14/10/2013

i need fun in my life

Estava aqui pensando: é segunda noite, não temos aula amanhã, podemos dormir até que horas quisermos. E estava pensando: todo mundo é tão cruel. De verdade. Todo mundo é cruel. Quer receber, mas não quer fazer. Digo TODO MUNDO. E se não é esse o drama, é fazer para alguns. Ou fazer porque se beneficiará.

É o mundo globalizado que vivemos, minha gente.

Eu me sinto vítima de vez em quando. Bom, tenho meus motivos, caros. Sou irmã mais nova. Sim, tenho meus motivos. Nem por isso. Também porque não sou a garota legal da sala, a do mau humor que gosta de The Walking Dead, ou a garota "bonita", ou feliz, cantarolante. Eu sou a chata que ficou a semana inteira esperando um streaming do Fade Away, ou falando que dia 18 do mês que vem lança o Shangri La. Ou a crítica de Submarine. Não que isso seja chato, porque se fosse o novo álbum de alguma banda da modinha, seria legal.

Aliás, se vocês quiserem conversar sobre alguma banda que eu gosto, ou um filme que vai sair, pode chamar, que eu tô aqui!

Enfim, continuando falando da crueldade: estava observando minha prima brincando com minha irmã. Estava observando minha prima. Estava observando minha irmã. As crianças, por serem mais puras, são também as mais cruéis. Muito, muito cruéis.

E eu enjoei de falar de como somos cruéis. OK.

Vamos ao que eu realmente queria falar: eu preciso ser mais divertida. Como disse, sou a garota que fica fazendo contagem regressiva para algum álbum, ou clipe, ou blábláblá. Ou livro. Filme. Ou coisas que estão acontecendo no mundo. Porque sou uma das poucas na minha sala que não cresceram com TV a cabo, e esse tipo de coisa, então sempre vi jornal. E também sempre fui mais mente aberta do que a maioria do mundo. Aliás, já viajei muito mais do que a maioria das pessoas da minha sala. E sou aquariana com ascendente em peixes: a revolucionária sonhadora. Estável, porém mutável. Sempre fui mais para a frente em questão "pensamento". Sempre soube da realidade. E por isso sou a chata, já que sempre quero falar de algo diferente de "nossa, quero muito comprar um celular novo". Mas que seja.

Eu preciso me divertir mais, preciso aceitar me libertar, aceitar errar, aceitar ser humana. And I need fun fun fun fun fun. Como disse Jonny, na música que escuto agora. Na verdade, preciso mandar menos gifs fofos do Ezra para a Marina, preciso cutucar menos a Gabriely para falar de músicas novas, preciso conseguir começar conversas com os outros sem pensar que estou atrapalhando, e que alguém pode ter algo melhor para fazer do que conversar comigo. Mesmo na escola, quando é aparente que não. Preciso passar menos respostas. Preciso saber conversar com qualquer um.

Mas eu me irrito facilmente com o mundo, sabe. Pessoas que não veem o mundo de outra forma além do seu mundinho ridículo. Vamos começar pelos que falam que rock é música de gente superior e funk é lixo. Tá, eu brinco que Slipkinot é noise music, e tal. Mas é brincadeira, para irritar a Marina.Cada um gosta do que quer. Esses dias ia discutir com um menino com cultura grotesca - palavra meio ofensiva, porém, é a primeira que me vem quando penso nele -, que rock não era cultura. Ele falou "você gosta de rock?", daí a menina disse "não", então ele disse "nossa, você não tem cultura". Ia gastar saliva com isso. Mas ele fala tudo "por causa de" e conjuga verbo com "mim", entre outros problemas ortográficos insuportáveis.

O mundo nunca irá para frente enquanto as pessoas não mudarem. E eu não vou para a frente se continuar achando o tumblr e o twitter as coisas mais divertidas do mundo. Nunca irei para frente. E as pessoas não vão para frente enquanto tiverem outra coisa divertida além do que eu tenho, e não tiverem um intelecto tão desenvolvido como o meu. É uma troca - embora o meu estado seja mais fácil de ser mudado. A ignorância foi plantada pelo mundo, e continua crescendo - esse post saí da cultura brasileira que convivo, e passa para todo o mundo -...
Não estava querendo ser superior a ninguém. Obrigada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?