18/12/2013

Coisas de Marina e Helena


Há alguns minutos eu estava pensando em como sou importante para a minha irmã mais nova, Helena. Ela briga comigo, me bate, cospe em mim, bagunça as minhas coisas, passa os meus batons em suas sobrancelhas, afunda a minha cabeça na piscina, mostra a comida na boca dela enquanto como, deixa cicatrizes horrorosas em mim, e faz muitas outras coisas chatas. Mas a verdade é que não consegue dizer que não gosta de mim, porque ela me ama. Quando eu choro, é ela que vem enxugar as minhas lágrimas e falar alguma coisa sem graça pra fazer eu rir. E eu vi o quão importante sou para ela na segunda-feira a noite.

Helena, papai e eu fomos ao shopping comprar os presentes de natal. Eu pedi alguns DVDs e um CD e Lelê pediu uma barbie -pra variar. Chegamos em casa, tirei aqueles vários sei lá o que transparentes que prendem a barbie na caixa. Só pra constar, quando eu brincava de boneca elas não vinham com tanta frescura! Enfim,  abrimos tudo, admiramos nossos presentes, e eu quis abrir o da minha mãe, mas papai não deixou porque ela está viajando.

Mais tarde, eu estava em meu quarto lendo, quando ouvi batidas na minha porta. Fui ver o que queriam, e assim que abri, dona Helena entrou correndo, pulou na minha cama e falou: "Amanhã você brinca comigo com a minha barbie?" e eu falei: "Eu não brinco mais, Lê!", e ela falou: "Ah, por favor, Marina! Eu quero assistir algum dos seu files novos com você e quero que você brinque comigo!". E foi aí que percebi que brincar com ela não significava apenas brincar, mas sim ajudá-la a deixar a brincadeira mais legal.

Eu concordei em pegar uma boneca com o cabelo parecendo um ninho de passarinho, mexer e fingir que ela dizia "Oi, amiga, que lindo o seu cabelo ruivo!" - Claro que ela ditou a brincadeira toda, eu só obedeci. Depois assistimos ao meu filme. Ela perdeu a atenção nos primeiros quarenta minutos, mas não a culpo, é um filme parado. Mais ou menos...

Mas eu queria chegar na parte que diz respeito à admiração que ela sente por mim. Ela é orgulhosa de mais pra dizer, mas eu sei que quando ela me vê, vê um exemplo, algo que ela quer ser quando tiver praticamente dezessete anos. Ela vai querer fazer as coisas que faço por algum motivo que eu não sei. Pode ser apenas para ter algo em comum comigo, tirando a família, ou a aparência. Ela é difícil e chata, mas porque ela tenta de qualquer forma ser parecida com a Marina, a irmã mais velha chata e gulosa. Acho que nunca havia feito algum texto sobre a chata, digo, Helena, e como esse é o primeiro, sou obrigada a dizer que a amo muito, e que ela pode fazer o que quiser, que o meu amor por ela não vai diminuir!

Eu queria postar outra foto, mas ela  não deixou, então peguei essa meio antiga.

2 comentários:

  1. ah que coisa linda, mesmo aprontando muito haha ela realmente gosta de você, isso é bom. Melhor ainda é que o sentimento é recíproco né?
    e adorei a foto *-*

    Beijocas, http://meuvicioliterario.blogspot.com.br/

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  2. Cara, que lindo! Nunca tive uma irmãzinha. Tive irmãos da mesma idade que eu, praticamente. Deve ser outra coisa ter uma criaturinha assim do nosso lado.

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?