinha aquele conceito de rosa é de menina e azul é de menino (não é um conceito infantil, pois alguns estabelecimentos têm a placa rosa para banheiro feminino e azul para masculino). A ideia de que as meninas são mais quietinhas, comportadas e cuidadosas, e os meninos bagunceiros e desobedientes, e o que foge disso é anormal.

Eu cresci e vi que tudo apenas piorava. Quando um homem fica com várias mulheres ele é o garanhão, mas quando uma mulher fica com vários homens é a puta! Se uma mulher faz algo de errado no trânsito "tinha que ser mulher!". As profissões também são rotuladas; designer é coisa de mulher e engenharia de homem, isso porque os homens são inteligentes, e as mulheres têm bom gosto (quanta mente fechada)! O abuso sexual, e a violência doméstica. A diferença no salário e no reconhecimento. Os assédios nojentos que as mulheres sofrem ao andar nas ruas. E nas coisas mais simples como o corte de cabelo, as atividades, bandas, filmes e livros que gosta. Tudo é definido como "coisa de homem" ou "coisa de mulher".

 Mas mesmo com todos os argumentos, todas as provas de que as mulheres não possuem o respeito que merecem, há pessoas que afirmam não existir machismo, que as mulheres precisam se dar ao respeito, e as feministas odeiam homens. Essas pessoas -não sei se fico brava ou com dó delas- confundem feminismo com femismo. O feminismo busca a igualdade de gêneros, o fim dessa segregação e inferioridade da mulher. Enquanto o femismo acredita que as mulheres são melhores e superiores aos homens.

Ainda não alcançamos tudo o que merecemos e precisamos, e para conseguirmos, precisamos lutar muito contra pensamentos machistas, preconceituosos e conservadores. O que é bem complicado quando até políticos que tem como função ajudar a sociedade ir pra frente se mostram incapazes de respeitar as mulheres. O texto ficou um pouquinho muito grande, e ficaria maior se eu fosse escrever tudo o que penso sobre, mas precisamos falar sobre isso. Eu sou bem chata com esse assunto, e quando alguém diz "Isso não é coisa de mulher" aí que eu vou e faço, claro que sempre vai ter alguém falando na minha cabeça, mas eu não ligo, pois é fazendo isso que as mulheres vão mostrar que são tão capazes e podem fazer tudo o que os homens fazem.

Se quiser diga-me a sua opinião sobre o assunto, será um prazer saber o que vocês pensam. E pra quem quiser ler mais sobre a pesquisa e a fala do deputado, eu li nas seguintes fontes, respectivamente:
• https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/os-numeros-do-machismo-no-brasil-pesquisa-revela-opiniao-de-jovens-entre-16-a-24-anos/
•http://www.valor.com.br/politica/3809906/bolsonaro-diz-que-nao-estupraria-deputada-porque-ela-nao-merece .

você/eu/nós

Tenta fazer charme não, por favor? Não adianta ir devagarzinho, na pontinha dos pés, com o riso no canto dos lábios, movimentos sutis. Tenta ser mais do que é não, por favor? Isso tá soando tão estranho, tão fora do seu comum, tão fora de si, que eu nem ter enxergo.

A vida anda cada vez mais depressa, cada vez mais corrida, e essa iluminação indireta, o quentinho do café e a fonte redondinha do livro não vai fazer isso mais devagar, não se iluda. Fica aí quietinha no seu canto por amor e não por se esconder. Não faça de sua imundice sua glória. Mas também não se esconda.

A vida trota, mas é um percurso longo. Demora até na velocidade da luz! Um dia de cada vez, mas como se fosse o último.

Olha pra frente, quanta gente, não? Você também é parte disso, e tão importante quanto cada um desses aí. Ó, não se iluda, que mesma fechadinha na sua caixa, no maior dos segredos, alguém sabe. Aprende a voar e se joga, mas com cautela, as cosias não são tão bonitas como digo, nem tão preto e branco quanto você pensa.

Encontra seu meio termo, porque essa sua atitude tá me matando. Ou vai pra frente, ou vai pra trás, mas não fica aí.

Faz charme não, porque ninguém repara. Tanto faz se você faz tudo delicadinho, ou não. Se você continuar assim, nem vai existir você.

09/12/2014

"Você vai para as cidades de papel e nunca mais voltará"

eu tô muito atrasada!!!! (se você ainda não leu, tem spoilers aí)
Eu geralmente não falo sobre livros porque nunca sei o que falar sobre eles. Mas existe esse livro, que se tornou o meu preferido meio sem motivos, que toda a vez que eu leio me traz um sentimento diferente. E não é só por isso que eu quis falar sobre. Só pra constar, isso não é uma resenha. Eu definitivamente não sei escrevê-las. É simplesmente um pedacinho do amor que eu sinto por uma obra literária.

Primeiro que, depois de lê-lo no natal passado, indiquei pra todas as minhas amigas que também curtem ler John Green, porque pra mim, Cidades de Papel é o melhor livro. E foi por esse motivo que eu reli esse natal e me prometi que todos os natais teriam Cidades de Papel embaixo do pinheirinho (é esse o lugar que eu leio nessa época ahahahahah). Voltando: bem, eu indiquei pras meninas e todas ficaram animadas pra ler, já que né, temos A Culpa é das Estrelas, o queridinho, O Teorema Katherine que não é tão bom mas ainda assim é uma leitura ótima e o aclamado Quem é Você, Alasca? que realmente é mágico. E aí veio a minha decepção. Não que eu realmente esperasse que todas amassem o livro ou coisa do tipo. Mas também não esperava que não gostassem do meu queridinho. Porque, por mais que tentassem ler, o livro não tinha um final e não terminava nunca, além de ser chato pakas.

Sabe, um pouco disso eu até consigo entender, porque realmente é enrolado, Margo se mostra uma vaca e toda aquela história do mistério e da ânsia de encontrar a menina supostamente perdida dá nos nervos a partir de um momento. E não é isso que deixa a história incrível. Pra ler Cidades de Papel você tem que ler as entrelinhas. Assim como o poema de Whitman citado durante o enredo. Assim como Quentin precisa ler as entrelinhas e entender como Margo, sua paixão de infância, a garota mais incrível do universo, realmente funcionava. O que é difícil demais, afinal, ela é meio complicada demais.
O que eu mais gosto nessa coisa toda é toda a parada de descobrir a si mesmo e às pessoas ao seu redor. Em perceber como elas realmente são e deixar pro lado toda a coisa que realmente importa. Margo era uma garota de papel, sem dimensão, que criticava o mundo à sua volta por não se encaixar nele. O mundo era de papel e ela também era. E só percebeu isso muito tempo depois, depois de ter feito muita burrada na vida pra realmente descobrir a realidade de si mesma. A nossa vida inteira passamos tentando descobrir o que somos e chega uma hora em que paramos e não conseguimos chegar a conclusão alguma: então nos acomodamos. É engraçado o quanto pensamos conhecer quem nos rodeia e na verdade, não sabemos nem um terço sobre eles. Somos muito mais profundos do que isso e mesmo as pessoas de papel, pessoas sem dimensão, sem profundidade, são excluídas disso porque todos nós somos pessoas em constante desenvolvimento e processo de encontro. A cada segundo novas ideias surgem, novos olhares e blá blá blá.

O bom de John Green é que ele consegue fazer apologias sutis às coisas. Dia desse eu estava lendo O Amor nos Tempos do Cólera (e depois de um ano ainda não terminei hahaha) e na parte em que o homem morre, Gabriel Garcia Márquez fala dos fios que se arrebentaram dentro dele. Que não suportavam mais, que estavam finos demais. E aí eu lembrei que quando Robert Joyner morre e Margo Roth Spiegelman diz que seus fios devem ter arrebentado, porque já estavam frágeis demais. E aí também são usadas várias metáforas pra vida. Além dos fios.

Eu nunca consigo desenvolver direito as minhas ideias, principalmente sobre coisas que eu gosto muito. Cidades de Papel é um livro que me fez rir e me identificar, porque eu acho que tenho um pouco de Margo. Todos temos um pouco de Margo. Todos nós queremos nos encontrar, ser bravos e seguir em frente. Começar a vida de um jeito diferente. É mais ou menos isso que fazemos quando um novo ano começa e tentamos deixar tudo pra trás e começar do zero (não tudo, mas vocês me entenderam). Quando criamos metas que não necessariamente serão cumpridas e quando estipulamos um tempo pra viver. Pra fazer as coisas antes que nossos fios se arrebentem. Pra que a gente não se torne pessoas de papel e sem profundidade. Pra que a gente realmente se encontre. Pra que tudo aconteça como tem que ser.
É claro, o fim não é tão previsível assim (e foi por isso que minhas amigas não gostaram e eu sei que muita gente também não). Pelo menos não foi pra mim, porque eu realmente pensei que Margo fosse voltar. Ou eu fui muito ingênua ao pensar que só existem finais felizes (aliás, ainda não vi nenhum final completamente feliz em John Green...). Quentin não encontra Margo e tudo fica bem, vivem um história de amor e constroem uma vida juntos, fazendo faculdade e vivendo na cidade deles. Quentin encontra Margo e percebe que aquela garota que era um milagre, que era incrível, é só uma garota como todas as outras. Uma pessoa normal, que vive em um constante dilema tentando se encontrar. E que toda aquela fachada era completamente diferente do que realmente acontecia. É por isso que eu não acredito em fachadas. Mas mesmo assim, sempre tem alguma coisa pra julgar (e ninguém escapa disso.). Somos todos humanos.

Além de ser uma história de grande amizade, de extremos, de amor e de busca pela verdade, Cidades de Papel é do John Green, e todo o mundo sabe que eu adoro esse cara. E não adianta fazer cara feia.

"Você vai para as cidades de papel e nunca mais voltará".

02/12/2014

i am the diva that you want to copy

Eu sou a menina tímida-sem-graça de todos os lugares que eu vou. Sou o desânimo em pessoa. Um pouco mau humorada. Com gostos um pouco elevados para os padrões do mundo. Não gosto de qualquer porcaria. Não gosto de conversa fiada. Não sou boa em ficar conversando com pessoa sobre nada - que me interesse. E me irrito em ter que fazer isso. Me visto meio mal, qualquer coisa que eu vejo pela frente. Meu cabelo é sempre bagunçado, mas acreditem, não quero deixar ele longo e liso. E claro, sou aquariana, o que acentua vários de meus adjetivos.

Eu não sou nem o quente, nem o frio. Talvez nem morno. Tô aqui, existindo. Nunca fiz nada de importante. Não escrevi um texto que fez alguém chorar, rir, ou despertou qualquer emoção em alguém. Nunca desenhei nada descente. Nunca falei algo que será citado. Nunca me apeguei a alguém que vá se lembrar de mim daqui alguns anos.

Mas eu penso que viver no nem-isso-nem-aquilo é bom. Não preciso de muito destaque. Eu preciso de dinheiro. E claro, uma boa xícara de café e de algo para fazer. Quero só estar viva por um tempo, depois passar pra melhor. Eu tenho treze anos, e eu não preciso de ambições. Não quero pensar no que pretendo fazer da vida. No que vou trabalhar. Onde vou morar. Quais viagens vou fazer. Se vou casar. Ter filhos. Fazer algo grande para a humanidade. Acredito que essas coisas acontecem naturalmente, e não tem como você forçar o futuro. Não é uma questão de destino traçado, mas o que for pra acontecer, acontecerá.

Olha, eu cansei um pouco de ligar. Sim, eu sou uma menininha estúpida de treze anos que não vai mudar o mundo. Mas eu não ligo. tenha a liberdade de ser/pensar o que eu quiser. E se eu quiser ser nada e mudar o mundo, então, é isso o que eu vou fazer.

01/12/2014

Puff! Acabou...


Bom, eu estou sem criatividade pra começar esse texto que provavelmente vai ser parecido com todos os meus outros textos patéticos, mas dessa vez eu quero compartilhar um sentimento bem bacana (mentira) que é inédito na minha vidinha pacata! É o seguinte: nos últimos três anos minha vida girava em torno de uma coisinha chamada vestibular. Essa coisinha me atormentava muito -atormentava quem lia os meus textos também, porque né - e esse ano foi o ano decisivo, o ano no qual eu faria o vestibular pra valer.

Sobre o curso que queria, desde os treze aninhos eu tinha certeza que arquitetura era a coisa ideal para minha pessoa, eu não me imaginava em nada a não ser isso. Eis que em uma tarde de abril meu colégio promoveu uma palestra com um engenheiro para falar de todas as engenharias, eu não queria ir porque já tinha a minha vida definida. Maaas... a palestra seria no mesmo horário que a minha aula de inglês, e quem fosse na bendita ganharia presença na aula. Eu como uma odiadora das aulas de inglês do colégio assumidíssima decidi ouvir o que o moço tinha a falar (importante ressaltar que muitos caras gatos estariam lá).

O engenheiro falou sobre aqueles cursos de gente louca que eu já conhecia, falou o que eu já tinha lido e ouvido, e se não fosse pelos caras gatos (e pelo próprio engenheiro gato) teria sido uma tarde perdida. Mas quando faltava vinte minutos para acabar a palestra, um menino (feio) perguntou sobre a engenharia de produção, e o engenheiro falou todo o tempo que lhe restava sobre essa engenharia. Eu admito que meu coração fraco pulsava mais forte enquanto ele falava, e eu fiquei muito interessada no telefone dele, digo, no curso!

Comecei a pesquisar mais sobre a profissão, o que fazia, prós e contras, mercado de trabalho, universidades, professores, matérias, minhas possibilidades, etc. Descobri que meu tio/padrinho dá aula nesse curso em uma universidade em Medianeira, conversei com ele, adicionei alunos do curso de diversas universidades e conversei com eles. Decidi mudar e apostei todas as minhas fichas nisso. Estudei o ano todo com muito empenho, vontade, esperança, determinação e outras coisinhas mais tipo o café.

Na UEL -principal e mais cobiçada universidade da Pequena Londres- não tem esse curso, mas quis fazer o vestibular só pra ver como estaria a prova, escolhi engenharia civil nesse vestibular. Eu tinha certeza que passaria para a segunda fase da UEL, e que tiraria nota muito boa no Enem. O vestibular da UEL  foi dia 2 de novembro, e minhas aulas foram só até o dia 30 de outubro, mas para quem passasse para a segunda fase ou ficasse de recuperação, teria aula por mais três semanas. Bom, estou de férias há três semanas...

Não! Não passei. Quando corrigi minha prova no dia sabia que não havia passado, mas a esperança ainda existia. Dia treze de novembro saiu a lista dos aprovados para a segunda fase. Meu nome não estava lá. Eu chorei pra caralho,fiquei bem triste e perdi toda a confiança que havia adquirido ao longo do ano. Fiz o Enem e fui mal também, infelizmente. Vi alguns dos meus amigos indo para as aulas, tirando fotos com meus professores e adicionando legendas do tipo "#vemsegundafaseuel #sóvaisegundafase". e vi muuuitos amigos na mesma situation que eu.Estamos sofrendo...

Nós nos esforçamos muito, batalhamos muitos, ficávamos na escola das sete da manhã até as sete da noite. Choramos, torcemos, rezamos, acreditamos. Mas tudo o que aconteceu foi a quebra na bolsa de esperanças. E foi então que comecei sentir esse negócio que parece não acabar mais. Eu estou com saudades dos meus professores, meus amigos, minha rotina enlouquecedora, minha expectativa, meus barbudos do cursinho, e o centro do meu universo de vestibulanda. Tudo acabou, e eu estou sentindo um enorme vazio.

Pensei que quando as tão sonhadas férias chegassem eu ia amar, mas estou odiando. daria tudo para ter tido aula até sábado passado e ter feito vestibular hoje. Pra resumir, porque o texto ficou enorme (Oh my God) eu estou triste por não ter passado e por saber que não vou mais conviver com meus amigos, estou com medo de não passar em nenhuma universidade, estou com saudade do que tinha antes, estou frágil por estar muito tempo sozinha, estou com medo de não estar pronta para essa nova etapa da vida (eu sei que não estou), e pra piorar eu não tenho certeza de nada! Sei que é uma bobagem tudo isso e daqui uns quinze anos vou ler e me achar uma adolescente fútil, mas não consigo evitar. Só queria saber o que vai acontecer, saber que vai dar tudo certo, que vou manter o contato com meus amigos, saber que fiz a escolha certa quanto ao curso e todo o resto. Mas não tenho certeza nem se vou acordar amanhã...

Então quando passarem pelo que estou passando, falem comigo, porque vai ser um prazer saber que não sou a única, e vai ser um prazer tentar te ajudar. E ah, eu não expresso a maioria dos meus sentimentos aqui, mas não queria encher uma pessoa específica, e sim várias que não conheço!

20/11/2014

12

(alerta de post produtivo)
Passando hoje por todas as bandas que eu geralmente escuto, tive a ideia mais besta de todas. Mentira, já tive altazideia tosca na vida. Eu sou tão criativa que tirei inspiração em Drowners pra fazer a lista dos membros mais atraentes das bandas que eu escuto. Além desse gif aí que veio dessa foto.
Por aqui a Duda já expressou o amor dela pelo Hitt, uma coisa que todos deviam fazer porque realmente, o cara é genial. Ah, isso é realmente um post irritante, então se você não quiser ver caras lindos em um blog legalza1 que nem esse, então procure outro canto. Sim, hoje tô exaltada. 
(as fotos escolhidas mostram a real beleza e motivo pra serem atraentes todos esse caras)

sou mais macho que muito homem!
1. Pra começo de conversa, desde uns dez anos de idade eu digo que queria me casar com Freddie Mercury. É desde que o Queen é minha banda favorita que esse homem é o grande amor da minha vida. Pena que né, a gente já não tem mais ele. Mas ao contrário do que muita gente diz, Mercury era sim um cara atraente pakas. Super charmoso e sabia ser sexy sem ser vulgar.
2. Com carinha de menino e uma inibição grande pra sorrir, Jake Bugg deixa meu coraçãozinho quente. É claro que a maioria também pensa assim, porque né É O JAKE BUGG AAAAAH!!. 
3. Fugindo do clichê e falando sobre um cara que ninguém acha gato, Alex Turner (pensou que era verdade, né? não era.) que não é considerado por mim um cara gato mas tem pinta de malandro e muito furo na cara, o que não deixa de ser galante. O negócio é: Arctic é uma boyband muito gay, mas o Alex é um gostoso. Desculpa o palavreado.
4. Mais um que ninguém ouviu falar: Andrew VanWyngarden tem um estilo único e caracóis lindos no cabelos. Além de carinha de anjo e gato psicodélico.
5. Tava faltando o maromba da turma. Blé, não. O Freddie Cowan é o gato do The Vaccines. Minha irmã adora colocar ele na capa do facebook e sair pulando toda a vez que vê uma fotinha dele no tumblr. Maxilar bem definido e mais uma vez mostrando o poder dos cachinhos <3
6. Chegou a vez do queridinho da meninada. Matt Hitt (meu querido Étienne <3) é perfeito e não tem nada pra falar.
7. De uma das bandas que mais adoro, o Zachary Cole Smith é todo esquisitinho e me lembra demais os boys indies do meu colégio. 
8. Depois do Lollapalooza 2013 foi que me apaixonei de vez por Arnar Rosenkranz Hilmarsson, tanto que até decorei esse nome facinho de islandês que ele tem. É o baterista do OMAM e tem braços maravilhosos. Além de um rosto lindo e cheio de barba (na maioria das vezes).
9. Chester Hansen, o baixista do BBNG (esse trio maravilhoso que considero pakas) tem carinha de neném e mãos habilidosíssimas - no baixo.
10. Não podia faltar o loirinho que tem uma das vozes mais lindas de todas e ainda canta a minha música. Phillip Phillips é caipira mas não perde a gatisse. (quem disse q caipira n eh gato?)
11. O único brasileiro dessa lista pobre é o Chay Suede, um cara por quem eu não dava nada por causa de Rebelde (preconceito feio) mas que depois se mostrou tudo isso que eu acho hoje. Reparem nos dentinhos dele, please! São lindos. O resto do Chay também. Principalmente o cabelo. E o resto. Ai.
12. E eis o último, um que anunciou ontem mesmo o novo disco que está por vir (depois de muito tempo). Elvis Perkins que tem cara de professor de sociologia.

Ufa! Fiquei procurando em todas as bandas que eu ouço uns gatinhos pra adicionar à lista. Mas foi impossível fugir do clichê e não falar só sobre todos os que todos já conhecem. Pra informação de todos, eu gosto muito de ouvir bandas só por causa de algum membro bonitinho. Aliás, faço isso o tempo todo. Acho mega importante, mesmo que beleza não seja tudo. Tá, é claro que eu não vou lá e escuto Gusttavo Lima o tempo todo só porque ele é um gato br ozado, porque a música dele é realmente um tchereretchetche de ruim, mas de qualquer forma, é meio importante prestar atenção a esses detalhes.

Percebe-se que a lista é meio vasta então me apresentem caras gatos, digo, bandas legais pra eu conhecer mais. E percebe-se também que escrever do jeito Capricho não é o meu forte. 

15/11/2014

tudo bem se eu voltar pra cá?

Assim, eu tinha um blog terciário onde eu falava de moda/leitura/música/afins, o apenas mais uma xícara de café. Aposto que vezenquando vai dar vontade de escrever sobre algum livro ou pessoinha com trabalho legal. Então, tudo bem se eu me apossar do VA?

Isso pode soar muito, muito, muito, muito mesmo estranho. Mas é, eu meio que voltei com o ânimo de escrever sobre mim. É tão fácil... E eu venho jogando muito Stardoll E eu nem sei o que eu tô falando.

13/11/2014

como meus dias vem sendo curtos e eu não faço nada

Hoje eu tava na academia (sim fofinhos, deixei o sedentarismo de lado), escutando aquele monte de música ruim, e andando na esteira, e pensando em como minha vida anda chata. Antes, eu tinha muito... welll... o que reclamar. E agora? Nem isso!

O x da questão é: o que é da Duda quando as coisas estão nos eixos?

Meu último post foi falando em como minha vida andava Matt Hitt (um bom termo para muito boa). Mas ontem, meu dia - e pelo visto, de várias outras pessoas -, nasceu estranho. E pela primeira vez eu não parei pra pensar na minha vida atual como: "ok, e agora? a coisa tá boa!", e voltei para o: "que raios eu estou fazendo??????????????".

Preciso dizer que é mais ou menos isso que vem me acontecendo. Eu já não sei de mais nada. Uma fase boa passou, e agora? Agora eu choro.

Tirei 8,6 no meu simulado. 8,6 NO MEU SIMULADO. Todo mundo falou uau, porque foi a maior nota da sala. Mas, com licença e desculpa a sinceridade, eu sou mais que isso, meus caros. 8,6 não é pra mim. Eu acho horrível. É aquela nota feia que eu só admito em Educação Física (se eu tirar 0 em Educação Física eu vou pensar "nossa, como eu consegui isso? sério que não foi -1324534543514354524,455?)  que faz meu coração bater mais rápido de ressentimento. Se eu vou me enfiar atrás de um livro pra voltar ao "normal"? Não. Então do que estou reclamando? Alguém que nunca pegou um livro pra estudar durante todo o seu tempo escolar está reclamando de um 8,6?

EU TE DIGO: OS MAUS TEMPOS VOLTARAM. PESSOAS AO MEU REDOR, A VELHA DE 85 VOLTOU.

Ah, eu também comecei a tomar café da manhã, e estou comendo mais torradas do que nunca. Consegui diminuir uma colher de açúcar do meu café, e comecei a criar cabelos no Stardoll. Também venho ouvindo muito que minha doll é feia, e que eu me visto feito uma louca. Mas para essas questões stardolísticas, só tenho uma coisa a dizer: eu sou a diva que elas querem copiar.

Queria deixar isso registrado. Apenas.
Então, tchau.

13/10/2014

Divagações sobre como o tempo passa, a gente não percebe e também não faz nada

E como todo o segundo semestre de ano, as coisas ficam finalmente boas. Esse ano a capricho (não que eu leia isso, porque né? claro que leio) disse que depois da metade de 2014 os garotos iam me perceber mais e todo aquele mesmo blá blá blá de sempre. Porque é seeeempre assim. O negócio é que parece que nunca nada muda e quando alguma coisa acontece, por menorzinha e mais insignificante que seja, causa o maior estardalhaço na sua vida, porque MELDELS QUE LOUCURA ACONTECER ISSO!!! E foi exatamente isso, esse ano, de novo. Como sempre. Aliás. Todo o ano eu encontro o amor da minha vida. Mesmo que esse amor da minha vida dure apenas uns três dias. O que meio que não aconteceu dessa vez.

Ok. Antes de começar tudo isso de novo, esse papo de oi amigos estava vendo um filminho podre da Disney até agora, eu preciso explicar que eu realmente estava vendo um filme da Disney agora mesmo e tô, inclusive, ouvindo a playlist do bendito. O filme se chama PROM, e vocês já podem imaginar do que se trata: a mesma coisa de sempre. Coisinhas que me fazem rir sozinha, toda boba. É. Enfim. Bem, como eu dizia, nesse ano nada foi diferente. Quase os mesmo amigos, até menos, notas mais baixas na escola, ensino médio... nada de novidade até aí. E aí, adorável como sempre, a CH estava certa. Esse é o motivo dos últimos três ou quatro textos ridículos que escrevi nesse blog ultimamente. Tem esse boy. É, tem ele. E por mais normal que pareça gostar de alguém e talz, isso faz uma bagunça do caramba na sua vida. Ainda mais quando você tem quinze anos (quase dezesseis!!!) e adora glíter.

Eu fico imaginando porque é que eu não fui uma criança mais como eu sou agora. E pensando em como é engraçado perceber que se cresceu. Eu era uma criança muito zoada. Não que não seja uma adolescente zoada agora. Porque olha, isso é realmente algo que eu sou. Na verdade, meus amigos costumam dizer que sou meio boba demais porque adoro fotos com webcam toy, e esse tipo de coisa meio tosco. Tanto que: sábado duas amigas minhas vieram em casa pra ver filme e comer fondue e se recusaram a tirar fotos com efeito de balada comigo. Com medo. De serem. Retardadas. Não vou dizer o nome delas, mas podem ficar sabendo que estão na minha lista negra. Sabe o que é? I don't care. I don't wanna go to school, I just wanna break the rules. Ou quase isso.

Percebi direitinho que não consigo mais finalizar um texto sem ficar com cara de que tenho retardo mental ou que sou muito bobinha pra viver. O fato é que sou realmente muito bobinha pra viver, mas como eu disse no primeiro parágrafo: não muda muita coisa na minha vida. E como eu disse no segundo parágrafo: na verdade, algumas coisas mudaram, sim. E isso vem fazendo uma grande diferença na minha vida que até agora fora insignificantíssima. Aliás, não tem muita coisa que eu tenha feito na minha vida e o que eu acho um pouco menos irrelevante eu escrevo aqui (ou seja, analisem o nível da vida da pessoa). E como eu disse no terceiro parágrafo: eu ainda não percebi que cresci e que já tenho quase dezesseis anos e com mais um ano e pouquinho vou estar partindo dessa pra uma bem pior, a faculdade e a vida por mim mesma, coisa que esperei a vida toda mas que, agora que se aproxima, bate aquele medão.

Eu sou cheia de opinião, na verdade. Sou realmente repleta delas. Cheia de vontade de mudar o mundo e de fazer coisas bonitas. Mas na maioria das vezes tenho tanto medo que sinto que aquilo não é pra mim. Que vou parecer patética por isso ou aquilo. E que vai ser um completo desastre. Tenho medo de que, na hora em que eu realmente for tentar fazer alguma coisa com a minha vida, estrague completamente o que ainda não havia sido feito. É claro que minha vida nem começou ainda. Eu só tenho quinze e nem conheço minha própria cidade!!! Mas a minha vontade é, de verdade, poder falar na cara das pessoas o que eu realmente penso, e, como eu disse na minha descrição (que você confere na página Sobre Nós desse blog), meu sonho é ser insolente. Além de me casar com o Archy Marshal, é claro.

Isso que é o legal. Ficar divagando sobre uma coisa completamente besta enquanto ouve uma playlist de um filme da Disney. Aí vem sua mãe, fica horas no computador depois de te tirar enquanto está escrevendo um texto (no caso, esse) e depois desliga, sem mais nem menos, alegando que você não devia estar, mesmo, fazendo algo importante. Na verdade, acho que é isso o que me deixa tão não importante e obstruída. Essa falta de confiança. Ainda tenho muita coisa pra melhorar. Obrigada, segundo parágrafo.

29/09/2014

eu me sinto meio perdida e com vontade de fazer as coisas um pouco diferentes

os últimos dias têm sido o que há de melhor: alguns bons livros pra ler, chuva, dias de bom humor... mas definitivamente, as coisas não são mais como eram.

há um tempo atrás, eu correria para fazer algo. não deixaria coisa alguma pendente. eu ligaria para muito, faria muito. mas hoje, quer saber? não é o meu dia. não é o meu tempo.

eu me sinto mal de pensar isso. me sinto mal com a possibilidade de mexer um dedo sequer para mudar o mundo.

as coisas vão bem. já foram melhores. já foram piores. as coisas só estão andando.

e andam.

taylor swift book tag



não mesmo, amiga.
fui indicada pela duda pra responder essa tag que consiste em
associar livros à músicas da taylor swift.

espero que vocês gostem porque foi muito legal gravá-la, mesmo com toda a minha inibição com vídeos e coisa e tal.

com mais treino eu acho que consigo, né?

o único blog indicado foi o apenas mais uma xícara de café, mas quem quiser fazer, fique à vontade!!!


25/09/2014

busca

o tempo passou rápido demais, e eu continuo com as mesmas perguntas de sempre.
eu não quero ter que voltar e pensar que isso algum dia foi verdade,
mas também não quero que isso que fique no total passado.
eu quero continuar meus passos, quero manter minha vida em atividade.
quero que algo além, que eu consiga com um toque alcançar.

e então a chuva vai caindo lá fora,
como tal não fosse culpada,
e eu continuo embaixo do teto, embaixo dos cobertores, embaixo de qualquer coisa que me pareça uma proteção.

o tempo vai, e vai, e vai.
e não volta, volta, volta.
só eu que não avanço.
só eu que não acompanho o balanço.

mas definitivamente, tudo segue em frente.
nada precisa de muito sentido, nada precisa de muita alegria.
as coisas precisam de forma. e apenas isso.
as vezes elas são físicas, as vezes palavras.
ainda existe quando elas não são mais que mera lembrança.
sem sentido. se forma.

e eu volto cada vez mais pro que passou e penso como nada sou.
há quem diga da minha sorte. do meu saber. de qualquer coisa minha.
mas no fim, eu sei, que não existe nada. nada.

poso estar aqui, mas e depois? e depois não estarei em lugar algum.
sem forma e sem sentido.

mas eu não quero fazer sentido.
não quero fazer sentido.

23/09/2014

eu li um livro do nicholas sparks

Se tem uma coisa que eu abomino, essa coisa é o Nicholas Sparks.

Esses dias, eu cheguei na biblioteca e não tinha nenhum livro diferente, interessante, de capa bonita, ou leitura obrigatória. Mas eu também não tinha nada para ler. Então olhei pros lados e pensei "abomino tanto o cara, mas é tudo por causa de uma ideia vinda dos filmes. E a lógica é clara: filmes < livros". Peguei A Última Música para ler.

Fui arrastando a leitura até hoje. Hora do pai da moça morrer de um infeliz câncer.

E o que eu achei? Péssimo. Escrita péssima, estória péssima, personagens péssimos. Tudo péssimo. Mas além disso, tenho uma coisa a confessar: eu chorei. Quer dizer, se você não chorar, não vale a pena ler. Mas eu definitivamente não chorei por causa do pai da tia que tava com uma doença terminal. Esse livro muito filho da puta me lembrou da minha vó. E isso simplesmente me deixou muito, mas muito mesmo, chateada com esse cara de cabeça pequenininha e corpo malhado e sorriso perfeito.

Eu tava na escola, eles estavam tacando objetos que várias vezes me acertavam, e eu lendo aquilo. Me deixou triste e muito para baixo. E eu chorei tanto. E eu tava no meio da escola. E eu odeio que me lembrem da parte triste disso tudo.

E o que Nicholas Sparks me mostrou no final? Que além de muito péssimo escritor, ele também é muito cruel.

14/09/2014

HOJE EU ACORDEI SENTINDO FALTA DE VOCÊ

Tô morrendo de vontade de postar mil e uma mixtapes românticas, falar de algum filminho bobinho ou de Lola e o Garoto da Casa ao Lado. Simplesmente porque eu tô na época mais gay ever.

Mas eu nem preciso falar nada. Só esse filme já exprime a minha vida nesses últimos dias.
Becky
O amor não está tão no ar assim.
Bem, talvez esteja.

04/09/2014

Um pedido

Caras Tartarugas,

Tendo em vista a incapacidade humana em dirigir, governar, comandar ou guiar os países, cidades e estados brasileiros, peço a sua candidatura para os cargos de presidente, deputados estadual e federal, governador e senador. Tenho a certeza de que vocês, com seus pequenos e lindos rabinhos, e suas quatro nadadeiras muito fofas serão incapazes de roubar dinheiro público, fazer campanhas com dinheiro público, comprar votos, e também não serão corruptas. Eu agradeceria muito se aceitassem minha convocação, pois é muito difícil para a população brasileira ser obrigada a escolher o menos pior dos candidatos aos cargos públicos. Somos obrigados a ouvir propagandas enganosas em um horário destinado à isso, e precisamos acreditar que farão o que dizem em suas campanhas. Entendam queridas, eu não compactuo com nenhum partido nem candidato, mas sei que é o meu dever, e obrigação (o voto não é facultativo) votar, apesar de que seria bem melhor se os candidatos não pudessem dizer nada, assim como vocês não dizem. Melhor ainda se eles fossem verdinhos e tivessem cascos muito fofos, e olhinhos bem redondinhos, que me encantam muito, e não poluíssem a cidade com carros que tocam suas músicas grudentas e irritantes de campanha eleitoral, nem sujassem a rua com papeis estampados com seus sorrisos falsos. Eu poderia fazer um texto falando para os leitores pesquisarem antes de votar, e serem sensatos na sua escolha, mas todos já estão cansados de ouvir isso, e como já dito anteriormente, teremos que escolher o menos pior. Então se acreditam que a sociedade brasileira pode melhorar, apresentem-se à candidatura, e terão o meu voto.

Cordialmente,
uma cidadã em época de eleição.

28/08/2014

Minha sombra hipocrisia

Facebook
Fui para a rua e briguei,
ergui cartazes, vesti máscaras,
até nas redes sociais protestei.
E hoje, depois que o fogo se apagou,
não me dou o trabalho de pensar
nas causas pelas quais lutei,
nem nos objetivos que almejava.
"Não precisamos de copa, precisamos de hospitais!"
Vesti minha camisa amarela e torci.
"Precisamos de uma educação digna!"
Se não durmo, mexo no celular durante as aulas.
"Não coloque bandidos no poder!"
Votei em um político que só beneficia o próprio bolso.
Na verdade, fui aos protestos porque todo mundo foi.
Eu não ligo para ninguém além de mim.
Se eu tenho o que quero, danem-se todos!
Por que perder meu tempo com os outros,
se hoje vou à balada com minha ID falsa?
De quê adianta pensar em tantos problemas,
se é meu pai que me banca?

22/08/2014

mas, definitivamente, a vida continua

Estou eu discutindo sobre como a vida continua, como a vida de alguns parece tão simples e de outras tão hard. E de pessoas que tem problemas existenciais, e de pessoas com problemas de verdade e de todas essas coisas com Carol.

Mas a vida continua. Eu já tentei me convencer disso. De que todo mundo sobrevive, de que todo mundo tem, lá no fundinho, algo de especial. Inclusive eu! Por mais que isso pareça impossível. Talvez ser a garota boa nos estudos seja o que há de melhor em mim, e eu deveria aproveitar. Ou sei lá.

A questão (como vocês já devem ter percebido, minha vida é cheia de questões principais que sempre são AS questões...) é que ninguém sabe viver. A gente só vai andando. As vezes as coisas não dão muito certo, e você precisa pensar um pouco, saber um pouco dos outros, respirar, beber uma boa xícara de café e ter uma boa noite de sono.

Mas todo mundo sobrevive. E até gente muito mais lerda sobrevive Até gente muito menos amada sobrevive. Por que não eu? Quer dizer, talvez meu talento não seja esse nenhum já conhecido. Talvez eu tenha talento para algo. Mas quem liga? Que dizer, todo mundo sobrevive. Já vi gente na pior. Já vi minhas perguntas serem respondidas. Já vi meu mundo começar a fazer sentido. Muito mais sentido do que o de muita gente, que no fim da coisa toda, terá sobrevivido tempo suficiente.

Então as coisas vão acontecendo. Vão fluindo. Assim como esse texto. Começam de um jeito e terminam de outro. Mas se a coisa toda for um livro dessas séries que você já sabe todos os passos - o final todos sabemos.. -, não tem graça. Ou tem. Porque nos sabemos que nada mais somos do que simples animais que nasceram para se reproduzir e livrar a espécie da extinção. Isso é tão complexo. A vida definitivamente não faz sentido. O sentido da vida não faz sentido, nem me parece justo.

POR QUE RAIOS ESTAMOS AQUI? POR QUE TANTAS PERGUNTAS NA MINHA CABEÇA, SE NO FIM, NÃO VAI SOBRAR NADA DISSO?
rollercoaster | via Tumblr
Correndo sempre no mesmo lugar... Oh dear unicorn...
pretty-transparents:

silky bow ♡ ♥
Float forever

16/08/2014

Porque ultimamente tudo é rosa (e um desabafo)

Apenas pra constar
minha obsessão
por rosa.
Mesmo que momentânea.

Se tem uma coisa que me deixa boladaça é a tal da coisa de comparar um livro com outro do mesmo autor. Tipo: John Green escreveu A Culpa é das Estrelas e depois Cidades de Papel. Todos amam o primeiro e muitos detestam o segundo. Ficam todos esperando a mesma fofura, a mesma história bonitinha pros dois livros só por serem do mesmo autor. O negócio é que cada livro tem uma vibe e uma história que precisa ser mostrada. 

É a mesma coisa com a Stephanie Perkins: o pessoal lê Anna e o Beijo Francês primeiro e logicamente ama. Depois lê Lola e o Garoto da Casa ao Lado e espera a mesma coisa. Galerê: são dois livros, duas histórias diferentes. Mesmo que do mesmo autor. Um autor não se resume a um tipo específico de livros. Assim como uma banda muda de estilo, autores escrevem conforme o que sentem no momento, com o que lhes ocorre.

Assim como cá estou eu a escrever esse texto, no meio de outra coisa completamente diferente.
pretty-transparents:

silky bow ♡ ♥
bahllsy:

☆ bambi/indie blog ☆

13/08/2014

Nicholas Mendise
estou com mania de escovar os dentes antes do café
e de ainda pensar em você

08/08/2014

Nos embalos de sexta à noite.

Faz uma semana, ou quase duas, que eu costumo sair quase todos os dias a tarde, fazer alguma coisinha, combinar de comer pizza com o pessoal e ficar mais sociável. Acho que isso também veio um pouco dessa semana em que, segundo meu horóscopo (e as conspirações da vida), tudo estava ficando certo pra mim, as coisas estariam se colocando nos eixos e eu me daria folga do mundo um pouquinho. Ontem depois do almoço eu estava escovando os dentes e a mãe veio me perguntar se aquela tarde eu ia sair, ou se tinha alguma coisa pra fazer. Eu não tinha, até porque isso não é nenhuma novidade pra mim. Aliás, nesses quinze anos todos, se eu for contar todas as vezes que sai pra passear com minhas amigas e fazer qualquer coisa pra dar risadas, não consegue-se encher duas mãos. Nem pra festas de aniversário eu fui convidada, pra se ter uma ideia.

O negócio é que nunca fui a mais popular na escola e nunca tive assim tantos amigos. Não que eu precise de tantos amigos assim. Eu tenho o que preciso e faço jus à isso. Gosto de ser assim. Mas aí quando percebo que realmente estou mudando, crescendo, por assim dizer, me tornando uma pessoa mais comunicável ou sei lá, aí eu vejo que realmente as coisas mudam. Chegava um tempo em que me convidavam pra ir tomar um sorvete no sábado à tarde, pra bater um papo ou ver um filme e eu inventava que tinha alguma outra coisa pra fazer, só pra não ir. Ao mesmo tempo que inventava que ia à festas só pra pensarem que eu tinha vários amigos e pá. Que imbecilidade, nem acredito que algum dia fiz isso. (foi na época dos óculos coloridos e Restart)

Amanhã vai ter um evento aqui na cidade feito pelo pessoal da Casa do Teatro em parceria com um bar bacana daqui. Eu juro, é sério, que nunca pensaria em ir a um negócio desses antes. Imagina: gente pra caramba, música alta, tumulto, falação, a chance de ter bebida derramada no calçado e de levar mil pisões no pé NUNCA me chamaria atenção. Já teve uma época em que fui convidada pra primeira festa de quinze anos da minha vida em que pensei que eu realmente tivesse mudado nesse quesito e que, de alguma forma, tivesse virado mais baladeira tuts tuts tuts. Só que não. E agora, não que eu tenha virado baladeira adepta do arrocha vamo lá tuts tuts tuts assim que eu gosto, não MESMO; mas agora eu me permito ser amiga das minhas amigas e falar dos gatos (que nem acho gatos) e correr o risco de ficar com refrigerante grudando na minha melissa até o fim do dia.

Algumas coisas na gente nunca mudam. Mas a partir do momento em que eu começar a ir em todas essas coisas e ficar bêbada e chorar pelos cantos, aí o negócio vai ficar sério. Mas é claro que isso ainda vai demorar. E muito.

Eu nunca vou parar de ser ranzinza e de mentir que tenho um compromisso pra deixar de ir a algum lugar pra que me chamarem. Porque eu sou bem filhona da mãe assim mesmo. E eu também sei que ninguém acredita que eu tenha sempre uma coisa pra fazer justamente na hora em que me chamam pra mais alguma coisa. Eu gosto de badalo, mas tudo na medida. E no dia em que eu quiser ficar em casa vendo qualquer filminho e tentando fazer um bolo de fubá, por favor, não tente me convencer a nada.

Minha vida não passa de uma tentativa de fazer as coisas darem certo. Eu já tentei ser A garota do colégio, A linda, A cultural, A baladeira. Mas hoje em dia... ah, hoje eu dia eu não quero mais nada disso. Eu só quero poder dormir nas aulas desinteressantes e poder escolher e dizer na cara das pessoas quando quero, ou não, sair de casa. Sem precisar torcer pra que chova e eu ter desculpa pra não ter ido.

Nos embalos dessa sexta à noite: bolinho da minha prima e apenas uma foto na webcam toy (é, eu estou conseguindo me controlar). (pra quem não sabe, sou viciada em webcam toy.)