17/05/2013

o choro das almas

As tardes passavam mais rápido. As nuvens corriam. E meus olhos demoravam a segui-los. A vida cheirava a cinzas. As tardes de domingo tinham gosto de vingança.
Choviam lágrimas de sangue.
Todo o mundo achava normal o que era para ser o fim.
O fim de si mesmos.
De quem amavam.
E do que não os fazia falta.

A vida simplesmente não tinha sentido àquela altura. E ninguém se importava. O fim esbanjava felicidade. Porque viver de nada adianta se não existirem evidências de que a vida existe.
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5 comentários:

  1. Isso soou gótico, muito diferente do que vocês costumam escrever... a escrita de vocês está mudando muito meninas <3
    E juro que essa pergunta nos comentários sempre me confunde. Mas o Luke tinha que ganhar, cara!

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  2. O fim sempre esbanja felicidade...

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  3. Você está certa em partes Duda, como na parte em que não é exatamente comigo e sim com outra pessoa, apesar de eu acabar sendo afetada de qualquer jeito (sou sensível). Muitas vezes é real, mas só consigo escrever quando penso que é ficção, entende? É bom tratar problemas reais como imaginários. Seu comentário fez muito sentido, Duda.
    E concordo com você Ana, acho que todos vão passar por isso (se viverem o bastante para), mas às vezes não acho justo que aconteça tão cedo para algumas pessoas. Porque fica gravado na memória, sabe, e afeta todos os anos seguintes.

    Devaneios a parte, gostei muito dos comentários de vocês, gurias...

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  4. Ana, nem me fale! Tava ouvindo 505 esses dias e meu Deus, era uma época muito boa!

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  5. Nossa que profundo o que você escreveu, muito lindo...

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?