30/12/2016

aquele textão de fim de ano que não fala nada com nada só pra dizer que 2016 foi interessante

Dois mil e dezesseis. Se considerarmos coisas acontecidas numa esfera maior que eu, foi terrível. Se considerarmos apenas eu foi interessante. Teve umas coisas ruins? Ahn, sim, sempre tem. Mas o que dominou mesmo foi o... interessante.

Se formos ver os lados negativos, além da morte do Anton, que foi chocante demais, e por isso acho melhor não falar sobre isso, teve a separação dos meus pais, o que para muitos pode ser bem ruim, mas pra mim, sim no começo, pensando apenas nas implicações práticas da vida, foi difícil, não foi tão ruim assim. Muito, na verdade e me sinto péssima por dizer isso, pelo contrário. Foi (ótimo)... interessante.

Se formos falar de eu sendo eu, isso sim foi interessante. Acho que desde 2013 eu venho falando que eu tenho conseguido ser eu. Ser eu sem ter problema em ser eu. E cada ano isso vai além. O fato de um tempo atrás eu ter deixado a opinião dos outros um pouco de lado na minha vida tem sido tão positivo, mas tão positivo. É o que a cada ano eu paro e comemoro um pouco mais. Esse ano fui prum debate de sala tendo apenas a professora do meu lado (e a amiga que faltou no dia), e fui a que mais falou, e falei mesmo. E isso pode parecer ridículo, mas não é, porque eu nunca levantei a mão pra entrar numa discussão. Só uma vez. E eu participei dela sem querer. Foi tipo "ahn qual o sentido da vida?" numa aula de sociologia e falar quarenta e dois foi mais forte do que eu.
Mas, além dessa libertação de expor um pouco mais por causa da certeza que, apesar deu poder errar, eu geralmente estou certa (desculpa mas é a verdade, e eu sei que é porque eu não entro numa discussão se eu não tenho certeza, exatamente porque errar é difícil pra mim), houve aquela libertação de aceitar minhas manias esquisitas que fazem as pessoas constantemente me chamarem de louca. Ter que lavar a mão por tudo (dinheiro, maçanetas etc etc etc), o fato de eu passar lenços umedecidos pra higienizar o celular (até com isso implicam...), o fato de, caso eu saia com shorts, saia ou qualquer coisa que faça eu encostar a minha perna em cadeiras públicas, o que implica com, vamos pensar fundo nisso, sentar em muitos vasos sanitários, os quais eu não sei muito bem a procedência, ter que lavar a perna, entre outras.

Foi um ano muito saudável. Não tive grandes problemas com estômago que chegaram ao resultado botar tudo pra fora. Não tive nenhuma doença. Tive tanta alergia que cheguei ao nível de estar na escola parecendo que levei um soco no olho de tão inchado, e ficar semanas achando que tinha algo dentro do meu nariz. Tive também a maior concentração de dores de cabeças por semana da minha vida. Já havia vivido isso de ter todo dia, mas ter todo dia com um especial de duas vezes num mesmo dia foi interessante. Fora o vômito. Que foi bem interessante também. Mas isso pelo menos me fez pesquisar sobre meu problema de visão que minha mãe sempre afirmou ser por passar muito tempo jogando Stardoll. Muito interessante. E porque isso acontecia depois da Ana usar aquele desodorante super perfumado, piorava com a ida na academia e tal. Foi ótimo. Parei de achar que, na verdade, eu tenho um câncer no olho desde pequena, e que agora progredia (porque esse ano foi DEMAIS). Não, não é isso. Que bom. Teve um quase desmaio em público, mas desde então tenho sido cuidadosa com minha pressão também. Aliás, não quero mais ser a única que não pode comer churros, porque isso foi bem cruel. Ok, não tão saudável. Mas o que deu errado foram coisas fora do meu controle.

Vamos falar de cultura. Nossa, pensa numa menina culta. Eu li 31 livros. Menos do que eu esperava. Aliás, eu esperava poder ir na biblioteca da escola. A minha salvação atendeu pelo nome de Agatha e espero que continue nesse próximo ano. Mas que eu possa ir direitinho na biblioteca também.
Eu li um livro inteirinho do Augusto Cury. E sabe a conclusão que eu cheguei? Que eu já posso parar de insistir em realmente ler aquilo que eu abomino sem ler, porque provavelmente eu vou continuar abominando. Mas pelo menos já li. Tenho motivos reais, cem por cento reais. Também li um livro inteiro do Neruda. E estou decepcionada. Comigo, por ter tentando muito, muito mesmo. Sensação igual de quando eu odiei os livros do Sítio do Pica Pau Amarelo. Foi uma derrota. Das grandes. Mas não deu, não é mesmo pra mim. Por outro lado, uma surpresa enorme. Esperei não gostar de ler um livro do Machado de Assis, por experiências com um conto que eu mal lembro agora. Obriguei as coleguinhas tudo pegarem Dom Casmurro pro trabalho porque eu queria ler. Gostei muito. Mesmo. E teve coleguinha tentando ler mais (problemática biblioteca de volta).
Mas decepção mesmo foi A Sereia. Aquela autora, tão boa, tão bom. Tão leve. Tão fluída. E aquele livro tão chato. Mas tão chato. Mas tão chato mesmo. Difícil. Melhores livrinhos lidos nesses 2016: Acho que Por lugares incríveis, que não eu não chorei de soltar lágrimas, mas sofri. O controle de não começar e não parar mais em público na sala foi maior. Eu sabia o que acontecia. Também  Cem anos de solidão, que enfim resolvi seguir a dica do moço que ficou um tempo lá na biblioteca, com aquele exemplar tão velho que quebrava ao trocar de página. Foi difícil, muita alergia, a linguagem não tão fácil pra mim do García Márquez, aquela correria de nossa tive duas semanas pra ler mas agora, no último dia, faltam mais de cento e oitenta páginas, vamos lá mas por que todo mundo tem o mesmo nome isso complica muito mais. Mas eu terminei e fiquei muito feliz por ter feito isso. Um pressentimento funesto também merece seu destaque na lista, porque foi o primeiro livro da Agatha Christie que realmente me empolgou tipo muito muito muito muito mesmo. E, claro, o meu Agência de investigações holísticas Dirk Gently. muito bom meu bebê. O A longa e sombria hora do chá da alma é menos uau. Comecei a assistir um pedaço da série no meio, me confundiu, e não achei o final tão holístico assim, mas é isso aí. A série, aparentemente, tem um Dirk maravilhoso. O resto, não sou capaz de afirmar nada.

Quesito música: destaque pro Cleopatra. No começo do ano ouvi muito o Lemonade, como todo o resto do mundo. E teve o Ape in pink marble que foi especial também. Uma lista de músicas aleatórias muito importantes pro ano, mas que não vamos nos estender nisso. Destaque em músicas soltas aleatórias importantes para Please don't wait for me, Mr Bubbles, Certainty, Golden days, Cristina, Not that easy, I love y.... não estou disposta a lembrar de tudo não. Já é meia noite e quarenta e um e tá calor demais pra eu pensar.

Fiz uma viagenzinha bacana no meio do ano. Pra umas praias. Estava frio. É ótimo estar numa praia com casaco, cachecol, tênis e todo mundo estar bem de boa com isso, sem caras feias, aborrecimentos e tudo mais porque você é chato demais e não gosta de praia. E só lembrei da viagem porque meu mouse pad não tão provisório assim é do Mon, então meio que tive que lembrar. Porque sério ,tá ficando tarde e calor de novo. Esse museu muito bonito, tinha umas exposições muito legais, mas estavam com pressa pra almoçar. Uma pena. Também fiz aquele passeio de trem que era meio que meu sonho de consumo na vida. O bilhete ainda está no bolso do casaco vermelho. Eu acho que eu preciso lavar aquele casaco. A viagem foi em julho. Já choveu algumas vezes de la pra cá.

Indo pra outro lado, foi um ano de boas companhias. Muito boas companhias.

Não faço mais ideia do que escrever. E eu tinha muitas ideias e muitas coisas para escrever. Mas agora, não tem mais muito acontecendo aqui dentro, além de uma grande vontade de tomar chá de hortelã. Então vamos para os clichês de fim de ano.

Ano novo, momento pra gente prometer ser melhor do que a gente foi no ano anterior.
Muita gente fala que essa superstição de que só porque aumento um número no ano as coisas vão mudar é uma coisa muito boba. Mas a verdade é que ano novo é sim tudo novo. E é de cada um saber o que fazer com isso. Continuar igual ou mudar. Se o fato de estar indo pra algum lugar novo, ou simplesmente voltando pro mesmo, mas descansado não é motivo suficiente pra alguém querer mudar, eu realmente não sei o que é (considerando o curso normal da vida, sem pensar em fatalidades ou coisas que não acontecem todo dia... ou ano).

Então é isso. A vida vai continuando, e tudo o que a gente espera é que a gente sobreviva, e muito feliz por sobreviver (sobreviver não feliz com isso não me parece uma boa ideia, não desejo isso a ninguém).

A gente também espera uns álbuns bons pra ouvir, em especial, o álbum das Haim.

2016, um ano interessantíssimo.
Mas feliz 2017 vocês.

COMEÇAR DE NOVO É SÓ QUERER, NUNCA DEIXE DE ACREDITAR. SE ESCUTAR A VOZ DO SEU CORAÇÃO NÃO VAI ERRAR!

07/11/2016

futuro que não cabe a ninguém

engraçado a gente dar taaaanto palpite
sabe o que é que se sabe
sabe lá o que é que se sabe né
sabe lá o que é que é
como é que vai ser, de agora pra frente                                        imagino que talvez difícil
                                                                                                     imaginava eu que a vida
fosse ser complicada desse jeito
e imprescindivelmente, belíssima e deliciosa

tá aí a graça, eu acho
sabe lá o que
mas a graça tá em não saber nada mesmo
vai acontecer
e só seguir em frente
amanhã

20/10/2016

Eu sou outra pessoa. Mas ainda não faço a mínima ideia de quem eu seja. 
Comecei esse ano com uma ideia tão fixa do que queria e termino sem saber o que fazer. Parece que todos os meus sonhos resolveram me atormentar e jogar na minha cara que sou muito mais fraca do que penso que eu sou. Eu finjo dizendo que tá tudo bem, na maioria das vezes. Só que ao mesmo tempo me sinto bem comigo mesma. Tá tão confuso que eu só sei disso, só sei que eu não sei o que fazer, e todo mundo insiste em dizer que eu não preciso mesmo saber o que fazer, mas sempre tenho que saber (eu sei que eles querem que eu saiba). A verdade é que chegou esse momento que eu estou cansada de ser obrigada a saber o que fazer mesmo que, supostamente, eu não tenha que nada. 
Todo mundo tenta fazer a gente ficar bem. Quero dizer, quem realmente se importa. E não parece que alguém realmente tenta ajudar. No fim tudo parece só um tenho que fazer a minha parte porque você é supostamente importante pra mim.
É tanta suposição que até supor que é suposição é meio errado. Erroneamente acreditamos que alguém se importa mas na hora todo mundo some ou encontra alguém melhor. É por isso que eu sempre acreditei que afastava as pessoas. E parece mesmo, porque não importa o quanto eu me esforce ou tente ser melhor pros outros, acaba que no fim do dia eu sempre tô sozinha.
Eu não quero saber se acham que eu sou boa, ou se alguém sente mesmo que precisa fazer alguma coisa por mim. Eu não quero sentir que alguém pode ou deve fazer alguma coisa por mim. u quero fazer isso sozinha. Quero aprender a me virar do meu jeito sem precisar de ninguém pra me dar dicas ou fazer planos que criem uma ideia muito melhor de mim.
Eu estou cansada de ficar com esse nó na garganta porque nunca acerto as coisas e nunca sou o que esperam que eu seja. 
Quando eu começo a pensar demais acho que vou morrer de solidão. Não de velhice ou de doença. Mas de vazio. E é horrível sentir assim.

eu acho que eu deveria escrever mais

Um fato que não podemos negar é que todos os comentários positivos de professores sobre minha escrita só surgiram por motivos de Happy Teens!, e logo depois Vírgula Assassina. Estar constantemente escrevendo, mesmo que uma grande resenha sobre algum Habbo pirata, ou escrevendo um lixo de revista, fez eu saber muito melhor como colocar uma palavra depois da outra, onde algumas vírgulas e acentos vão. Longe da perfeição, mas é aquilo, praticar.

Hoje, minha criatividade para escrever qualquer coisa não existe muito, porque tudo o que eu tenho escrito são redações dissertativas, máximo trinta linhas, norma culta, introdução, desenvolvimento, conclusão, seis linhas cada parágrafo, temas sociais atuais. Isso é de matar qualquer alma escritora. Esse padrãozinho pra no fim como solução colocar medidas que, ao longo do tempo, trarão a consciência da população em relação ao problema...
Ano que vem a coisa vai ficar séria pra mim, e embora eu esteja por dentro não muito preocupada em realmente passar em lugar nenhum, já que eu nem sei o que quero de fato fazer, eu tenho que pensar em escrever boas redações padrãozinho (ou nem tão padrãozinho). Uma parte da minha vida vai depender de uma redação. Uma parte da minha vida já dependeu de escrever coisas aleatórias para no fim do dia não gritar e chorar e pensar na vida como um lugar cruel para mim. Mas isso não me deixa mais segura na hora de escrever, porque nos últimos tempos, eu simplesmente não consigo.

E esse tem sido o plano. Esse ressurgimento meu aqui é uma tentativa de conseguir aquilo que eu achei que eu sabia e já tinha conseguido. Segurança na hora de escrever, lembrar as palavras bonitas que eu sei, organizar as ideias de maneira (quase) coerente... Preciso conseguir isso.
É ridículo como uma coisa tão importante na vida dependa tanto de um textinho padrão. E se você não consegue fazer aquele textinho padrão, mesmo que você já tenha conseguido vários outros antes, então, que pena. Mas assim é a vida. E ao mesmo tempo que eu continuo (ou não, já que a escola tá ocupada) escrevendo dissertação-padrão porque essa é a vida, eu tento escrever algo mais real.

Ninguém merece uma vida de dissertação-padrão.

17/10/2016

eu não sei quem eu sou

Há diversos fatores que me fazem acreditar que eu simplesmente não sei quem/o que sou.

O primeiro é sobre eu simplesmente ser. Existir. Andar por aí.
Passei muito tempo da minha vida querendo sumir. Mas, ano passado, eu sumi tanto, que eu resolvi que eu queria aparecer. Mas aparecer por algo realmente meu. E não por eu - imensa vontade de vomitar - ser "inteligente". E eu tenho tentando falar mais com as pessoas e não concordar com elas por preguiça do que eu realmente acho. E também parei de usar aquela calça cinza horrível com o moletom marrom. E nesse quesito, eu tenho me saído muito, mas muito mesmo, bem.
Depois nós temos aquela problemática do o que vou fazer no resto da minha vida, que é uma coisa complicada.
É que assim, eu nunca fui aquela pessoa que vai muito bem em uma matéria e muito mal e outra ou odeio alguma matéria. A única verdade é que eu odeio esportes, mas nunca pensei mesmo em ser uma atleta. Também não levo jeito pra música. Mas já faz temp o que eu desacredito minha vida musical.
Sempre achei que levei um jeito melhor assim pras coisas que não precisa pensar muito, é só seguir um padrão, mas tenho muita preguiça disso.
Sempre me falaram que eu escrevo bem. Mas eis a pessoa que nunca termina nada que escreve pelo fato de não saber o que escrever. Talvez seja a falta de coisas acontecendo na minha vida, e também, nunca me acho autoridade pra falar de nada. Nem pra escrever um conto de amorzinho bobinho padrãozinho, porque eu simplesmente não posso falar de realmente gostar de alguém sendo que isso nunca aconteceu? ou pra escrever algo sem noção muito inspirada em, sei lá, um Douglas Adams, que né, adoro, e já tentei, mas não. Então tudo o que eu vou escrever soa artificial demais, infantil demais, ficção demais. Sem emoção demais. Sem clímax. Sem nada.
Eu não sei se sou uma pessoa racional ou emotiva. As vezes, sou a própria vulcana, mas aí eu vejo que nunca me recuperei de 2010 e a fase emo. Eu não sei nem em que lado eu estou nessa situação política que bombardeia cada milímetro da convivência humana nesse país. Eu nem sei o que pensar. todo mundo aprece muito errado e um pouco certo.

 A única coisa que eu sei sobre mim nesse momento é que eu estou morrendo de calor, e me desculpe morena tropicana adoradora do verão, eu morro de saudades do inverno. E tenho certeza que você só fala isso porque não tá em Forno do Iguaçu. Nas férias quero ver você manter a pose de amo o verão.
E de resto, eu simplesmente não sei.

16/10/2016

Os amantes do inverno que me perdoem, mas sou morena tropicana

Os amantes do inverno que me perdoem, mas sou morena tropicana; morena da pele bronzeada pelo sol, morena que veio do mar, veio do calor de janeiro, da alegria das férias, da ímparidade do dia 3. Desculpem a analogia clichê, mas é fato, sou do verão, do sol forte, da praia cheia, do sorvete refrescante, da piscina azul, do vestido florido, das cores fortes. Como meu nome já diz, vim do mar, e sou tão imprevisível quanto ele: em alguns momentos, calmaria; em outros, violência; ás vezes quente, ás vezes gelado. Outro dado importante que diz muito sobre mim é minha data de nascimento: nasci no começo de janeiro, mesmo dia que o mestre Tolkien, a época que o verão está fervendo, época de férias e alegria.

Ora, amantes do inverno, me perdoem, mas o verão é mais alegre, é mais bonito, mais gostoso. No verão, as noites são mais saborosas, e os dias mais receptivos. No verão, as pessoas ficam mais livres, mais soltas, com roupas gostosas e alegres. No verão, as pessoas deixam transbordar as suas almas derretidas (mais conhecidas como suor). No verão, as frutas são mais suculentas, e as pessoas mais saudáveis. No verão, as festas mais animadas acontecem. No verão, eu posso exercer a minha função de morena tropicana, posso espalhar o meu bom humor (humor este, que não aparece com tanta intensidade no inverno). No verão, eu posso mostrar as minhas marcas, as minhas histórias, as minhas linhas, e a mais bela das minhas curvas: meu sorriso.

Eu não sei e o texto era pra falar de mim, ou do meu amor pelo verão, então ficou um misto dos dois temas. E por último, amantes do inverno, espero que um dia vocês possam admirar tanto o verão, quanto eu, e que vocês sejam morenos tropicanos!

Obs.: Essa música é um clássico do verão, e duas das pessoas que mais amo, me chamam de morena tropicana...

22/09/2016

goodbye vibrations e pensamentos aleatórios

Eu tive uma ideia muito boa pra escrever algo.
Na verdade, eu tenho muito boas ideias sempre, mas eu sou muito boa com começos também. Aliás, principalmente com começos. E com frases para terminar. Impactantes. Emocionantes. Ou simplesmente do jeito que deveriam ser.
Eu sou ótima.
Então, temos um bom começo escrito, uma boa ideia pro meio pensada, e uma boa última frase. Mas meio entre começo e meio até a última frase é bastante disperso e faz todos os meus trabalhos de geografia serem excluídos. Até mesmo porque eu nunca lembro da senha que eu coloquei.
E isso me deixa cada vez mais angustiada.

Me sinto muito, muito mesmo, fracassada quando excluo um trabalho de geografia (por isso, dessa vez eu nomeei ele como letras aleatórias. E por que geografia? não sei) por simplesmente não conseguir sair daquele começo muito bem pensando, com todos os personagens bem apresentados e colocados em seus devidos lugares, estes também bem descritos. Eu sei o que vai acontecer. Eu não sei como vai acontecer.

Alguém poderia, por favor, me dizer como acontece? Assim, quem sabe, algum dia eu realmente termine algum desses trabalhos (ou letras aleatórias).

Teve um que eu terminei e fiquei bastante satisfeita. Faltava só alguns ajustes. Era sobre uma idosa, uma câmera e um crime. como chegou no crime? Eu não sei. Como cheguei na idosa? Bem, eu comecei a escrever inspirada numa coisa que minha bisavó falou. Mas daí ela veio a morrer e eu simplesmente não conseguia lidar muito com aquele trabalho de geografia que eu sabia a senha e faltava alguns retoques. Então nunca dei os retoques, nunca mostrei a ninguém e eu excluí.

Junto desse, exclui outro trabalho de geografia, simplesmente porque não me dei ao trabalho de lembrar qual era o Trabalho de geografia e qual era o trabalho de geografia. O Trabalho de geografia era algo amorzinho muito aleatório, e estava um grande lixo. Mas a ideia era boa, e no fim, a última cena seria simplesmente o moço, o qual eu não tinha achado um bom nome, muito triste por algum motivo (eu acho que eu ia matar a moça que também não tinha nome ainda, e nem sabia se ela iria morrer, ou sei lá. Alguém tinha que morrer ou alguém tinha que ser muito filho da puta, então eu acho que alguém morrer é muito mais divertido e tal, e tinha que acontecer porque ele tinha que ficar triste) iria sair pra comer uma coxinha em algum lugar que ela fosse muito boa, e algum comentário sobre o requeijão da coxinha e como ela feia (coxinha totalmente fictícia do Lua e Sol Sol e Lua mas tudo bem) mas muito boa. Mas eu excluí o Trabalho de geografia e só depois quando fui abrir ele descobri que o outro era o trabalho de geografia.

Outro grande problema é minha falta de foco. Um exemplo maravilhoso: eu fui abrir uma notificação do Twitter e simplesmente esqueci tudo o que eu tinha pra escrever aqui.