21/02/2013

O que realmente importa...

Ás vezes me pego pensando nisso, pensando no que realmente importa em nossas vidas. E conclui que não só eu, nem só você, mas todo mundo perde tempo dando importância para coisas insignificantes, como o pedacinho da unha que quebrou.

Não vou mentir dizendo que nunca fiquei irritada em ver meu esmalte saindo no dia em que pintei a unha, mas o que é um farelo de esmalte que saiu de uma mísera unha que é menor que uma formiga?Nada, não é nada, ou melhor, menos que nada. As meninas, os meninos também, mas principalmente as meninas, ficam encanadas com coisas fúteis, tipo, usei essa blusa semana passada, não posso usar hoje.

E por aí vai, mas outra coisa que concluí, foi que para mim, o que realmente importa na vida, é nada mais que a vida. E quando digo vida, não quero dizer o simples fato estar viva, não. Mas tudo o que compõe a vida: amigos, família, crença, religião, valores, caráter, amor, saúde.

A última vez que pensei nisso, foi ontem, dia vinte de fevereiro, o dia que fez dois meses que minha avó morreu, a única avó que conheci, a única, mas que vale por cem. Ela era incrível, mas agora está apenas em minhas lembranças, em meu coração, e pode ter certeza que estou chorando enquanto estou escrevendo!

Ela assumiu um compromisso que eu não teria coragem de assumir. Ela viveu em função da família, em função das outras pessoas. Fez muitas pessoas felizes, pessoas que agora, sofrem pela saudade que ela faz. A ficha ainda não caiu pra mim, penso que ela está apenas viajando, e que quando chegar na casa do vovô, ela vai estar lá no portão, me esperando, e na cozinha terá cucas quentinhas e bolachas maravilhosas esperando por mim.

Então eu acho que devemos viver para sermos felizes, mas principalmente, para fazer as pessoas que amamos felizes. Isso que vou falar agora pode até ser clichê, mas aproveite cada dia como se fosse o último, viva tudo o que conseguir hoje, diga tudo o quer dizer hoje, seja feliz hoje, e aproveite a vida ao lado das pessoas que você mais ama, pois uma dia, vocês não estarão mais juntos.

09/02/2013

Eu sempre tive consciência de que aproveitei muito a minha infância. Brinquei de todo tipo de brincadeira que se pode imaginar, viajei para muitos lugares, conheci muitas pessoas. Mas agora que já tenho 16 anos, vejo que as responsabilidades começam aumentar. E com isso eu percebo que a aquela criança secreta que vive dentro de mim, tem de ficar adormecida, adormecida na maioria dos dias.

Não dá mais mais pra simplesmente fingir que eu sou uma bruxa e vai chegar um carta de Hogwarts e eu vou pra Lufa-Lufa, pois isso só acontece no Pottermore. Também não dá mais pra pensar que no fim tudo acaba bem, porque algumas vezes não acabam. E principalmente, não acredito mais em príncipe encantado. Eu acreditava nisso até uns 14 anos, realmente pensava que todo mundo tem sua metade da laranja, a tampa da panela, mas não, nem todo mundo tem. Minha tia por exemplo, ela tem 6.3 aninhos e não é casada, não tem filho, e vive muito bem. E isso me faz refletir se realmente quero o que eu quero.

Não quero casar, nem ter filhos, quero ser sozinha, estudar, trabalhar, viajar, e fazer tudo que tiver vontade. Mas meu pai fala que eu só quero isso agora, e mais pra frente vou mudar de opinião, e diz também que não é bom ser sozinha, aí ele fala pra ver a minha tia, e é aí que eu quero mesmo ser sozinha. Também tenho que contar que minha tia tem seis irmãos (cinco irmãs e meu pai), e eu só tenho uma irmã. Mas eu nem ligo, minha irmã vale por cem, e tenho minhas primuxas lindas, muitos amigos, e meus pais, que são quem eu mais amo!

Resumindo, eu ainda quero ser criança mais um pouquinho, e acho que ainda não estou preparada para ser adulta, para votar, e para deixar de acreditar em magia!

Quando comecei escrever, queria escrever outra coisa, mas o texto tomou um outro rumo, e acho que se ele se desviou da minha ideia, é porque essa é melhor, por isso decidi nem apagar e deixar assim.