29/10/2013

sobre dilemas, livros que deixam saudades e cappuccinos gelados

Ahn, como começar? Não sei. Pois bem.

Uma vez fui na biblioteca da escola, ano retrasado, na verdade, e achei um livrinho de umas quarenta páginas. Um livro bem pequenininho. Bonitinho. Com uma história que uma criança de cinco anos facilmente leria. Mas tão complexa. Quer dizer, peguei-o por ser bonitinho, com capa azul carimbo e ilustrações adoráveis. Mas é tão infantil quanto "O Pequeno Príncipe". Não acho "O Pequeno Príncipe" infantil, apesar de toda a sua infantilidade. Não aquele não era como "O Pequeno Príncipe", era infantil mesmo. Que você quase não sabe o que estava fazendo lá.

O livro começava com a menininha principal falando que estava com um dilema. E explicava o que era um dilema. Eu não lembro qual era o dela. Mas OK. Então ao longo do livro ela viajava na banheira dela com a melhor amiga. E o texto, que era de pouca existência, ia seguindo o livro, e, de vez em quando, formando parte das ilustrações. Então ela achava monstros que não eram tão monstros assim, e cidades de meias perdidas. Para no fim o gato dela estar em cima da geladeira comendo bolo - acho que é isso que acontece.

Um livro e tanto. Quarenta páginas que uma garota de 10 anos achou incrível. Tinha partes de pura poesia. Outras de narrativa. Era lindo. com sua capa azul carimbo - eu amo essa cor. Mas na verdade, tudo isso me inspirou a escrever muitos textos. E é um dos livros mais incríveis que eu já li , é um livro incrível mesmo, por ter toda aquela simplicidade de um livro infantil, com uma poesia tão grande. Acho lindo.

Tem uns livros, aliás, que são uma fofura. Não aqueles romances, do Nicholas Sparks, ou sei lá. Tem uns que mexem contigo. São também esses malditos que deixam saudades. Que deixam aquele vazio. mas como disse Colin - personagem de um desses livros aí -, os vazios não saem. Nem lembro o que ele fala a respeito. Se é isso. Só sei que concordo.

Acabei de terminar "Cidades de Papel" - sim, adoro um João Verde -, e gente, como tiro esse vazio do peito? Tá, não foi acabei, acabei, agora. Fazem três dias. Mas o vazio não saiu do peito. Nem sairá. É simplesmente um livro incrível. É um livro do Green.

•••

Enfim. Hoje resolvi levar cappuccino para a escola, porque, né, comprei uma copo - que eu gosto de chamar de xícara - térmico. Então pensei: "vambora levar um cafezinho pra tomar na escola prazamigas". E ele ficou incrível. Parecido com o mocca do mercado aqui perto, que é de máquina, então ficou bom. E aliás, não vejo a necessidade da existência de "mocca" e "cappu". "Cappu" é ruim se não for com chocolate - baita duma mentira! -. Mas eu faço cappuccino com Nescau, então fica mocca. OK. Continuando. Na troca de aula segunda/terceira tomei uns gole para ver se tava quente ainda. E tava. Bem quentinho. Fiquei feliz. Uhuu. Mas tivemos que fazer a prova de Português - que eu acho que tirei 2,0! Chora Duda... - em par, daí aquela bagunça geral para colar uma carteira na outra, e tive que deixar a xícara fora da bolsa. E bateu vento. E fez esfriar mais rápido. E chegou o intervalo e ele tava uma delícia. Café morno é tão bom quanto sopa morna. É uma coisa quase que abominável.

Mas eu aprendi a lição: deixar o leite mais quente, não deixar no vento e outras coisas deixam o café quentinho durante três horinhas. E estudar um pouco antes da prova, de manhã ajuda também...

Aliás, eu tinha estudado muito para a prova, de verdade! Eu sabia todos! Ou quase todos! Mas na hora da prova os que eu tinha total certeza não caíram. OK. É a vida. Tem recuperação - credo, que feio pensar assim! Temos um trabalho de resumo de livro - que eu ganhei confiança depois que meu antigo professor de Português disse, depois de ler meu resumo de um livro, que eu escrevia muito bem!

E só para terminar: minha professora nova tem um cabelo TÃO lindo. Laranja. De verdade. LARANJA. Lindo.

•••

Que época sem garça. Sério. Eu ando falante, e qualquer um dirá o contrário. Eu ando feliz e mais social. E eu vejo a diferença...

Que solidão que o "Cidades de Papel" me deixou...

Parabéns pro Baio!
Parabéns C. Baio!

4 comentários:

  1. Ok. Vamos por partes.
    Adoro esse tipo de livro, digo, esses com esse lance "infantil" que passam esse ar poético, sei lá. É bom ler algum assim de vez enquanto. <3

    Café. Eu amo café. Eu levaria uma garrafa térmica pra faculdade se eu soubesse que não ia deixar de estudar pra ficar pensando quantas xícaras será que eu poderia tomar até o professor olhar bem pra minha ~face~ e das duas uma: 1. ou pedir pra eu me retirar. 2. ou pedir uma xícara de café. Ou pedir uma xícara de café e só então pedir pra eu me retirar. Viu? Não ia dar certo. A aula não ia render, haha.

    Aulas de português... Saudades.
    Eu vivia uma relação de amor e ódio com elas.
    Tinha conteúdos que, pelo amor de Deus, eram um pé no saco. Só fui aprender aquele lance de objeto direto e indireto nas revisões do terceiro ano - minha vida passou a fazer mais sentido depois disso. Mas as aulas também tinham alguns conteúdos muito, muito bons. E a professora era uma fã de Clarice Lispector e Machado de Assis, ou seja, quando ela pedia pra fazer um resumo de livro aleatório, era só escolher Dom Casmurro ou A Hora da Estrela e era uma nota alta garantida - e pra mim sempre foi fácil escrever sobre esses dois livros <3 ~clima de nostalgia no ar~ sdds ensino médio

    Pra finalizar, tô lendo Cidades de Papel.
    E, cara, cara, CARA, nem tô na metade ainda e tô que nem a personagem da Clarice menina em Felicidade Clandestina. Tô lendo o livro aos pouquinhos, que é pra ele durar mais. Já sinto esse vazio - mencionado por Colin <3 - desde já.

    Como é que pode, né? A gente entrar tanto num livro e ele entrar tanto na gente que quando ele acaba parece que falta algo dentro do peito. Estranho. Ainda quero escrever um livro que deixe essa sensação nos leitores, haha.

    Enfim.
    Desculpa pelo comentário gigante.
    Adoro a forma como tu escreve e seu professor tem razão: tu escreve muito bem.

    devorava-livros.blogspot.com

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  2. Tem uns livros que fazem isso. Dão a sensação de que nunca vamos encontrar nada melhor pra ler. Comigo foi assim com Lolita, e um livro chamado Uma crença silenciosa em anjos (conhece). Nunca li John Green - e até pretendo dar uma chance pro cara, contanto que não seja com o famoso "A culpa é das estrelas", porque as fãs do livro me dão vontade de vomitar.

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  3. Ah ah ah. Dudinha. A vida é uma coisa de louco.
    Ainda não li Cidades de Papel, mas muitos dizem ser ótimo, e vamos combinar que apesar de eu só ter lido dois livros do João Verde, ele é incrível! Não sou uma idiota viciada nele, até porque achei A Culpa é das Estrelas um chute no saco, mas ...
    Não ADORO O Pequeno Príncipe, acho meio que.. babaquinha, admito. Queria muito saber qual o nome deste que leu e achou legal, cara, amo azul, amo capas azuis!
    Café na escola, intrigante, e impossível na minha cidade.
    Cabelos laranjas como da minha linda Hayley <3

    Boa noite.

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  4. Esqueci do resto do comentários, deuses!

    Que design amorzinho, gente.
    Hoje eu acordei e pensei: ``Ótimo dia pra se entrar e ler postagens no Vírgula Assassina ´´ nho nho nhow.

    Era isso :B

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?