27/01/2013

Post antigo do BA, lindo, lindo, lindo, que eu preciso repostar em algum lugar: CAFÉ DA MADRUGADA - ISSO ACONTECEU DE VERDADE?

    E eu queria me levantar. Eram umas duas da manhã. Eu só queira uma xícara de café. Um longa xícara de café. Minha perna tinha um doído chato, e meu travesseiro não estava no lugar. Ele não estava em lugar nenhum de minha cama. Estava no chão. Meus pensamentos voavam longe, e eu só queria uma xícara de café. Talvez água  matasse a sede, mas não a vontade do café. Eu precisava de um café.
    Acho que dormi mais umas horas. Depois acordei. Eram seis da manhã. Eu ainda assim queria um café. Depois disso, fiquei acordada até o dia ficar claro. Minha vontade foi abrir a janela e ver o Sol acordar, mas acordaria as outras pessoas do quarto. Eu apenas fiquei deitada na minha cama, pensando no meu café, no acordar do Sol, e se algum dia alguém acordaria de madrugada para fazer café para mim.
    Muitas pessoas dizem que eu não sei ser romântica e tudo o mais. Mas eu acho muito chata e clichê pensar em receber cupcakes fofos com granulado em forma de coração no meu aniversário. Eu apenas penso nisso como alguém acordando de madrugada e fazendo café para mim. Alguém que se disponha em me abraçar depois de meu personagem preferido morrer em algum livro. Isso para mim basta. E não as coisas meigas que querem que eu acredite que é amor. Porque não é. Não para mim. O engraçado é que até o amor hoje em dia tem padrões. Estranho e ridículo.
    Costumam dizer que eu sou ácida. Não nessas palavras, mas no sentido. Eu diria que sou uma xícara de café gelado e doce. Não é bom. Mas quem realmente gosta toma ele mesmo assim. Pelo menos eu tomo.
    E para quem ler isso e achar que não está dizendo o que eu sou, bom, ninguém nunca soube quem eu sou. Acho que ninguém sabe do meu fissuramento por guarda-chuva. Ou que eu acho muito aconchegante abraçar um livro. E que eu não gosto de apertos de mão. Nem quando se é necessário para fazer alguma oração. Eu não gosto. E ninguém sabe no que estou pensando agora. E nem o que faço quando ninguém está vendo.
    Acordar durante a madrugada é ótimo. Você vive. Você pode saber exatamente o que fazer e fazer seus pensamentos flutuarem no ritmo da respiração, do coração, e de todos os barulhos irritantes. Inevitáveis. E eu penso comigo mesma quando isso acontece: por que eu ainda escuto Real Love e Eleanor Rigby, sendo que essas são as músicas que mais me irritam. Depois de Glad You Came. Claro.

    É isso. Adeus!

3 comentários:

  1. Me identifiquei tanto que até postei no facebook. Ou seja.
    Pois é.

    Kissu :*

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  2. adorei flor ^^

    bjs bjs

    atyle drops e viver sem limites

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  3. God, que texto lindo. Quase chorei, pelamor. Lindo, lindo e lindo.
    Beijos!

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?