05/12/2013

Foi tão longo. Foi tão passageiro.

Esse foi mais uma ano, meus caros. Vou me despedindo de 2013 já. Meu ano escolar acabou. Meu ano acabou.

Esse foi o melhor que eu já vivi. Tudo bem, todo mundo vai falar isso, e o quão idiota você foi no ano passado, e que você não quer que o ano termine. Mas meus caros, é o que nos move. Ser idiota num passado. Também é bastante natural e saudável querer o presente. Mas não é só por essas causas normais que eu digo isso. Esse ano, acredito eu, li os melhores livros que eu tinha para ler. Vi os melhores filmes que eu tinha para ver. Escutei as melhores músicas que eu tinha para escutar. E isso não é exagero. Eu mudei. E muito. Quer dizer, sou totalmente outra do ano passado, no começo dele eu ainda fazia revista para o blog...

Eu achei o ano passado incrível. Realmente, foi incrível. A mudança desse ano, tão pesada, tão visível, começou ano passado. Quer dizer, minha vida toda - grandes 12 anos, uhuuu! - eu nunca fui nada. Eu aceito. Tudo bem. Sempre serei a do canto, que não serve pra porcaria nenhuma. Mas você se acostuma. E quando você se acostuma, você muda. Quer dizer, você se compreende. Esse ano eu fui muito mais mal-humorada. Esse ano eu não tentei fazer amigos. Esse ano não me importei de ficar parada encostada na parede sozinha esperando até o sinal tocar. Esse ano achei isso normal. Não me achei vítima. E eu acho que isso foi importante para mim. E de qualquer forma, em momento algum, me senti sozinha. Eu tinha pessoas com quem conversar. Eu tinha com quem rir. Com quem chorar não. Não choro em público. Enfim, apesar de não procurar por amigos, eu os tive.

Ano passado foi ótimo. Não melhor do que esse ano. Teve tanta coisa. Sério. Esse ano não. Foi leve. Eu me deixei ficar leve. Eu fiz uma viagem legal nas férias, eu atrasei trabalhos - o que é grande coisa para mim, a aluna #1 da sala, sempre. - e tantas outras coisas, que, pelos passados duzentos, trezentos e tantos dias, eu me esqueci, que tornaram 2013 o melhor ano da minha vida. Me pergunte qualquer coisa no futuro. Dou-lhe a garanti de que irei citar 2013. Sim.

Foi tão longo, e ao mesmo tempo tão passageiro. Os dias foram lentos, mas os meses foram ligeiros. E acumulando os trezentos e tantos dias, são tantos! E tem cada detalhe, de cada dia, e cada dia tem tantos detalhes. E tudo foi tão especial. De qualquer forma. Mesmo que eles se mesclem com bons momentos de 2012, ou qualquer outro ano, eles ainda estão tão vivos. Tão frescos. Aliás, julho acabou ontem. Sim, foi.

De qualquer forma, foi só mais um ano. Alguns mais virão. Eu espero. E eu serei sempre frustada. Não sou tão especial quanto gostaria de ser. Mais um ano se passou, e nada do que eu pensei aconteceu. Afinal, o futuro é simplesmente uma grande nostalgia se assim é, do jeito que pensamos. Então, é isso. Mas um ano, e eu sou só mais uma. Igual você. Cada um é um completo nada. Um completo vazio. Só mais algum por aí.
Mas, mesmo sabendo isso, 2013 continua sendo meu ano. Eternamente. 13, número de azar. Que ironia.

Um comentário:

Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?