18/12/2013

Coisas de Marina e Helena


Há alguns minutos eu estava pensando em como sou importante para a minha irmã mais nova, Helena. Ela briga comigo, me bate, cospe em mim, bagunça as minhas coisas, passa os meus batons em suas sobrancelhas, afunda a minha cabeça na piscina, mostra a comida na boca dela enquanto como, deixa cicatrizes horrorosas em mim, e faz muitas outras coisas chatas. Mas a verdade é que não consegue dizer que não gosta de mim, porque ela me ama. Quando eu choro, é ela que vem enxugar as minhas lágrimas e falar alguma coisa sem graça pra fazer eu rir. E eu vi o quão importante sou para ela na segunda-feira a noite.

Helena, papai e eu fomos ao shopping comprar os presentes de natal. Eu pedi alguns DVDs e um CD e Lelê pediu uma barbie -pra variar. Chegamos em casa, tirei aqueles vários sei lá o que transparentes que prendem a barbie na caixa. Só pra constar, quando eu brincava de boneca elas não vinham com tanta frescura! Enfim,  abrimos tudo, admiramos nossos presentes, e eu quis abrir o da minha mãe, mas papai não deixou porque ela está viajando.

Mais tarde, eu estava em meu quarto lendo, quando ouvi batidas na minha porta. Fui ver o que queriam, e assim que abri, dona Helena entrou correndo, pulou na minha cama e falou: "Amanhã você brinca comigo com a minha barbie?" e eu falei: "Eu não brinco mais, Lê!", e ela falou: "Ah, por favor, Marina! Eu quero assistir algum dos seu files novos com você e quero que você brinque comigo!". E foi aí que percebi que brincar com ela não significava apenas brincar, mas sim ajudá-la a deixar a brincadeira mais legal.

Eu concordei em pegar uma boneca com o cabelo parecendo um ninho de passarinho, mexer e fingir que ela dizia "Oi, amiga, que lindo o seu cabelo ruivo!" - Claro que ela ditou a brincadeira toda, eu só obedeci. Depois assistimos ao meu filme. Ela perdeu a atenção nos primeiros quarenta minutos, mas não a culpo, é um filme parado. Mais ou menos...

Mas eu queria chegar na parte que diz respeito à admiração que ela sente por mim. Ela é orgulhosa de mais pra dizer, mas eu sei que quando ela me vê, vê um exemplo, algo que ela quer ser quando tiver praticamente dezessete anos. Ela vai querer fazer as coisas que faço por algum motivo que eu não sei. Pode ser apenas para ter algo em comum comigo, tirando a família, ou a aparência. Ela é difícil e chata, mas porque ela tenta de qualquer forma ser parecida com a Marina, a irmã mais velha chata e gulosa. Acho que nunca havia feito algum texto sobre a chata, digo, Helena, e como esse é o primeiro, sou obrigada a dizer que a amo muito, e que ela pode fazer o que quiser, que o meu amor por ela não vai diminuir!

Eu queria postar outra foto, mas ela  não deixou, então peguei essa meio antiga.

16/12/2013

O balão flutuante da minha irmã

tem alguém me perseguindo, alguém correndo atrás de mim, flutuando, me assuntando
tem alguém me espionando
tem uma sombra na minha janela, na minha porta, no meu espelho
tem algo me assombrando

tem um balão feliz saltitando.

10/12/2013

Só acho que as férias deveriam ser eternas...

Dreamers | via Facebook
Férias, obrigada por chegar tão rápido. Bom, todo mundo precisa de férias. Todo mundo trabalha, estuda, briga, cansa, se arrepende, se alegra, conhece pessoas legais, e chatas também, enfim, todo mundo vive. E a cada ano que passa, a vida das pessoas fica mais corrida. As pessoas têm cada vez menos tempo pra curtir com a família, descansar, e fazer as coisas legais da vida. E quando as desejadas férias chegam...

Esse ano cansei muito, e tive menos tempo que ano passado, mas tive mais tempo do que terei ano que vem. Durante esses muitos dias, enquanto eu não estava estudando, fazendo um serviço para minha mãe ou algo "útil", eu achava que estava desperdiçando tempo. Enquanto lia os livros que queria, pensava que eu podia estar lendo livros da lista da UEL. Enquanto assistia aos filmes que tinha vontade, achava que eu podia estar ajudando minha mãe. E sempre será assim.

Sempre pensamos que podíamos ter feito mais, podíamos ter dado mais atenção, ter passado mais tempo fazendo algo importante. Mas será que se tivéssemos feito o que julgamos o "útil", o "certo", estaríamos do jeito que estamos hoje? Talvez nossa situação seria melhor, mas talvez seria pior. Eu acho que todas as pessoas precisam ter um tempo só delas. pra poder tomar um banho quente e relaxante, dormir até tarde, andar de bicicleta no final da tarde junto com os amigos, ou fazer algo que o deixe feliz. Isso é muito importante, e é útil para a sua saúde.

Agora que estou de férias, posso fazer tudo o que tenho vontade. A minha rotina se baseia em acordar tarde, andar de bike sozinha e pensar na vida, almoçar, assistir aos meus seriados favoritos, nadar com meus pais e minha irmã, comer porcaria, ler o que quero e ir dormir tarde. Claro que faço os velhos serviços de sempre, e também almoço e janto, não citei antes. E não pensem que sou porca, porque todo sábado eu tomo banho, mesmo estando de férias. Eu acho que as férias deveriam ser eternas!

Enfim, que merda, peguei a mania da Duda de falar "enfim". Enfim, o que quero dizer não é que deveríamos ficar sem estudar e trabalhar pra sempre, mesmo porque se fosse assim nada daria certo. Mas as férias que eu digo é se alegrar com pequenas coisas, e viver cada dia intensamente. Temos que sonhar e nos iludir, assistir aos filmes e seriados que gostamos, ouvir músicas que nos fazem sentir algo. Pensar na vida, pensar em como você está, e o que sente e pensa. Aproveitar a família e os amigos o máximo que puder, mesmo fazendo nossos deveres e obrigações. E a velha desculpa de que não temos tempo não passa de uma velha desculpa. Porque se você quer algo, você tenta, corre e vai atrás. Por isso, queira estar de férias durante o ano, e vá ser feliz!

"Eu amo de verdade essa minha rotina de fazer o que quero na hora que quero, mas durante o ano eu não tenho tempo..."

06/12/2013

Desejos de Dezembro

Fui indicada pela Camila pra fazer uma lista de desejos do mês de Dezembro. Eu não sei exatamente o que quero fazer em dezembro, e nem quais são, exatamente, as minhas prioridades pr'esse mês de meu Deus. Gente, é o mês em que as coisas acabam, tem natal, tem férias e tem todo o resto. E como já sabem, entrei de férias e tenho que planejar isso aí. Então, a partir de hoje, vou tentar me concentrar em pequenas metas - digamos assim - que abri pra esse finzinho de ano que ainda nos resta.
 
Tem gente que pensa: mas, ei, pra que essa menina quer um dia INTEIRO pra pensar? Gente, assim como todo mundo, eu não tô bem o tempo todo, eu vejo problemas em mim mesma e acho que tem coisas que eu preciso rever na minha vida. A gente precisa pensar, né não? E assim, na verdade, ao que me refiro a UM DIA, não é necessariamente, um dia INTEIRO. Pode ser, sei lá, uma tarde ou um manhã ou uma noite. Ou algumas horinhas sozinha no meu próprio mundo pra repensar algumas e coisas e ficar mais massa. Porque a gente precisa de leveza vezenquando. Tô procurando isso. Só tô esperando essa hora chegar e meus pais dizerem que "tô maluca e que não preciso disso porque é bobagem". É, e talvez (muito talvez mesmo) essa seja a única coisa que eu não vá cumprir completamente, mas é uma coisa que eu quero.

Assim como isso não é uma lista de metas, mas sim de desejos, eu não sou obrigada a fazer nada. Eu simplesmente optei por escolher fazer essas coisas. Uma temporada de leitura, filmes e coisas legais. Isso são férias. Além de refrescar a mente pro próximo ano. E acho que dezembro é isso. Dezembro é se preparar pra outra. E pra mais outra. Porque muitas outras virão.

05/12/2013

Foi tão longo. Foi tão passageiro.

Esse foi mais uma ano, meus caros. Vou me despedindo de 2013 já. Meu ano escolar acabou. Meu ano acabou.

Esse foi o melhor que eu já vivi. Tudo bem, todo mundo vai falar isso, e o quão idiota você foi no ano passado, e que você não quer que o ano termine. Mas meus caros, é o que nos move. Ser idiota num passado. Também é bastante natural e saudável querer o presente. Mas não é só por essas causas normais que eu digo isso. Esse ano, acredito eu, li os melhores livros que eu tinha para ler. Vi os melhores filmes que eu tinha para ver. Escutei as melhores músicas que eu tinha para escutar. E isso não é exagero. Eu mudei. E muito. Quer dizer, sou totalmente outra do ano passado, no começo dele eu ainda fazia revista para o blog...

Eu achei o ano passado incrível. Realmente, foi incrível. A mudança desse ano, tão pesada, tão visível, começou ano passado. Quer dizer, minha vida toda - grandes 12 anos, uhuuu! - eu nunca fui nada. Eu aceito. Tudo bem. Sempre serei a do canto, que não serve pra porcaria nenhuma. Mas você se acostuma. E quando você se acostuma, você muda. Quer dizer, você se compreende. Esse ano eu fui muito mais mal-humorada. Esse ano eu não tentei fazer amigos. Esse ano não me importei de ficar parada encostada na parede sozinha esperando até o sinal tocar. Esse ano achei isso normal. Não me achei vítima. E eu acho que isso foi importante para mim. E de qualquer forma, em momento algum, me senti sozinha. Eu tinha pessoas com quem conversar. Eu tinha com quem rir. Com quem chorar não. Não choro em público. Enfim, apesar de não procurar por amigos, eu os tive.

Ano passado foi ótimo. Não melhor do que esse ano. Teve tanta coisa. Sério. Esse ano não. Foi leve. Eu me deixei ficar leve. Eu fiz uma viagem legal nas férias, eu atrasei trabalhos - o que é grande coisa para mim, a aluna #1 da sala, sempre. - e tantas outras coisas, que, pelos passados duzentos, trezentos e tantos dias, eu me esqueci, que tornaram 2013 o melhor ano da minha vida. Me pergunte qualquer coisa no futuro. Dou-lhe a garanti de que irei citar 2013. Sim.

Foi tão longo, e ao mesmo tempo tão passageiro. Os dias foram lentos, mas os meses foram ligeiros. E acumulando os trezentos e tantos dias, são tantos! E tem cada detalhe, de cada dia, e cada dia tem tantos detalhes. E tudo foi tão especial. De qualquer forma. Mesmo que eles se mesclem com bons momentos de 2012, ou qualquer outro ano, eles ainda estão tão vivos. Tão frescos. Aliás, julho acabou ontem. Sim, foi.

De qualquer forma, foi só mais um ano. Alguns mais virão. Eu espero. E eu serei sempre frustada. Não sou tão especial quanto gostaria de ser. Mais um ano se passou, e nada do que eu pensei aconteceu. Afinal, o futuro é simplesmente uma grande nostalgia se assim é, do jeito que pensamos. Então, é isso. Mas um ano, e eu sou só mais uma. Igual você. Cada um é um completo nada. Um completo vazio. Só mais algum por aí.
Mas, mesmo sabendo isso, 2013 continua sendo meu ano. Eternamente. 13, número de azar. Que ironia.

25/11/2013

Tão eterno quanto Harry Potter

Untitled
"Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. Há tanto tempo precisávamos de uma amigo que nada havia que não confiássemos um ao outro. Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. Depois da conversa, sentíamos-nos tão contentes como se nos ti­vés­se­mos presenteado a nós mesmos."
Clarice Lispector

Fui presenteada quando conquistei a sua amizade. Eu já disse muitas coisas pra você, mas parece que nada é o suficiente para agradecer tudo o que você me proporcionou nesse ano. Não vou colocar aqui aquele texto que mandei pra você, mas não podia deixar de postar alguma coisa. Lembrei que quando estava lendo um livro da Clarice, li esse conto, grifei esse trecho e mostrei pra você dizendo que éramos nós. O resto do conto não corresponde, mas espero que nossa amizade seja eterna, Caldashow! Nunca se esqueça de mim, e eu nunca vou me esquecer de você! Não será uma estrada enorme que vai nos separar. E para mim, você é tão eterno quanto Harry Potter!
Caramba, que texto meloso!

21/11/2013

EU PASSEIIIII!!!!!!!



É isso aí pessoal! Sei que não muda muito pra vocês, mas eu passei pra segunda fase da UEL. O tal monstro que eu estava morrendo de medo, e com razão! Saí da prova no dia quase chorando porque estava muito difícil. Esperei meu pai me buscar na chuva, e eu estava tão nervosa que quase nem conseguia morder minha maçã. Só tem uma questão: eu estou no segundo ano. Mas só o fato de eu ter passado estando no segundo ano, me dá um gás pro ano que vem. Se eu consegui esse ano, ano que vem conseguirei! É isso aí!

20/11/2013

O dia em que tudo ficou tudo bem

É hoje, gente querida, é hoje.

*Estou fazendo layout novo para o VA, e acho que vai ficar muito legal*
*Aguardem*
*Algo muito diferente de tudo, yeah!*

14/11/2013

Sobre pessoas que fazem falta, filmes da Disney e blá blá blá

Afterlife by Arcade Fire on Grooveshark
Acontece mais ou menos assim: a vida é engraçada. A gente acha que tem tudo pra dar erro, pra bugar, pra não andar pra frente. Mas né, se não tivessem coisas bugadas na vida, eu duvido muito que teria alguma graça. Ultimamente ando dizendo que tudo é bugado, e que tudo tem algum problema. E que tudo é maluco e que inclusive, eu sou maluca. Só que é porque - voltando à todaquela coisa de "good vibes for u" - eu tô sentindo um great feeling in my heart que não consigo explicar. Tá legal, eu sei disso.

Tenho um grande amigo, que conheço desde o começo desse ano e que só virei amiga um pouquinho antes das férias de inverno. Acho que ele é uma das únicas pessoas que realmente me entendem nesse mundo. Porque ó, o boy é bugado também. Tem muita coisa louca. Os santos batem, sabe? Um dos únicos pra quem eu conto muitas coisas. Conto pras minhas amigas também, mas é que é diferente. Ter conselho masculino é sempre bom. A gente passou um bom tempo longe; pode ser pelo fato de eu ter mudado de turno no colégio e a gente quase não se ver mais, ou sei lá. O fato é: a gente percebe o quão importante a pessoa é na nossa vida quando fica longe dela. Mesma coisa a vovó. A gente percebe o quanto ela faz falta quando não tem mais ela, com aquele sorriso frouxo, sempre esperando a gente na cadeira de balanço. Não é a mesma coisa.

O legal de fazer amigos é que você sempre tem do que rir. O legal de fazer amigos é que você se sente importante e acha que pode mais. Sempre tem um incentivo, bom ou ruim. O que importa é sempre ter e poder contar. Eu falei no twitter que adoro ter amigos. E isso é realmente verdade. Porque vejam bem: na minha sala, formei vínculo com um pessoal do bem, que zoa, que não quer nada com nada, mas que na real, é mega preocupado com o que vai ser da vida. Sempre tem o piadista que faz muitas piadas ruins, os bobos e o resto dos bobos. Mas isso não importa e eu não tô falando de ninguém específico.

O verão tá de volta, e daqui uns dias todo aquele chororô de "ah meu Deus, o ano acabou, assinemos camisetas e choremos um no ombro do outro porque morreremos de saudade e até ano que vem blá blá blá". Sempre tem isso, né não? E todo ano a mesma coisa de esseanofoiomelhoranodaminhavida. Claro que a gente aprende muito, fica um ano mais velho, cria expectativas e faz dessas expectativas coisas boas. Aprende com os erros, dá uma choradinha e grita com a mãe, e fica de castigo por isso e depois vê que tudo não passou de um sonho de bolo com leite.

E o mais engraçado disso é que a vida é bela. É linda. Tem livros pra gente ler, filmes pra gente assistir, músicas pra gente ouvir, histórias pra gente contar. A vida sempre vai ter alguma surpresinha guardada. Sempre vai mostrar a felicidade pra gente, cedo ou tarde. Sempre vai deixar alguma história legal pra gente contar prozamigo e fazer eles rirem um pouco (ou não, como no meu caso, néahm?). Sempre vai fazer a gente rir da piada boba que o primo conta. Sempre vai surpreender com novas pessoas que você nem imaginava um dia.

Eu gosto de dizer que a vida é um eterno filme da Disney. Daqueles do high school, da mocinha e do jogador de basquete. Do musical. Da casinha na árvore. Porque lá é tudo bonito, mas o casal sempre se ferra pra poder ficar junto, e nananinanão, não é perfeito. Filmes da Disney, por mais que você diga que não goste, quando passar na globo você vai fazer a pipoca e correr pra frente da tevê só pra assistir; as vibes são boas, as músicas são massas e o sorrisão na cara sempre aparece.

Um dia, amores, o cara vai dar um beijo na testa de vocês e falar nossa que legal Lemonade Mouth. Você vai rir com ele e vai tomar coca com crostinhas de gelo. Porque você vai achar, finalmente, o seu filme da Disney. E talvez ele tenha o topete do Alex Turner, ou o rostinho angelical do Ezra. Ou seja apenas alguém que você acha que é.
Untitled
(não é um filme da Disney, mas é um dos romances mais coisa kirida da vyda)
(gostei de escrever isso, mesmo estando no nexo)

11/11/2013

Então eu estou saindo fora

Você pode ser contínuo, diário, não faltar, como também pode ser faltoso, nunca. E eu não sei bem a qual me encaixo.

Sou apenas um bloco de concreto esperando ser encaixado em algum lugar. E ali ficarei. Para o resto da minha vida.

Não sou muito de entender, ou tentar compreender. Eu crio. Aliás, nunca fui boa com interpretação de texto. Não tenho os olhos de quem escreveu. Nunca conseguirei olhar da mesma forma de como quem escreveu. Ou criou.

A questão é: para que ficar com esse monte de filosofia barata de "o melhor jeito de ganhar uma guerra é evitando-a", ou esse tipo de coisa que no fim não tem significado nenhum, se no fim, no fim mesmo, isso não muda nada? São só palavras. E que o que as palavras fazem? Nada. Exato, meu doce.

Estava pensando. Não quero ser agressiva. Eu consigo. Eu estava pensando. Acho que agora, por fim, entendi. Quer dizer, não tem nada para entender.

E por fim, por isso tudo, por toda essa confusão, eu estou saindo fora. E por isso eu acho que não. Enfim. E por esse conflito, eu apenas estou saindo fora. Quer saber? Não há sentido, não há motivo. Há palavras.

Entenda-as e faça o que quiser.

02/11/2013

A cobaia que todos procuram

Gente, eu fico impressionada com a minha mudança de humor repentina. Semana passada eu estava nervosa, irritada, mais chata do que o normal, gripada e ansiosa para o Enem. Essa semana eu estou tão leve, feliz, alegre, contente, de bem com a vida, que estou até me estranhando! Mas uma coisa não mudou de uma semana para outra: a minha opinião sobre a invasão no instituto Royal, e as polêmicas que isso acarretou. Sei que a maioria das pessoas que vão ler esse post vão discordar de mim, mas é apenas a minha opinião, e eu quero expressá-la.

A maioria das pessoas é contra o uso de animais para testes de remédios, cosméticos e maus tratos aos animais. Eu sou contra os maus tratos, e sou contra usar os animais para testes de cosméticos, mas para testes de remédios eu sou bem clara: sou a favor! Me chamaram de ignorante por pensar assim, porém, eu não acho que sou ignorante, pelo contrário, acho que sou ciente.

As pessoas se preocupam tanto com o bem estar dos animais, ou melhor dizendo, dos beagles. Ninguém nunca invadiu nada pra salvar ratos, ou outros animais que são usados como cobaias. Nem invadiu asilos para salvar idosos de maus tratos, ou unidades de acolhimento institucional para ver se crianças são bem cuidadas. Todos os animais, desde um elefante, até um cachorro são indefesos perto dos seres humanos. Nós temos apetrechos que seguram qualquer animal. As pessoas se comoveram com os cachorrinhos porque eles são animais domesticados, a maioria das pessoas tem um cachorrinho em casa.

Mas com tantos cachorros sofrendo nas ruas, foram escolher um instituto que faz pesquisas com remédios para pessoas. Será que eles pensaram nas pessoas com doenças graves que precisam de remédios quando salvaram os beagles? Será que eles pensaram no sofrimento que elas têm, e a esperança que elas mantêm? Acho que ninguém pensou nas pessoas...

E eu aposto que quando algum deles está doente e vai comprar um remédio em alguma farmácia, não pensa como foi testado, só quer aliviar a dor. Eu também não penso nisso quando vou à farmácia. Poderia ser usado algum outro animal, ou talvez não. Mas se usassem outro animal, não seria injusto com eles? E vamos imaginar que parassem de usar animais, desde os ratos até os cachorros, usariam pessoas? Será que algum deles iria querer ser cobaia? Eu não ia querer!

E é por isso que essas pessoas, não apenas as que invadiram o instituto, mas todas as pessoas que pensam que os remédios devem ser testados em pessoas, são falsas-moralistas. Porque na hora que precisam do produto, não ligam em como foi parar na farmácia, e se fosse preciso usar gente, não iriam ser cobaia. Muitos remédios contra doenças graves foram testados em animais, e mesmo que não use algum organismo vivo na hora de fabricar o produto, é necessário alguém para testar o medicamento, então que sejam os animais, e dentre os animais, os beagles são os que possuem o organismo mais parecido com o dos seres humanos!

Apenas lembrando que essa é a minha opinião. Não sou perita nesse assunto, mas é isso que eu penso, se é contra usar cachorros, seja contra usar qualquer animal. E se é contra usar qualquer animal, seja a cobaia protetora dos animais.

31/10/2013

dididididii..

Então estava eu.
Sabia tudo sobre.
Então aquilo tudo era meu.

E eu que pensava
Que na verdade
Aquilo não se amassava
Que na verdade aquilo era liberdade.

E eu fugi
De mim mesma
E eu fugi
De mim mesma

E quem sabe eu ainda esteja aqui
Fugindo de mim mesma
Embora eu ainda seja daqui.

E isso são
Tentativas falhas
De em vão
Fazer por fim
Um mundo bem melhor
Um mundo que acolha a mim.

E no fim
O fim é
Só o fim
E o fim
Não tem.
Fim.

29/10/2013

sobre dilemas, livros que deixam saudades e cappuccinos gelados

Ahn, como começar? Não sei. Pois bem.

Uma vez fui na biblioteca da escola, ano retrasado, na verdade, e achei um livrinho de umas quarenta páginas. Um livro bem pequenininho. Bonitinho. Com uma história que uma criança de cinco anos facilmente leria. Mas tão complexa. Quer dizer, peguei-o por ser bonitinho, com capa azul carimbo e ilustrações adoráveis. Mas é tão infantil quanto "O Pequeno Príncipe". Não acho "O Pequeno Príncipe" infantil, apesar de toda a sua infantilidade. Não aquele não era como "O Pequeno Príncipe", era infantil mesmo. Que você quase não sabe o que estava fazendo lá.

O livro começava com a menininha principal falando que estava com um dilema. E explicava o que era um dilema. Eu não lembro qual era o dela. Mas OK. Então ao longo do livro ela viajava na banheira dela com a melhor amiga. E o texto, que era de pouca existência, ia seguindo o livro, e, de vez em quando, formando parte das ilustrações. Então ela achava monstros que não eram tão monstros assim, e cidades de meias perdidas. Para no fim o gato dela estar em cima da geladeira comendo bolo - acho que é isso que acontece.

Um livro e tanto. Quarenta páginas que uma garota de 10 anos achou incrível. Tinha partes de pura poesia. Outras de narrativa. Era lindo. com sua capa azul carimbo - eu amo essa cor. Mas na verdade, tudo isso me inspirou a escrever muitos textos. E é um dos livros mais incríveis que eu já li , é um livro incrível mesmo, por ter toda aquela simplicidade de um livro infantil, com uma poesia tão grande. Acho lindo.

Tem uns livros, aliás, que são uma fofura. Não aqueles romances, do Nicholas Sparks, ou sei lá. Tem uns que mexem contigo. São também esses malditos que deixam saudades. Que deixam aquele vazio. mas como disse Colin - personagem de um desses livros aí -, os vazios não saem. Nem lembro o que ele fala a respeito. Se é isso. Só sei que concordo.

Acabei de terminar "Cidades de Papel" - sim, adoro um João Verde -, e gente, como tiro esse vazio do peito? Tá, não foi acabei, acabei, agora. Fazem três dias. Mas o vazio não saiu do peito. Nem sairá. É simplesmente um livro incrível. É um livro do Green.

•••

Enfim. Hoje resolvi levar cappuccino para a escola, porque, né, comprei uma copo - que eu gosto de chamar de xícara - térmico. Então pensei: "vambora levar um cafezinho pra tomar na escola prazamigas". E ele ficou incrível. Parecido com o mocca do mercado aqui perto, que é de máquina, então ficou bom. E aliás, não vejo a necessidade da existência de "mocca" e "cappu". "Cappu" é ruim se não for com chocolate - baita duma mentira! -. Mas eu faço cappuccino com Nescau, então fica mocca. OK. Continuando. Na troca de aula segunda/terceira tomei uns gole para ver se tava quente ainda. E tava. Bem quentinho. Fiquei feliz. Uhuu. Mas tivemos que fazer a prova de Português - que eu acho que tirei 2,0! Chora Duda... - em par, daí aquela bagunça geral para colar uma carteira na outra, e tive que deixar a xícara fora da bolsa. E bateu vento. E fez esfriar mais rápido. E chegou o intervalo e ele tava uma delícia. Café morno é tão bom quanto sopa morna. É uma coisa quase que abominável.

Mas eu aprendi a lição: deixar o leite mais quente, não deixar no vento e outras coisas deixam o café quentinho durante três horinhas. E estudar um pouco antes da prova, de manhã ajuda também...

Aliás, eu tinha estudado muito para a prova, de verdade! Eu sabia todos! Ou quase todos! Mas na hora da prova os que eu tinha total certeza não caíram. OK. É a vida. Tem recuperação - credo, que feio pensar assim! Temos um trabalho de resumo de livro - que eu ganhei confiança depois que meu antigo professor de Português disse, depois de ler meu resumo de um livro, que eu escrevia muito bem!

E só para terminar: minha professora nova tem um cabelo TÃO lindo. Laranja. De verdade. LARANJA. Lindo.

•••

Que época sem garça. Sério. Eu ando falante, e qualquer um dirá o contrário. Eu ando feliz e mais social. E eu vejo a diferença...

Que solidão que o "Cidades de Papel" me deixou...

Parabéns pro Baio!
Parabéns C. Baio!

25/10/2013

A paciência foi junto com o cabelo...

Então, Marininha está revoltada. Acho que o motivo disso tudo é o fato de que estou gripada, com dor de cabeça, dor no corpo, nariz trancado e escorrendo, sem falar que fico com vontade de espirrar toda hora, e quando vou espirrar, não consigo. Isso me irrita profundamente! E ah, tem os estudos, como todos sabem, eu estudo um pouquinho para o vestibular, e tipo, amanhã acontecerá o Enem, e eu estudei, sabem. Então estou ansiosa, nervosa, com sono, dor, gripe, mas pelo menos as minhas unhas estão belas, pois acabei de pintá-las de azul marinho. E a cor da minha unha não tem nada a ver.

Mas então, eu não quero falar sobre a minha pessoa, já falo bastante dela, e ela é chata, irritada, nervosa... Mas sabe, o que mais me revolta nesses períodos de revolta? A hipocrisia. Sério, eu sou chata, sistemática, preguiçosa, nervosinha, mas se tem uma coisa que eu não sou, é hipócrita. E pessoas que dizem uma coisa e fazem o contrário me irrita de mais. Ou pessoas que são falsas que falam mal dos outros e ficam lambendo a pessoa. E aquelas que ficam julgando você pela aparência?

Sério, as pessoas deveriam se olhar no espelho e tentar encontrar os erros delas, porque ninguém é perfeito, poxa. E só porque o seu cabelo é diferente, ou você não usa roupas de marca, ou tênis caros, ou não tem o celular mais moderno, não quer dizer que você é uma pessoa ruim. Hoje eu estava conversando com meu amigo durante o intervalo sobre isso. E eu cheguei a conclusão de que todo mundo pode ter liberdade para se expressar, mas se um adolescente se expressa da maneira que quer, usando as roupas que quer, sendo amigo de quem quer, na escola ele é taxado com "escroto" por pessoas que deveriam respeitar a liberdade dele!

"Escroto" é esse povo que segue modinha, que quer ser igual a todo mundo, que não tem coragem de fazer no cabelo o que quer, que não tem coragem de ficar com alguém só porque a pessoa não é popular.  Dane-se a popularidade. Que coisa mais ridícula isso! As meninas tem que ter cabelos lisos e compridos, usar blusas justas e decotadas, passar muita maquiagem, dar em cima dos meninos, e falar mal das "recalcadas" pra ser legal? Eu não acho isso!

Na minha opinião, não se mede caráter pela aparência. Eu não sou popular no meu colégio, tenho bastante amigos, mas eles também não são populares, e tem gente que não gosta de mim, claro, afinal nunca todo mundo vai gostar da gente. Do mesmo jeito que meus amigos gostam de mim porque sou assim, outras pessoas não gostam. E eu respeito. Eu também não gosto de todo mundo. Mas sabe, essas picuinhas de popularidade, beleza, a quantidade de gente que já pegou, isso tudo é tão raso. E eu não gosto nem de piscina rasa, que dirá pessoa...

Tanta coisa mais importante para ser levada em conta quanto se trata de pessoas, e eles escolhem justo as marcas que elas usam. É preciso respeitar as pessoas, gostando delas ou não. Eu fico realmente revoltada com isso. Com pessoas que acham que meninas bonitas são só as iguais, que meninos bonitos são só os populares. Quer dizer que para ser aceita na escola eu preciso fazer o que todas fazem? Eu prefiro não me encaixar e fazer o que eu gosto de fazer. Muita gente disse para eu fazer uma progressiva no meu cabelo e deixá-lo crescer, mas eu gosto dele cacheado, e curto, por isso, ontem eu cortei bem curtinho, e amei! E eu não sou de aquário, mas gosto de ser do contra. Como diz uma sábia prima minha, hoje meu nível de bandidagem está alto, até falei algumas coisas que pensei para algumas pessoas. Isso é bom, mas é estranho, porque as pessoas dizem "é melhor falar na cara do que pelas costas!", daí você fala na cara e elas ficam bravinhas...

Bom, é isso, vou para a aula de natação estragar minhas belas unhas que agora estou mantendo curtinhas. É, eu gostava de unhas compridas, mas agora as uso curtas!
Duda comenta:
A Marina vai fazer o Enem e nem estudou! ahhahaahahahahah - riam, riam, riammmmm! - ahahahahahahah
E Marina, sabe-se lá o resto do seu mapa. Vai que, né...

Ana comenta:
A Marina vai fazer o ENEM e nem tá nem aí! ~nossa, risso infinito~

14/10/2013

i need fun in my life

Estava aqui pensando: é segunda noite, não temos aula amanhã, podemos dormir até que horas quisermos. E estava pensando: todo mundo é tão cruel. De verdade. Todo mundo é cruel. Quer receber, mas não quer fazer. Digo TODO MUNDO. E se não é esse o drama, é fazer para alguns. Ou fazer porque se beneficiará.

É o mundo globalizado que vivemos, minha gente.

Eu me sinto vítima de vez em quando. Bom, tenho meus motivos, caros. Sou irmã mais nova. Sim, tenho meus motivos. Nem por isso. Também porque não sou a garota legal da sala, a do mau humor que gosta de The Walking Dead, ou a garota "bonita", ou feliz, cantarolante. Eu sou a chata que ficou a semana inteira esperando um streaming do Fade Away, ou falando que dia 18 do mês que vem lança o Shangri La. Ou a crítica de Submarine. Não que isso seja chato, porque se fosse o novo álbum de alguma banda da modinha, seria legal.

Aliás, se vocês quiserem conversar sobre alguma banda que eu gosto, ou um filme que vai sair, pode chamar, que eu tô aqui!

Enfim, continuando falando da crueldade: estava observando minha prima brincando com minha irmã. Estava observando minha prima. Estava observando minha irmã. As crianças, por serem mais puras, são também as mais cruéis. Muito, muito cruéis.

E eu enjoei de falar de como somos cruéis. OK.

Vamos ao que eu realmente queria falar: eu preciso ser mais divertida. Como disse, sou a garota que fica fazendo contagem regressiva para algum álbum, ou clipe, ou blábláblá. Ou livro. Filme. Ou coisas que estão acontecendo no mundo. Porque sou uma das poucas na minha sala que não cresceram com TV a cabo, e esse tipo de coisa, então sempre vi jornal. E também sempre fui mais mente aberta do que a maioria do mundo. Aliás, já viajei muito mais do que a maioria das pessoas da minha sala. E sou aquariana com ascendente em peixes: a revolucionária sonhadora. Estável, porém mutável. Sempre fui mais para a frente em questão "pensamento". Sempre soube da realidade. E por isso sou a chata, já que sempre quero falar de algo diferente de "nossa, quero muito comprar um celular novo". Mas que seja.

Eu preciso me divertir mais, preciso aceitar me libertar, aceitar errar, aceitar ser humana. And I need fun fun fun fun fun. Como disse Jonny, na música que escuto agora. Na verdade, preciso mandar menos gifs fofos do Ezra para a Marina, preciso cutucar menos a Gabriely para falar de músicas novas, preciso conseguir começar conversas com os outros sem pensar que estou atrapalhando, e que alguém pode ter algo melhor para fazer do que conversar comigo. Mesmo na escola, quando é aparente que não. Preciso passar menos respostas. Preciso saber conversar com qualquer um.

Mas eu me irrito facilmente com o mundo, sabe. Pessoas que não veem o mundo de outra forma além do seu mundinho ridículo. Vamos começar pelos que falam que rock é música de gente superior e funk é lixo. Tá, eu brinco que Slipkinot é noise music, e tal. Mas é brincadeira, para irritar a Marina.Cada um gosta do que quer. Esses dias ia discutir com um menino com cultura grotesca - palavra meio ofensiva, porém, é a primeira que me vem quando penso nele -, que rock não era cultura. Ele falou "você gosta de rock?", daí a menina disse "não", então ele disse "nossa, você não tem cultura". Ia gastar saliva com isso. Mas ele fala tudo "por causa de" e conjuga verbo com "mim", entre outros problemas ortográficos insuportáveis.

O mundo nunca irá para frente enquanto as pessoas não mudarem. E eu não vou para a frente se continuar achando o tumblr e o twitter as coisas mais divertidas do mundo. Nunca irei para frente. E as pessoas não vão para frente enquanto tiverem outra coisa divertida além do que eu tenho, e não tiverem um intelecto tão desenvolvido como o meu. É uma troca - embora o meu estado seja mais fácil de ser mudado. A ignorância foi plantada pelo mundo, e continua crescendo - esse post saí da cultura brasileira que convivo, e passa para todo o mundo -...
Não estava querendo ser superior a ninguém. Obrigada.

12/10/2013

E se iluminou...

Certo dois dias atrás, Ana veio com um negócio de "essência" do blog, que nós havíamos perdido a nossa essência, o nosso estilo, as nossas raízes e princípios. Depois de um puxão de orelha da querida Geórgia, claro: Ela não pararia de escrever textos melosos sobre amor chamados "você", ou "sozinha" - nem sei se esse é sobre amor... - sozinha. Então agora ela vem com aquele negócio de "Duda, você tem que voltar a escrever seus antigos textos, eram legais, e blábláblá", que na época, eram todos podres e infantis.

Eu fique até emocionada por saber que alguém nesse mundo se importa - ou sei lá - com o Vírgula Assassina.

Fui parando de escrever textos sobre mim, o meu dia-a-dia, coisas que me aconteciam, e percebi que não sei mais fazê-los. Não tenho mais coisas emocionantes para contar. Não sei mais escrever, ou transformar um pequeno detalhe num texto divertido, emocionante. Não sei concluir textos. Não sei mais quando dar espaçamento. Não sei mais escrever coisas que não. Sejam. Assim.

Não sejam, assim.
Não. Sejam. Assim.

Não
Sejam
Assim.

Não sei nem mesmo mais como se escreve sobre a divindade do café. Ou sobre músicas que gosto. Não sem falar mal ou citar alguém. Não sei mais como formar as frases, sem que elas fiquem repetitivas. E eu perdi isso no fim do ano passado. Perdi minha vó, meu teclado, e isso abalou meu jeito de escrever. Hoje não consigo mais escrever daquela forma. Não mesmo. Não sei colocar graça em algo sem graça. Nunca soube, para falar a verdade.

No fim, eu nunca soube. Agora menos ainda. Ando com um leve bom senso do que é postável, e do que não é. Ou seja. É. Acabou  os textos sobre bichos esmagados no tênis, ou como o café é incrível. Por enquanto - embora Ana coloque pressão na nossa "essência".

Eu não sou mais aquilo. E eu não escrevo coisas depressivas. Eu escrevo coisas inúteis, e que vem. Eu escrevo o que dá vontade. E isso não é depressão. Não mesmo.
De certa forma, eu apenas escrevo.
Se há sentido, não importa. Se há palavras bonitas, não importa. Se há sentimentos, não importa. Se há algo meu, não importa. Se há realidade, não importa. Se há beleza, não importa. Se há feridas, não importa. Se há leveza, não importa.
De certa forma, são apenas palavras.
De certa forma, sou só eu.
De certa forma, minhas palavras nunca mudarão o mundo.                                                                           Aliás, alguém as lê?
Isso ali é depressão? Não, escrevi sobre a minha escrita. Que eu apenas escrevo.
Gole a gole, o mundo foi sumindo.Gole a gole, o frio foi me consumindo. Gole a gole, eu esquecia o porquê. E o mundo se foi. E quem eu esperava, enfim chegou.  
E o resto se foi.E o resto era resto. 
E isso? Não. Estava falando sobre minha mãe demorar no mercado, e eu ter de fazer o café. Que aliás, ficou péssimo.

Então, aquilo que eu escreveria como uma pseudo crônica, eu escrevo em outra forma. Não sei mais escrever de outra forma. NÃO SEI.

No fim de tudo isso, de dizer que não sei escrever, e tudo mais, só quero dizer que me sinto mal. Eu perdi meus princípios. Isso é uma cosia que eu não gostei. E nem percebi. Ninguém se importa com o que eu escrevo. Essa é a verdade. Mas de qualquer forma. Perdi meus princípios. Que coisa terrível. É quase como se eu tivesse descartado minha alma. É isso.

E não estou dizendo que voltarei a escrever como o dia foi chato porque jogamos queimada na escola. Porque não irei. Até mesmo porque não tenho ideias para escrever. Por isso estou cerca de quatorze dias sem escrever nesse blog. Mas peço desculpas para alguém que por acaso gostasse do jeito que eu escrevia. Bate remorso nessa questão. Ah, sim!

E como eu disse, por enquanto não. quem sabe um dia - se bem que o layout não cinza deu uma astral melhor pro blog, quem sabe?

Digo, por último, que eu não sei mais escrever. E que, talvez um dia, eu volte com a "essência" do Vírgulete Assassinete.

E, ah, se você quiser ainda saber sobre minha rotina, tem o Twitter, tem Facebook, meu outro blog, o Skoob, e outra redes sociais sem graça que só servem para nada. Tô lá. Se quiserem falar comigo, trocar uma ideia, ou saber que lançou clipe novo de alguma banda que eu gosto - porque é quase só isso que eu posto no Facebook, estou lá.

10/10/2013

Nostalgia


A garota estava deitada na cama de solteiro em seu quarto abafado, e olhava os adesivos de tartarugas, cogumelos e borboletas que brilhavam no teto. Ela percebeu que havia quatro adesivos de tartarugas, seu animal favorito. Nem contou quantos de borboletas e cogumelos estavam colados.

Detestava borboletas, porque sempre que uma voava por perto, grudava em seu cabelo cacheado. Era difícil tirar, normalmente as asas quebravam. A menina também não gostava de cogumelos. Uma vez quando estava brincando em um bosque junto com suas primas, relou em um negócio branco e gelado em uma árvore. Pegou trauma. Mas ela ainda enche o prato de champignon quando come estrogonofe.

A adoradora de tartarugas e detestadora de borboletas estava sem sono. Ela sabia que devia dormir logo, porque no dia seguinte teria que acordar as seis horas da manhã. Mas o sono havia lhe deixado. Nem mesmo a aula de natação conseguiu trazer o tão esperado sono. Engraçado que enquanto ela esperava seu pai no clube, o sono impediu que ela ouvisse as músicas altas do bar.

Depois de amanhã ela ia viajar para o lugar que mais gostava na vida. Era um lugar cercado por lagos, e era bem pequeno. Uma zona rural, para ser mas específica. Ficava no oeste do Paraná, próximo a cidade de suas primas. Essa pequena ilha tinha cheiro de grama cortada, e sempre que a menina pensava no vilarejo, lembrava de terra, alegria, comida gostosa, família reunida e tudo o que ela mais gostava no mundo. Estava ansiosa.

02/10/2013

Passou

Ela estava cansada de tudo. Cansada de tentar e não conseguir. Cansada de acreditar, torcer, dar o seu máximo, e nunca alcançar. Todos sempre disseram para ela que para dar certo, ela precisava acreditar, batalhar e jamais desistir. E assim ela fez por toda a sua vida. Até que chegou uma hora que ela não sabia se fazer isso bastava.

Ela queria conseguir, mas ela já acreditava que um dia conseguiria. Ela começou a pensar que talvez fosse melhor desistir, esquecer tudo o que já fez, e nunca mais fazer. Sua mãe lhe dizia que devia aprender com os erros. E ela estava achando que tudo o que ela fez até então não passava de erros. E ela estava disposta a aprender e não repetir.

De uma coisa ela sabia: era uma garota especial, diferente. E não ia mudar quem era, nem violar seus valores para conseguir o que queria. Se fosse para vencer, seria sendo do jeito que ela sempre foi. Uma menina um pouco grosseira e estúpida.

Mas por trás daquela aparência brutal, existia uma menina carente, meiga e delicada. Que tinha muito medo de se decepcionar com a vida e com as pessoas. Ela era uma menina feliz, mas queria apenas uma coisa. E a esperança já não caminhava mais ao lado dela.


29/09/2013

De certa forma, eu apenas escrevo.

Se há sentido, não importa. Se há palavras bonitas, não importa. Se há sentimentos, não importa. Se há algo meu, não importa. Se há realidade, não importa. Se há beleza, não importa. Se há feridas, não importa. Se há leveza, não importa.

De certa forma, são apenas palavras.

De certa forma, sou só eu.

De certa forma, minhas palavras nunca mudarão o mundo.
                                                                           Aliás, alguém as lê?

24/09/2013

Ser poesia

A única verdade que carregamos no nosso ser é que queremos ser poesia. Somos pessoa feitas somente de mágoa, alegria, sentimento, e rebeldia. E tudo é transformado em bonito, em poético, em surreal, em literário. E isso não é animador. O que se passa em sua mente, suas ações, o seu piscar de olhos, o seu jeito de se vestir, de andar, de viver, seu gosto por algo, sua vontade. Tudo é colocado como poesia. Eu sei. Sei bem. Poesia nos rodeia. Poesia nos influência.

Poesia, arte pura.

Poesia, palavra cheia de rimas.

Poesia, palavra cheia de significados.




A verdade é que todo mundo só quer ser poesia.

21/09/2013

Vamos nos permitir

As vezes fico pensando em como cheguei a esse ponto. Nunca imaginei que isso aconteceria comigo algum dia. Sempre fui do tipo de pessoa que acha que só o que ela gosta é bom, e só é legal quem gosta daquelas coisas. Mas ultimamente percebi que a música que a pessoa ouve, ou o programa de TV que assiste não influência no caráter.

O que realmente importa são os valores que as pessoas têm, as coisas que elas fazem, e não os gostos delas. Eu que sempre me julguei uma pessoa sem preconceito - não me interessa cor, religião, opção sexual, classe social, o que importa é o caráter, honestidade, justiça - mas sempre falava que nunca ia gostar de um menino com gostos diferentes do meu.

Esse texto está um pouquinho meloso, mas foi por causa de uma pessoa que comecei pensar seriamente em ser menos radical, e a aceitar as pessoas como elas são. Sem tentar fazer com que elas leiam, ou escutem as músicas que eu escuto. Além de respeito, devemos ter aceitação. Eu estou gostando de alguém com gostos oposto aos meus, e eu gosto desse alguém do jeito que ele é.

Pode até ser que ele não goste de mim, o que é bem provável. Mas se não der certo, pelo menos eu aprendi que não podemos julgar as pessoas antes de conhecê-las. E que quando se gosta de alguém, as bandas, filmes, e programas que a pessoa gosta, não passam de detalhes. Detalhes insignificantes. Então permita-se experimentar o diferente, mesmo que não goste - eu não suporto o que ele ouve e assiste e ainda assim me permiti. Então permita-se.

16/09/2013

Gole a gole, o mundo foi sumindo.
Gole a gole, o frio foi me consumindo.
Gole a gole, eu esquecia o porquê.

E o mundo se foi.

E quem eu esperava, enfim chegou.

E o resto se foi.
E o resto era resto.

30/08/2013

ô, ana

Pessoas lindas, a nossa amada Clarinha criou um blog paralelo. Pelo que li, são aqueles textos depressivos que ela escreve tão bem. Brincadeira, não são depressivos, são ótimos textos, lindo, lindos. Então se pra vocês não basta o Vírgula, agora têm outro blog para ler!

O link é esse: http://whysoana.blogspot.com.br/

29/08/2013

Ninguém tolera a intolerância


Na segunda-feira a tarde, eu estava tendo aula de português no colégio, e a professora passou um vídeo que me chamou a atenção. O vídeo nem era sobre a tolerância, mas eu uma parte dele, a mulher falou que falta tolerância nas pessoas hoje em dia. E e concordo plenamente! Parece que a nova regra é tolerância zero.

No transito, qualquer coisinha é motivo de estresse, briga. Claro que tem muitos motoristas folgados por aí, mas um pouco de paciência com o próximo de vez em quando é bom! em filas, as pessoas não conseguem espera e ficar alguns minutos parados, tem que ir entrando na frente dos outros, coisa que eu não acho muito legal. Pensa, você está lá esperando, e vem um bonitinho furar fila.

Nos relacionamentos a tolerância não é nem zero, é negativa mesmo! Qualquer coisa já vira motivo de briga. E eu não estou falando apenas de relacionamentos amorosos, mas todos os relacionamentos. As pessoas não aceitam as outras, não aceitam o fato de que elas mesmas cometem erros.

Não estou defendendo pessoas folgadas ou aproveitadoras, mas estou querendo dizer que não dá pra ser perfeito. Do mesmo jeito que outras pessoas fazem coisas que nos irritam, nós fazemos coisas que irritam os outros. Então eu acho que devemos pensar antes de falar coisas que magoam os outros. Coloque-se no lugar da pessoa, e pense que talvez ela tenha um motivo para fazer o que fez. Converse com calma e explique o que você pensa, sem agressão, por favor.

Não sou 100% tolerante, mas me esforço um pouquinho para respeitar e aceitar as pessoas como elas são, com qualidades e defeitos. Mas onde quero chegar é: TENHA PACIÊNCIA, PORQUE AS PESSOAS NÃO TOLERAM A INTOLERÂNCIA!

27/08/2013

escrevi

Soprava um vento gelado na nuca enquanto procurava as palavras certas para escrever. Queria, algum dia, usar analogias e metáforas lindas que os escritores usavam. Eu queria escrever, mais do que tudo. Dizer que é bobagem é bobagem. É libertador. Porque escrever é mais do que simplesmente colocar palavras em ordem em uma folha em branco. 
Tem gente que diz que quem escreve vê o mundo de outra forma. 
Eu acho que quem escreve cria seu próprio mundo.

luz

Fui marcando os dias no calendário pra ver se ele ia pra frente. Perdi um dia. Mais outro. Mais outro. E uma infinidade deles. Vinha a noite, vinha o dia, mas não vinha você. Eu tinha o céu, tinha as estrelas mas não tinha você. O café esfriava ao meu lado e eu não tinha você. Uma luz infindamente cortando meus olhos, com um clarão de dor no pâncreas me trouxe o que eu mais esperava em anos marcando sem fim meu calendário gasto na parece sem cor. Mais tempo eu agora tinha para esperar pelo que nunca viria. Eu estava aqui. Você estava aí. E nós estávamos juntos.

25/08/2013

Convite: A Última Herdeira

Hey pessoas, doces queridos meus. A Marina, nossa fofa postadora que largou de mimimi a pouco, começou a escrever uma nova série. Não é como "Algo de Insano", ou "Olívia e Seus Relatos". A história é totalmente fictícia, e envolve magia, e tudo mais.

A Última Herdeira - Marina Fank
A história começa quando seus pais fogem - motivo a ser descoberto ao logo dos acontecimentos -, e a menina - personagem principal - Manuela é abandonada. Passam-se muitos anos, e um dia Manu(ela) se sente diferente, melhor, mais forte. E é nesse mesmo dia que uma coisa bastante estranha acontece. E é nesse mesmo dia que a vida dela muda. E fica estranha.

Numa narrativa um pouco mais madura do que nas séries anteriores, Marina desenvolve um mundo fictício muito envolvente, com personagens muito intrigantes e especiais. O leitor poderá se sentir dentro dos acontecimentos - porque eu e a Ana incomodamos para ela descrever melhor as coisas! -, e se sentir tão especial, e cheio de dons, assim como Manu. (Descrição um pouco exagerada, mas tá valendo!)

Minha opinião como leitora: Acho que vai ser bem diferente de ADI, e que vai ser interessante acompanhar. Porque eu desisti no meio do ADI. A história é totalmente diferente, e tem um tom mais maduro, mais descritivo, e mais enchedor de linguiça: como Ana e eu exigimos. Mas é assim que se vende, não? Estou dando uma ligeira exagerada, só para vocês ficarem muito mais interessados, mas a coisa toda é realmente legal. É meio inspirada em Harry Potter. Quase uma fanfic, digamos. E eu até senti vontade de acompanhar - claro, sou editora de texto/design/help criativo/multiajudas da Marina nessas séries. Então... só posso dizer que vai ser incrível, se não meu esforço não vai valer a pena!

De verdade, tá ficando boa. Não é um "Teorema Katherine" ou "O Guia do Mochileiro das Galáxias". É uma gênero diferente. Claro. Não tão incrível quanto ao citados, mas para quem gosta da coisa, muito legal. Essa é a parte real, a parte de cima é puro blábláblá, que faz parte do nosso mundo cheio de mídia. É isso. 

Para acessar o primeiro capítulo da série: "A Última Herdeira: I"
É isso, benhês. Se vocês ficaram muito interessados nessa nova série, você pode acompanhá-la no outro blog da Marina, o Totalmente Alheia.

Chega de "mi mi mi"!


   Como o título disse, chega de "mi mi mi"! Antes eu era tão encanada com tudo, e tudo me deixava encanada, e agora, nada mais me encana, como algumas pessoas dizem: "não estou nem aí pra paçoca"! Estou me sentindo tão leve, tão feliz, livre, e me sentindo um pouco displicente, mas eu nem ligo! Só estou curtindo tudo. Curtindo meus amigos, minha família, meus blogs, meus livros, minhas músicas, e me curtindo!

   Era a pressão do vestibular, que só existia na minha cabeça, porque meus disseram que eu não preciso passar na UEL, claro que quero, mas sem estresse! E pra piorar, eu estava em duvida do curso que eu queria. Era a escola me deixando maluca de tanto estudar, e desde que me libertei, meu desempenho melhorou! Também tinha a pressão de me encaixar na sociedade. Eu nem ligo mais pra sociedade!

   Mas o melhor de tudo isso, é ver meus pais mais alegres. Eu não me estressava apenas, estressava eles também, e agora é só alegria. Sem nervosismo, e pressão, e dúvidas, e bobagens. Percebi o quão boba estava sendo, porque a maioria dos adolescentes passam por isso, não sou só eu! Percebi que a minha vida é maravilhosa. Que meus pais são os melhores do mundo, e a minha família é incrível, e eu tenho amigos fantásticos.
 
   Então pra que me aborrecer com pouca coisa?! Eu sei que meu futuro depende do vestibular, mas eu estou tão "de boa na lagoa", que nem penso mais nisso. Só quero viver bem. Muito bem! Quero fazer as pessoas ao me redor felizes, e descobri que sendo feliz, eu consigo!

24/08/2013

Fim

De todos os fins, seria esse o menos promissor. Por compensação, o mais perto.
De todos os fins, seria esse o mais fácil. E seria o fim.
De todos os fins, seria esse o posto do procurado. Mas como já disse, seria o fim.
De todos os fins, seria esse o único longe das flores e das cores.
De todos os fins, seria esse o mais tumultuado.
De todos os fins, seria esse o menos bonito e poético.
De todos os fins, seria esse o menos desejado.

De todos os fins, seria esse o que eu escolheria, porque no fundo, seria o que combinaria.

09/08/2013

Como alcançar a felicidade?

   Terminei de estudar filosofia agora, porque amanhã terei uma provinha haha. Então, eu estava lendo os pensamentos de grandes filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles, e percebi que as palavras "felicidade", "amizade" e "virtude" estão muito presentes nessa parte da apostila (no pensamento deles).
 
   Sócrates dizia que só faz o mal quem ignora o que é a virtude, ou seja uma pessoa boa é uma pessoa virtuosa. Dizia também que só quem é virtuoso e faz o bem é feliz. Platão dizia que só se deseja o que não tem , quem deseja felicidade ainda não a tem. Ele pensava que se um ser tem desejo, esse ser tem uma carência. Aristóteles dizia que para ser feliz, é preciso ter amizade. Segundo ele, existem três tipos de amizade: a útil que é quando uma pessoa gosta de alguém porque é útil em algo; a aprazível, que é quando se está com alguém porque essa pessoa é agradável; e a perfeita, que é quando as pessoas se gostam de verdade, desejam o bem para essa pessoa.
 
   Uauu!! Que introdução grande, hein, e olha que eu não escrevi praticamente nada do pensamento de cada um! Enfim, onde eu quero chegar é: você concorda com esses três homens que pensavam tanto? Eu concordo. Devemos ser virtuosos, devemos controlar nossos desejos, e ter amizades verdadeiras, amar seus amigos, desejar o bem a eles.

   Como ser feliz sabendo que você não tem amigos de verdade, que as pessoas que você convive não amam você, simplesmente estão perto de você ou porque você é útil à elas, ou elas a você? Como ser feliz  quando se tem um desejo, e quando o realiza, quer mais e mais, e nunca está satisfeito? Como ser feliz sabendo que você prejudicou muitas pessoas? Eu não sei, por isso concordo com esses caras.

   Eu me considero uma pessoa feliz. Claro que as vezes fico triste com algumas coisas (quase tudo haha), mas com o tempo passa. A minha família e meus amigos fazem eu esquecer as coisas tristes que acontecem não só comigo, mas com outras pessoas que estão a minha volta. Eu costumo sofrer por pessoas que nem conheço. Se algum amigo me diz que um parente está doente, eu fico muito triste, muito mesmo. Se um amigo meu está triste, eu fico triste. Mas a vida é isso, não é?!

   Ultimamente estou pensando em fazer medicina (minha pira com o vestibular só triplicou), é um curso muito mais concorrido. Mas eu não quero fazer pra ganhar dinheiro, isso é uma consequência. Quero fazer porque eu quero ajudar as pessoas, quero mudar a vida de alguém, tentar salvar uma vida, e não tem vestibular que vai me impedir de fazer isso! Se eu for mesmo fazer medicina, quero a especialização de oncologia, que trata o câncer. Depois que minha avó faleceu fiquei muito sensível com relação a isso. E percebi que nessa profissão posso fazer pessoas felizes, e principalmente, posso me fazer feliz.

  Não sei se já tiveram alguma experiência do tipo. Há dois anos, no Natal, eu, minha mãe, e minha irmã compramos doces e brinquedos, e depois levamos para um abrigo de crianças. Vocês não tem noção de como foi bom ver as crianças pegando os presentes, brincando, e eu me impressionei quando elas me ofereceram os doces. Tipo, elas não tem doces sempre, e quando tem, elas dividem com quem não tem. E percebi que aquele Natal seria o mais feliz que vivi até o momento. E quando recebo cartinhas das minhas amigas, ai gente, eu choro!

   Bom, vou parar por aqui, porque já ficou maior do que eu esperava, e porque tenho que ir correr (estou acabando com o meu sedentarismo). Pense, o que é a felicidade pra você? Como se alcança a felicidade? Nossa, como eu estou sentimental e pensativa ultimamente, nem pareço a velha Marina chatonilda. Então chega, ta bom de abobrinha por hoje!

Tchau pessoas!

07/08/2013

Esse lance de família...

   Esses dias estava pensando em uma coisa que fez eu rever algumas atitudes que eu tenho, coisas que eu faço, ou que eu não faço. Tipo, seus pais trabalham, ou algum deles trabalham, eu acho, e tipo, eles tentam dar tudo do bom e do melhor pra você; tentam estar presentes na sua vida, tentam educar, dar amor, carinho... mas pessoas, ser pais de adolescentes não deve ser fácil. Sério, acho que se eu fosse minha mãe, eu não teria paciência comigo.

   Pensa, agora que você já é adolescente (ou não), seus pais estão mais velhos, e você pensa: eles sabem como se cria uma filho. Mas, mesmo que você seja o mais novo, eles não sabem, porque cada filho é diferente do outro (é o que a minha mãe diz), e se você é o mais velho, como no meu caso, deve ser mais difícil ainda. É a primeira experiência dos seus pais criando pessoas que não são nem crianças, nem adultos.

   Eles devem ficar preocupados com as suas companhias, com seus estudos, com o que você sente, se está fazendo coisas certas, se está bem... é muita coisa pra pensar, e eu sinceramente não sei se é mais difícil ser pais de bebês. Claro que tem que ficar em cima de bebê o tempo todo, eles não falam, nem andam, nem fazem nada sozinhos. Mas adolescente já começa fazer quase tudo sozinho, começa ser um adulto, e eu acho que as preocupações são maiores.

   A questão é, esse lance de família é complicado. A maioria das pessoas quer estudar, trabalhar, pra depois casar e ter filhos (eu não quero nem casar e nem ter filhos), e eu acho que é o certo, porque deve ser muito mais difícil ser mãe com 16 anos do que com 27. E só de pensar que você um dia será responsável por uma ou mais vida, já dá um medo.

   E família é uma coisa muito importante na vida das pessoas, eu não conseguiria viver sem minha família. Mas então, o que eu realmente estava pensando é: será que eu mereço tudo o que meus pais fazem por mim? Será que eu realmente sou uma boa filha? Será que eu faço tudo o que está em meu alcance para agradecer e merecer os meus pais? Eu sinceramente não sei.

   E por último, mas não menos importante: nunca engravide se o seu parceiro estiver sob efeito de poção do amor. Repito. NUNCA.  Os efeitos que isso pode causar são enorme. Veja o Voldemort, por exemplo, quem que vai querer ser mãe de um bruxo desses? E já que eu falei de bruxos e tals, vou passar um link da receita da cerveja amanteigada,  pra vocês tomarem enquanto pensam nisso com suas famílias.

   Beijo pessoas.

Qual seria o sentido? Eu fico me perguntando.
Porque eu sei que não tem nenhum.
Porque todo mundo sabe que não tem nenhum.
Impulso.
E só. É só isso. Não tem sentido.
É automático. E sem sentido.

A morte de personagens queridos me deixa meio dramática. Meio mal. Meio triste. E desculpe Ana, vou roubar sua tag.
Eu percebo que estou mal quando eu preciso ouvir Real Love. É a vida...

30/07/2013

O que ainda resta das batidas do meu coração

Fora de ritmo, lento.
E parece que ele parará a qualquer momento.
Qualquer um.

Não sobra muito de mim. E eu percebo que estou me dissolvendo.
Também não resta muito da lembrança dos outros. Essa nunca existiu mesmo.
E também eu vejo meus olhos se fechando para um nunca mais.

E eu ainda não sei muito sobre o que acontece comigo. Mesmo não estando acontecendo nada.
E eu nem sei o que é acontecer. E eu não sei de nada.
Apenas de que o mundo vai explodir, a qualquer momento.

Estou sendo movida por algo desconhecido, algo que nem sei se existe.
Mas eu não sei de nada. Nem do que se diz ao meu respeito.

E ainda restam as batidas do meu coração.
Seja lá o que isso possa me significar.
Ma elas existem.
Num tom monótono. Rápido.

25/07/2013

A verdade é que eu não consigo ver a verdade.
Eu não consigo ver os erros.
Nem os suicídios.
Eu não consigo nem mesmo me ver.
É como se eu estivesse fugindo de um reflexo.

A verdade, além de tudo, é que não existe verdade.
Não existem erros para serem vistos.
Nem consequências.
Não há eu.
Nem reflexo.

A verdade é que eu estou me fazendo de cega, exatamente para não ver a verdade.
E o resto nós deixamos em segredo.
Fluir.
Como quiser ir.

23/07/2013

Bules

Ainda me perguntou por que existem bules. Eles são lindos, delicados, e harmoniosos. Mas não seguram o calor. Já as práticas garrafas térmicas sim. E são mais baratas. E mais fácil utilização. E mesmo assim ainda vejo um encanto nos bules. Bules... Eles são adoráveis peças que compõem um ar meio velho para tudo. E eu ainda assim gosto de bules. Ou chaleiras. Tanto faz.Google Image Result for http://en.vogue.fr/uploads/images/thumbs/201244/tea_time_5617_north_545x.jpg
A capacidade da Ana de achar coisa inúteis boas é tão grande, que olha... Enfim, isso já foi postado por aqui faz muito tempo. Foi quando eu senti um vazio por terminar "As Vantagens de ser Invisível". Enfim. Um lixo. Mas a Ana gostou. Eis isso aqui tornando-se uma postagem.

07/07/2013

Outro blog

Oi pessoas lindas, então, como algumas de vocês sabem, eu comecei a série "Algo de insano", mas interrompi. E fiz isso por dois motivos: (1) estava sem tempo; (2) não combina com o VA uma série aqui. Por isso, eu criei um outro blog só para as minhas histórias esquisitas. Se você! Você mesmo, quiser ver o final da história e acompanhar outras séries, estará tudo no Totalmente Alheia >> http://www.totalmentealheia.blogspot.com.br/ .
Beijos pessoas!

29/06/2013

sozinha



Caminhando em lembranças, sozinha na noites, um cigarro entre os dedos e a sujeira toda no chão. Dor nas costas, na cabeça e no coração. Um livro novo, rasgado em pedaços. O buraco ardia. O medo me tomava. Eu estava sozinha.

Via todas aquelas pessoas felizes caminhando com seus cachorros, na chuva, no pôr-do-sol, à meia-noite após a ida ao bar. Voltavam pras suas casas, dormiam em paz, acordavam e a vida continuava perfeita como havia sido desde sempre. E eu sempre ali. Sorrateira e indiferente. Não que isso afetasse a integridade humana, porque não. Isso não afetava. E isso nunca afetará.

Eu ainda me sinto sozinha, com o estômago embrulhado em papel filme. Respiração fraca, sonhos altos. Algumas vezes eu até penso em lutar. Lutar contra o nada e vencer tudo. Minha mente fértil me diz pra continuar. Ela me diz pra seguir em frente; pra procurar algo que me faça feliz. Palavras amenas me fazem feliz. A caneca semi-quebrada que corta meus lábios cheia de chá verde me deixa feliz. Os tocos de cigarro jogados pelo chão e nas aberturas das janelas me deixam feliz. Meu apartamento minúsculo com cara de nada me deixa feliz. E a vida ridícula que sempre levei me deixa feliz.

Eu já pensei em me importar. Eu já desisti também. Eu já me virei pro lado e já vi que ninguém estava ali. Eu já olhei pra lua e imaginei como lá seria um ótimo lugar pra viver: tão brilhante, linda e sem ninguém.

Às vezes as pessoas me dão medo. Mas aí eu percebo que, de quem eu tenho realmente medo, é a minha sombra.

18/06/2013

Geração Coca-Cola...

   Oi pessoas! Sei que já leram muitos textos, frases, assistiram vídeos, viram fotos sobre os protestos que estão ocorrendo no Brasil, e em alguns outros países. Mas eu não podia ficar quieta com tudo isso, até acho que demorei muito pra escrever sobre o assunto! Amo essas coisas de protestos, amo ver as pessoas se unindo por protestos que vão beneficiar não só algumas pessoas, mas toda uma sociedade.
 
   Isso que está acontecendo, por causa de um aumento de 20 centavos na passagem de ônibus em São Paulo, mas não é só por 20 centavos. Esse aumento não seria tão ruim se os transportes coletivos fossem de qualidade. E esse aumento foi uma faísca, foi a ponta do iceberg.
 
   Políticos corruptos, caos na saúde, educação fraca, moradias em estado precário, impunidade, PEC 37, e uma Copa do Mundo, na qual será gasta mais de 1 bilhão de reais em estádios. Essas são algumas coisas que os brasileiros estão querendo melhoras. Não precisamos de estádios que não serão usados depois da Copa, não precisamos de PEC 37! Precisamos de hospitais, escolas de qualidade, saneamento básico, transportes públicos de qualidade, professores que ganhem o que merecem, menos impostos, e muitas coisas!
 
   Esses manifestantes que estão nas ruas, gritando, pulando, mostrando cartazes, e mostrando a indignação, é a prova de que o país está acordando. Estão mostrando que os políticos não podem roubar e o povo vai assistir como se nada estivesse acontecendo, não são burros. Eles estão lutando por um Brasil melhor, estão lutando pelo futuro de todos, e vão continuar lutando até conseguirem melhorias.

   Na hora de se unir, não importa cor, sexo e idade; a única coisa que realmente importa é que está todo mundo indignado com tudo isso, e nem tapas, tiros de borrachas, gases de efeito moral vão segurar esse povo lindo, esse povo corajoso. A cada hora, hora não, minuto, que eles estão nas ruas lutando, são mais vidas nos hospitais que estão salvando, mais alunos aprendendo, mais pessoas vivendo melhor, e um país progredindo. Digo isso, porque mesmo que todos os problemas sejam resolvidos, o povo mostrou que tem força, deixou seu recadinho para os políticos corruptos.
   Eu tenho orgulho de ser brasileira, e estou junto com todos os manifestantes que estão brigando com garra nas ruas, nas redes sociais, e em outros meios. Eu sou totalmente a favor dos protestos. Não sou a favor de violência, e vandalismo. Mas cá entre nós, vandalismo e violência é o que alguns políticos fazem com a nossa cara, né. Então meus parabéns a todos que estão ajudando nessa luta, afinal, somos a geração Coca-Cola! E para os que não concordam com os manifestos, deliguem a TV, e saiam do computador, porque a revolução está apenas começando...
 
   Então é isso galera, essa é a minha opinião, que na minha opinião, está certa!

   E pessoas, aproveitando esse clima, ouçam essa música de protesto que a minha amiga compôs, cantou, tocou e filmou. Eu achei a música muito legal e a letra é muito boa!

16/06/2013

Deixe

Deixe a arma.
Deixe o ar.
Deixe o som.
Deixe a poesia. A melodia.
Deixe o dom.
Deixe o sentimento.
Deixe o corpo.
Deixe a alma.
Deixe o frio.
Deixe o molhado. Ressecado.
Deixe os pássaros.
Deixe as pessoas.
Deixe o crime.
Deixe o silêncio, e também o vão.
Deixe as provas, o corpo, e os cortes.
Deixe-se levar, deixe-se cair sobre a flores.
Deixe-a ir.

14/06/2013

Aquele momento "Eu odeio química..."

   Oi pessoas, antes de começar escrever o que eu quero escrever, quero pedir desculpas por não postar mais, e justificar a minha ausência. Como todos já sabem, estou estudado um "pouquinho" para o vestibular e para o ENEM, aí né, já viram... não tenho tempo pra quase mais nada. E como eu toquei nesse assunto, vou continuar, porque é sobre isso que eu vou falar. Escrever.

   Quarta tive prova de biologia, e amanhã terei prova de química. Estou estudando muito pra essa prova, e estudei muito pra de biologia, inglês, redação, e já estou estudando história e filosofia. E ah, antes que me esqueça, amanhã vou começar estudar física. E eu estou ficando maluca! Muuuito maluca! Mais do que eu já era normalmente...

   Outro dia, eu tinha que ir dormir cedo porque no dia seguinte teria prova de matemática, e eu passei o dia inteiro estudando. Me deitei as dez horas, mas consegui dormir depois das onze. Tive pesadelo a noite inteira com a matéria da prova. E de repente... acordei, mas era apenas quatro e dez da manhã. Tentei dormir mais, mas o que consegui foi apenas fazer minha cabeça começar doer. Sei que isso é normal, mas quando começa acontecer pelo menos uma vez por semana é loucura. E não é só isso. Ás vezes estudo, estudo, estudo, e não entendo nada, só desentendo.

   Estou muito insegura com relação à minha entrada na universidade. Sei que já escrevi isso, mas meus pais se formaram na UEL, e parece que é minha obrigação me formar lá também, mais ainda porque eles estão investindo em mim, e seria um desperdício não conseguir. Eles falam que eu vou conseguir entrar lá, mas será que vou?

   E me dá um medo sobre o curso que vou fazer. Será que é o curso certo pra mim, será que vou ser boa nessa profissão? Dá um frio na barriga pensar que a minha vida vai depender de um escolha que farei ano que vem. E essa nuvem negra do vestibular parece que não deixa eu pensar em outras coisas. Por isso estou estudando, para passar.

   Minha mãe diz que eu estou exagerando quanto aos estudos, diz que eu tenho que me divertir mais, e que se eu não parar de pirar, vou deixar ela maluca. Mamãe também fala que eu preciso estar calma e tranquila pra hora da prova. E que ainda tenho um ano e meio, e se eu não passar na UEL, vou pra outra universidade e tudo certo. Mas eu não quero outra. Só quero voltar a sonhar com comida...

   E pra terminar, ouçam essa música que eu amo, e que descreve bem o momento, enquanto eu estudo química. Ah, mais uma coisa : "Eu odeio química!"

09/06/2013

a chuva começou cair

Andavam dizendo por aí que passava triste pelos jardins floridos e cantava canções fúnebres celebrando os dias que iriam vir. Usava um cabelo longo trançado e a franja longa sobre os olhos, o que me fazia cair, quase sempre. Eu tinha sono. Sonhos e esperanças. Não esperei nada de ninguém, muito menos de mim. Eu não estava triste. Eu não estava mal. Eu estava um poço de flores amassadas, com vontade de serem pisoteadas, com um leve chuvisco caindo em cima e multidões cantando a vida e a alegria. Eu estava um nada. Um nada que queria ser muito. O sol bateu, eu evaporei, comecei a sorrir e tudo estava certo.
Digam o que querem.
Eu sorri, continuei andando e a chuva começou cair.

03/06/2013

Agora

Eu quase que poderia ficar aqui, sentada, com os pés doendo, e escutando aquela melodia de fundo, olhando ao redor, e dando importância para aquela pequena borboleta que estava parada no mesmo banco que eu. Mas eu não podia. Não agora. Não agora. Não agora. Agora que alguém espantou a tal borboleta. Agora que a melodia acabou. Agora que só me restava o pé doendo. E alguns pensamentos melancólicos. Principalmente os pensamentos.

Que foram espantados por risos de duas crianças.

29/05/2013

adeus, amor

Em todos os lugares que eu olhava, eu via você. Aquela taça de vinho com a marca de seus lábios, quebrada num canto. Os restos mortais da salada sobre a mesa. A toalha jogada no chão. Mil lenços com meu choro no cesto de lixo.

Estava um caos. Toda bagunçada por dentro. Você me fez chorar. E isso importava. E muito. Chorar não é apenas chorar. E chorar é mais do que isso. Era o que você me fez sentir: vazia. Perto de uma escuridão imensa, um black-out na alma. Um assoalho negro coberto de sangue. E os cachos do seu cabelo jogados perto da pia da cozinha.

Eu não sabia o que fazer. Acabei indo embora. Sem olhar para trás. Adeus.
E deixei cair aquela tiara de flores que você tanto amava.

25/05/2013

E quando eu menos esperava, o mundo explodiu. E quão bonito aquilo foi, eu não posso lhe dizer. Não há como descrever tal cena.

Havia cores por todos os lados. E fogo. Fumaças coloridos. O mundo estava tão lindo, de forma jamais vista. As combinações as vezes eram erradas, e caiam em lugares errados. E de repente tudo ficou branco. Um novo céu foi descoberto.

E o mundo explodiu, e quão maravilhoso aquilo foi, não posso descrever.

Mesmo de olhos fechados as luzes eram fortes, e coloridas. Mesmo de olhos fechados você via o que acontecia.  E aquilo continuou até que ninguém mais conseguisse distinguir nada. As luzes cegaram todos os olhos. Eis a nova geração.

E o mundo explodiu, e quão divino isso foi, bom, nunca, ninguém, poderá lhe dizer.

E parecia que tudo iria mudar. E mudou. E veja. Todo mundo sempre quis mudar o mundo, bem, todo mundo já tentou mudar o mundo. E isso é mais ou menos que todos querem. E por isso digo que essa foi uma das mais maravilhosas cenas do mundo. O mundo mudou. Muito bem, humanidade, tudo mudou. Bem, para melhor ou pior, anda posso lhe dizer, mas mudou.

E explodiu. E as cores ficaram negras em minutos. As combinações pararam de serem frequentes, e tudo se calou. Eis outras luzes. eis nov era. Eis novo mundo. E ninguém contribuiu realmente para isso. E agora está tudo bem.

24/05/2013

irreal

Era um dia depois do outro.
Eram dias comuns.
Era em cada um desses dias que eu me sentia
cada vez mais fria;
cada vez mas neutra.

Os outros vinham me chamar:
- Viva, e mais nada!
Eu vivia, na vida abafada
sem mala nem nada
até o fim do mundo.

Eu dançava e gritava
e ninguém ouvia.
Eu via a escuridão.
Eu via as estrelas.
É. Era tudo em vão.

Eu sabia que as coisas iam embora quando a chuva caía
e sabia que não voltariam mais.
Mas eu chorava como uma criança sem colo;
tentava fugir da realidade que me cabia
e só não encontrava todos os motivos
que me tornavam reais.
{que péssimo poema. inspiração a mil por hora, e as palavras não saem...}

20/05/2013

Adams, seu irônico: sem Zaphod Beeblebrox e Marvin é demais...

Ana Clara que não sabe de nada interferindo em meus posts, em minhas mágoas...

A resposta, bom, não foi satisfatória. Marvin, meu amor, por quê? Mais um livro não é nada, desde novo você reclamou de tudo, o que era viver mais algum pouco?

Há muita ironia nesses livros. E muita desgraça. Meus conselhos agora não servem para nada. Não funcionam para mim. Não mesmo. Ouvir 'Simple as This', não entrar em pânico. Nada adianta. Aliás, foi essa coisa de "Não entre em Pânico" que me deixou assim.  Por que fazer isso comigo?

A simples lembrança de Marvin me faz chorar. A simples lembrança de Zaphod me faz chorar. Por que ele não pode mais aparecer? ele simplesmente sumiu? No quarto livro dizia que ele criou juízo, e teve filhinhos - bonitinhos? - com Tricia, e blá, blá, blá. Cadê o meu quase eu Zaphod Beeblebrox? Cadê? Não me faça morrer. Não agora.

Cerca de uma hora chorando é muito tempo. É muito choque. É muito ruim.
Marvin, meu amor, mais um livro vivo, por que não? Viveu tanto tempo reclamando... Tanto tempo abrindo e fechando portas, e pegando papéis no chão. Por que você?

É como se um vazio se abrisse em mim. E nada fecha ele. Nada. É como Colin disse: o buraco nunca se fecha. Nunca. 

Agora encontro sentidos para continuar a ler o último livro. Choro todas as vezes que eu lembro dos meus amores - é por isso que eu não consegui passar da metade do segundo capítulo. Oh, vida injusta... 

19/05/2013

Ruínas

Há algo que eu ainda não vi, e é isso que me mantém.
Há algo que ainda não foi visto por ninguém.
Há algo novo.
Há algo que ninguém sabe o que é, e dizem nunca ter visto.
Inclusive, dizem que não existe.
Não sabem o que é.
Sabem que existirá.
Devem ser ruínas, restos.
Nada novo.
Nunca novo.
Aliás, ainda estamos no planeta Terra.
Traços retos, traços de restos.
Tem algo que me mantém afim de escrever inspirado no livro.
Estou no livro quatro, estou acabando.
Esperem, voltarei ao normal. Ah, sim, espero voltar.
Post super carregado de nostalgia. Isso também.

17/05/2013

o choro das almas

As tardes passavam mais rápido. As nuvens corriam. E meus olhos demoravam a segui-los. A vida cheirava a cinzas. As tardes de domingo tinham gosto de vingança.
Choviam lágrimas de sangue.
Todo o mundo achava normal o que era para ser o fim.
O fim de si mesmos.
De quem amavam.
E do que não os fazia falta.

A vida simplesmente não tinha sentido àquela altura. E ninguém se importava. O fim esbanjava felicidade. Porque viver de nada adianta se não existirem evidências de que a vida existe.
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16/05/2013

Um poder a quem não tem poder

Há coisas inexplicáveis. Tais como levar sempre uma xícara de café na bolsa, ou por gostar de sentar no chão perto de lugares onde passam muitas pessoas, e por isso são muito sujos. Isso tudo para conseguir um bom foco para um bom texto. E era assim que ela trabalhava. Ela vinha há meses seguindo essa mesma rotina. E em todos os dias, parecia que isso não era uma rotina. E sim uma coisa nova. 

É claro que isso não é um bom trabalho. Não se você espera ganhar muito dinheiro com seu trabalho. Mas ela ficava feliz toda vez que ouvia algo que pudesse vir a ser um parágrafo no seu texto. Aliás, é um privilégio poder ver como os seres humanos se comportam tão irracionalmente na maior parte do tempo. 

Ela tirava um livro, que as vezes ficava meio molhado com o café, que vazava, e lia. E as vezes também fazia alguns anagramas com sua última palavra do texto, embora esses não ficassem bons, e sim cheios de palavras inexistentes. Ela também gostava muito de misturar a história do suee livro com a dos seres que passavam na sua frente. E também colocar as novas palavras, meio que como um novo idioma.

E era assim que ela passava seus dias. Seus anos.

Ocorreu que um tempo ela adoeceu. E como eu disse, o trabalho dela era um trabalho para quem a)tinha muito dinheiro e tempo (ideia não citada, mas vamos incluir aqui) ou b)a pessoas queria morrer de fome. Então ela não tinha dinheiro. E teve que achar um jeito para pagar as despesas dos seus remédios. Que eram caros. Então ela vendeu seus textos, que eram crônicas sobre as pessoas que passavam, e ganhou o suficiente para poder se curar, e viver mais alguns dois meses de vida. Não. Exatamente dois meses e dez dias de vida. Sabendo que ela morreria, queimou seus textos, e deles saiu uma fumaça verde-azulada, e o começou a explodir tudo. Sim. Textos com poderes. Os jornais também foram todos explodidos. E todos os lugares nos quais seus textos estavam. E assim, mais ou menos, acabou-se o mundo. Com chamas azul-esverdeadas - que são a mesma coisa que verde-azuladas - e muita fumaça. O mundo acabou por causa das palavras. E sim, houve algumas festas de comemoração por conta disso em alguns planetas distantes. Os humanos eram tão egoístas. E tinham as palavras. E também tomaram cuidado para não criarem palavras. Não queriam um fim trágico.

Na verdade o mundo só acabou porque ninguém nunca ligou para ela. E ela foi a pessoa que menos fez coisas no mundo. Ela também não influenciou nada. Mas ela sabia de tudo. E de todos. E tinha as palavras. Então o poder de acabar com tudo foi dado-lhe, sem ela ao menos saber. Aliás, como a terra é justa. Deu aquilo de mais importante a quem nunca teve muito. Tão justa...

Efeitos colaterais de se passar muito tempo lendo 'a trilogia de cinco' de "O Mochileiro da Galáxias"