06/10/2012

O eu verdadeiro...


Uma menina animada, extrovertida, engraçada, falante,bem humorada,brincalhona, descontraída, rodeada de amigos, agenda cheia de festas, na verdade é uma  criança tímida, sozinha, quieta,carente, e ninguém, absolutamente ninguém sabe disso. Mas cansei de me fechar em um mundo que não existe, cansei de viver duas vidas, uma sendo quem sou, e outra sendo quem eu gostaria de ser, cansei de agir com uma pessoa que não sou, cansei de fingir ser a Marina que não existe, mas todos pensam que existe.

Tudo o que eu quero é ficar trancada em meu quarto rosa ( não gosto de rosa), ouvindo minhas músicas "do mal", como as minhas amigas dizem que são, e ler, ler minhas sagas fictíceis, impossíveis, que eu amo, pois a realidade é muito dura, muito difícil, então por que ler algo triste, se a vida já é triste, e não a minha, mas a do mundo inteiro!

Sabem, não sou educada, não gosto de ficar no meio das pessoas, sou antissocial, gosto de ficar longe de tudo, isolada, ouvindo música, lendo e pensando na minha vida. Pensando em quando e como vou mostrar para o mundo quem sou, uma menininha insegura, que mora em um mundo totalmente mágico, sonhadora, boba, inocente, ingênua. Mas tenho medo, medo de todos se afastarem de mim por eu ser como sou, pois muitas pessoas já me acham estranha, só pelo simples fato de eu ouvir rock, ler muito, ter um estilo meio diferente. E isso é uma parte real minha, uma parte que aos poucos o mundo foi conhecendo. E antes eu me importava em assumir meu estilo de roupas, cabelo, música, livro, mas agora nem ligo mais, mas ainda tem a minha personalidade, e que eu preciso colocar para fora.

Queria ser a menininha perfeita que aparento ser, queria ser educadinha, meiguinha, fofinha, romantiquinha, queridinha, mas não sou. Sou uma chata, uma completa chata encasulada, que deixa de ir no bebedouro só para não passar por pessoas, pois odeio ser notada. Eu queria ter a capa da invisibilidade igual a do Harry, mas eu não ia tirar nunca.

As vezes me sinto um fardo, um fardo para meus pais, amigos, familiares, colegas, e acho que sou mesmo, pois todo mundo só reclama de mim, e olha que tento dar o meu melhor, tento fazer o que acho certo. Mas só recebo críticas, então é porque estou errada, equivocada. Então o que faço, pois não acho certo mentir, (exceto sobre minha personalidade) e eu tento não mentir, tento dizer a verdade sempre, mesmo que eu vá ser punida. Eu penso mais nas outras pessoas do que em mim mesma, ninguém sabe o tanto de coisa minha que deixo de fazer, só pra ajudar as pessoas que amo, mas  acho que não me amam, e tudo o que eu ouço é "você só pensa em você mesma". Como assim, então todo o tempo que perco pensando nos outros, é pensar em mim?!

Bom gente, estou escrevendo  isso, porque precisava desabafar, precisa me abrir com alguém, e se apenas uma pessoa ler isso, já vai valer a pena, pois dizem que guardar as coisas pra si mesmo e não contar pra ninguém, faz mal. Então pronto, contei meu segredo, me mostrei agora, e talvez você que esteja lendo isso comece a me enxergar com outros olhos. Algumas pessoas irão pensar que estou fazendo drama, mas não é, gente. Tenho dificuldade em conversar sobre mim com as pessoas, acho que todas vão me achar patética     (não que eu não seja), ou vão ficar com dó de mim, não quero dó, quero apenas que me entendam, e me ajudem, pois as vezes tudo o que eu preciso é um abraço e um "amo você". A professora de português disse que "te amo" está errado, e "amo te" que está certo, mas "amo te" é estranho, então pronto.

Falou gente!

4 comentários:

  1. Bem, como tu já deve ter percebido, ajuda quando tu põe pra fora de alguma forma. Eu já fiz várias coisas contra meus gostos e princípios pra "fazer parte da galera", e então no final nada além de eu ser excluída aconteceu. Porque a gente nunca consegue esconder quem somos completamente, e talvez quando tu se abrir pras pessoas elas se afastem, e isso será bom. Melhor poucas pessoas que te aceitam como você é do que toda aquela gente gostando de alguém que nem sequer existe.
    Ah, incrível como ficções nos aliviam, né? Seu eu tivesse uma Capa, nunca a tiraria também.
    Relaxa. As pessoas uma hora acabam se dando conta das coisas.

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  2. Posso dizer uma coisa? Acho que no fundo, no fundo, ninguém é como parece ser. E acho que isso é muito bom, imagina todas essas pessoas chatas, todo esse povo que só sabe encher o saco, eles não podem ser assim sempre, não tem como. No fundo as pessoas sempre são um tanto depressivas, um tanto anti-sociais ou um tanto eufóricas demais. Mas a gente vive em sociedade e a sociedade sufoca todas as nossa peculiaridades.
    Filosofei aqui, poxa.
    Ah, enfim, só queria dizer que tu não está sozinha. Eu vivo duas vidas também, três na verdade: a de verdade, a que meus pais pensam que vivo e a que meus amigos pensam que vivo.

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  3. Tem tag pra vocês lá no blog meninas, bj!

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  4. Amei o q escreveu.Me identifiquei muito com vc,meus sentimentos e dores sao bem parecidos.Aparento ser extrovertida,alegre,linda e popular mais dentro de mim sou timida,insegura,diferente e sensiveel.Me importo muito cm as pessoas,mais parece n adiantar.Ate mais bjaao

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Comente, não temos super poderes - uma pena - para acabar com você. Mas diga, e se o Skywalker usasse a Contracorrente e Percy um Sabre de Luz?