26/12/2017

esse blog não existe mais mas o ano não acaba antes do meu texto

aqui estou eu brigando com um cachorro por ele estar tentando subir no sofá. eu, eduarda, com um cachorro em casa. não é exatamente uma ideia que eu aprecie. mas também é possível me encontrar agachada no meio do apartamento falando com voz de neném e acariciando ele, o desgracinha. mas aqui estou eu. há cinco dias até o fim de 2017, mas 2017 já não aprece mais o número certo há algum tempo.

esse foi um ano esquisito. me senti inteira sozinhas, me senti despedaçada sozinhas, me senti inteira em conjunto e me senti fora do grupo, tudo de uma forma muito mais intensa pelo maravilhoso motivo de: vestibular. inclusive, fui mal para um caralho e não vou entrar em nada ano que vem, mas também eu finjo que tá tudo certo. esse menino vestibular me fez fazer várias coisas que eu não farai antes (como meditação guiada, falho, assistir uma temporada de série inteira em um dia, feito e tirar vários sessenta no boletim da escola, muito bem feito).

essas sensação de não sei o que eu vou fazer ano que vem (udc, ainda da tempo de vocês quererem me patrocinar...) eu tô tentando combater. o que é difícil num texto de despedida, já que a gente geralmente se despede já visando o próximo passo. não ter um próximo passo é deliciosamente aventureiro e eu posso fazer o que eu quiser, mas ao mesmo tempo me assusta. meu sistema não funciona muito se eu não souber exatamente como poderei fazer tudo - mesmo que tudo seja feito de forma bagunçada.

eu não sei nem o que eu tô escrevendo e isso mostra bem como o meu 2017 foi uma bela confusão. uma grande quantidade de choro, mau humor, incerteza e confusão, minha e de muitos ao meu redor.

prós de 2017: eu terminei todos os livros da agatha christie aqui de casa. pareciam muitos ma nem eram; li um monte de livro sensacional daqueles que a gente fica falando pra todo mundo ler; álbum novo das haim, da lorde e do harry styles (isso ainda foi esse ano?); combo álbum jakinho + livro novo john green bem 2013 pra mim; o natal foi, por mais engraçado que isso possa soar, bem legalzinho; bota azul por 20 reais.
contras de 2017: maior parte do tempo eu só queria vomitar e sumir.

e eu não sei mais.

adeus 2017, belo ano, mas deus me livre de ter você de novo.

22/12/2017

Tá tudo bem não estar tudo bem

Eu sempre fui adepta de auto-ajuda de tumblr, talvez por acreditar que quem compartilhava aquilo por lá também precisava ouvir aquilo naquele momento então eu não estava sozinha com todo aquele pensamento confuso sobre mim mesma ou sobre a vida em geral. Eu sempre acreditei que ninguém mais sentia o mesmo que eu, ou que estava completamente sozinha. Isso me fazia sentir mais parte de tudo, nem que fosse dentro de um grupo que também precisava se encontrar.

Hoje em dia eu consigo acreditar que já sou parte, mas ainda não acho que tenha entendido isso direito. É por isso que sempre gostei de Amélie. Desde a primeira vez que eu vi. Tá, pode parecer meio clichê, já que a maioria das pessoas insiste em dizer que gosta. Eu sou mais uma dessas pessoas. Mas a pior parte de tudo isso é que sou extremamente parecida com ela. E não que eu ache isso bom, até porque acho que ela não é uma personagem incrível nem de longe. Não é uma coisa que eu adore dizer: "viu só, eu sou quase uma Amélie". Até porque olha, a menina não é tão legal assim.

Uma coisa que sempre me fez sentir melhor nesse filme é o fato de sempre ter acreditado que minha vida era péssima. Tá tudo errado. Eu não aproveito. Eu não tenho muitos amigos. Eu não saio. Eu não vivo uma linda história de amor a cada mês. Não dá pra acreditar que está tudo bem sentar no sábado a noite e fazer todos os testes do buzzfeed, de novo, e de novo. Não dá pra acreditar que existe tanta falta de vontade de estar fora de casa por duas noites seguidas. Eu sou jovem, tenho tanta coisa... Enfim. Não dá pra acreditar que não eu era  uma pessoa que tem que estar em todos os lugares e com todo mundo.

Voltando, eu assisto ao filme e acredito mesmo que está tudo bem ser assim. Eu acredito mesmo que, apesar de ser simples assim, ser apenas umas coisinhas de nada, uma vida sem muitos altos, é possível sim aproveitar da minha maneira. E olha, é só a minha maneira que tá importando ultimamente. A hora que você percebe que existem pessoas que não estão mais aqui e outras que estão e não vão sair é a hora em que começa a realmente acreditar que vai dar tudo certo. Eu não aprendi rápido, e ainda tô na lida. E assim vai.

Eu gosto de falar de mim, então escrevo. E faz muita falta não poder colocar isso em forma de alguma coisa, mesmo que não faça sentido algum. Eu só paro pra pensar nas coisas agora, em como eu cresci no último ano, em como aprendi a viver a minha vida, em como eu ainda estou caminhando pra melhor, mas isso agora, não mais tarde.

Ainda sou fascinada pelas coisas mais bobas do mundo. Eu juro que todo esse tempo eu só procurei por coisas que realmente preenchessem com grandes feitos, sempre esquecendo de que nada disso faz mesmo tanto sentido pra mim. Não faz mesmo, porque eu não sou assim, e não tem problema. Aliás, sempre vai estar tudo bem não estar tudo bem, mesmo que eu não perceba isso com facilidade.

14/12/2017

tchau ano

dois mil e dezessete acabou. ou quase isso. a verdade é que já faltam apenas quinze dias e eu não acredito que dê pra acontecer tanta coisa além do que já foi. a verdade é que não dá pra descrever o quanto a vida mudou em apenas um ano. não dá pra descrever o quanto eu sou diferente em apenas doze meses. é impressionante, de verdade.

esse ano passou voando, e quando eu, já estava aqui, no final, lembrando que o blog existe e querendo passar tudinho pra cá. ainda não tô acreditando que já acabou e que tudo isso passou, sem que eu me desse conta.

já mudei de casa uma vez, já tive que aprender a conviver com todas as mudanças que aconteceram na minha família, aprender a conviver com a universidade e todas as outras coisas. eu nem acredito ainda que tô aqui escrevendo isso e emocionadíssima, por sinal.

é fim de ano, e eu sempre fico assim, na verdade é por isso que eu vivo. não aguento ter que guardar tudo pra mim, então esse é o lugar escolhido. comecei a tratar meus problemas, a realmente cuidar de mim, e posso dizer que sim, tô muito melhor. como eu já disse algumas vezes enquanto escrevo esse texto, nem acredito que consigo escrever tudo isso com sorriso no rosto, sendo que parece ter sido muito mais difícil do que tudo o que já enfrentei na vida.

algumas pessoas muito importantes chegaram, outras acabaram ficando mais longe do que eu imaginava. outras simplesmente estão ali, sempre, a todo momento, mesmo que eu já tivesse acreditado que elas não estavam mais. as vezes as relações doem, outras vezes curam. eu acho que o que me sobrou foram pessoas que fizeram toda a diferença, mesmo que de algumas eu sinta muita falta ainda.

eu aprendi muita coisa. eu aprendi que eu tenho tudo dentro de mim e que só preciso usar isso, porque sim, eu consigo. e por mais que nunca tenha acreditado nisso, eu consigo sim. eu consigo fazer as coisas darem certo pra mim. talvez não para os outros, mas pra mim, sim. e é nisso que eu trabalho todos os dias.

eu só queria deixar registrado aqui, pra ana do futuro, que tá tudo certo, e que se algum dia você voltar aqui e ver a pessoa que era no final de dois mil e dezessete, com certeza a pessoa que você não é mais, saiba que nesse momento eu me sinto feliz e com a certeza de que onde você estiver, eu vou chegar e com muita força. afinal, acabei de comprar uma bota cor de rosa e me sinto uma princesa de verdade.

obrigada, dois mil e dezessete.

22/05/2017

ninguém conta pra gente que não tem fim (ou pelo menos não contam direito)


mais de 5 meses fora de órbita, tentando botar tudo em ordem, colocando os pingos no is... foi assim que acabei percebendo que NÃO TEM COMO POR PINGO EM TODOS OS IS. parece é que cada vez que uma coisa é resolvida aparecem muitas outras inacabadas e precisando da nossa atenção. não é fácil assim ficar bem resolvido e de bem com a vida. não é fácil assim assim dizer que "agora tá tudo certo, me deixa descansar".

a ideia que eu sempre tive de tudo isso (a vida, o universo e tudo o mais), era de que ia chegar uma hora em que eu ia parar, sentar numa cadeira, respirar fundo e dizer pra mim mesma que tava tudo terminado. tudo certo. tudo no devido lugar. todos os pingos em todos os is. mas a parte que ninguém conta pra gente é que não descanso. não tem mesmo. é aquela história de NÃO PARE NUNCA sempre e sempre e sempre...

finalmente entrei na universidade. fiquei um ano estudando por não ter conseguido entrar logo depois do ensino médio (não é novidade pra quem acompanhou esse blog (ninguém) durante o ano passado) e depois de tanto perrengue, depois de tanto acreditar que eu não era capaz, entrei. entrei quase não entrando, se é que dá pra entender. eu compartilhei isso com todo mundo. foi meio que uma imposição: você ouve a minha história OU ouve a minha história. enfim, entrei, tô lá. fantasiei durante um ano todo o meu curso dos sonhos, pesquisei, me informei, disse pra família inteira o que eu ia fazer... enfim, paz. enfim, pingos nos is. eu tinha decidido o sinal da minha vida.
foi assim que eu desisti desse então curso dos sonhos. foi aí que eu pus na cabeça de que não era pra mim. foi aí que eu tirei todos os pingos dos is. bem perdida, na verdade, eu fiquei depois disso. tive que chegar pra família e dizer que não sabia mais o que ia fazer.
aí mudei de ideia. fui pra outra área. mudei 100% o que queria fazer. e mesmo assim, ainda sem saber o que queria fazer. foi aí que entrei no que deu. NO QUE DEU. não segui o sonho dessa vez, não pesquisei tudo a respeito do que ia fazer, só fui. é onde eu tô agora. coloquei um pingo nesse i. não digo que essa é um i resolvido, mas o fato é que tô me encontrando no que tô fazendo, e acho que esse i tem muito futuro.
mas, voltando. eu pinguei esse i da universidade, esse i de estar perdida. esse i de não saber o que fazer comigo mesma. preenchido. agora é que vem a parte difícil.

quando achei que finalmente o i do momento tava pingado, certinho... pronto só pra seguir em frente... não, espera aí. vamos descansar não. descansar é coisa pra fraco. a vida me põe mais peso nas costas e na consciência. e quando eu finalmente acho que é hora de sentar naquela cadeira (aquela que eu já falei) e dar aquela respirada bem profunda, o cassetete dá com tudo na minha nuca. por que é que ninguém avisa a gente de que não tem parada obrigatória e permanente? por que é que não avisam que ter força e vontade pra chegar em um lugar nunca é suficiente pra seguir pro próximo? é tanta coisa que precisa ser construída e tanta vontade e força que as vezes a gente nem imagina que tem dentro. será que tem mesmo? o fato é que ainda tô aqui. o fato é que ainda não desisti. e só queria compartilhar essa pequena vitória, porque realmente não foi fácil passar por um ano tão complicado como o passado e agora começar um novo ciclo na vida com tanta disposição. obrigada.

(saudades escrever coisas sem sentido quando deveria estudar)

30/12/2016

aquele textão de fim de ano que não fala nada com nada só pra dizer que 2016 foi interessante

Dois mil e dezesseis. Se considerarmos coisas acontecidas numa esfera maior que eu, foi terrível. Se considerarmos apenas eu foi interessante. Teve umas coisas ruins? Ahn, sim, sempre tem. Mas o que dominou mesmo foi o... interessante.

Se formos ver os lados negativos, além da morte do Anton, que foi chocante demais, e por isso acho melhor não falar sobre isso, teve a separação dos meus pais, o que para muitos pode ser bem ruim, mas pra mim, sim no começo, pensando apenas nas implicações práticas da vida, foi difícil, não foi tão ruim assim. Muito, na verdade e me sinto péssima por dizer isso, pelo contrário. Foi (ótimo)... interessante.

Se formos falar de eu sendo eu, isso sim foi interessante. Acho que desde 2013 eu venho falando que eu tenho conseguido ser eu. Ser eu sem ter problema em ser eu. E cada ano isso vai além. O fato de um tempo atrás eu ter deixado a opinião dos outros um pouco de lado na minha vida tem sido tão positivo, mas tão positivo. É o que a cada ano eu paro e comemoro um pouco mais. Esse ano fui prum debate de sala tendo apenas a professora do meu lado (e a amiga que faltou no dia), e fui a que mais falou, e falei mesmo. E isso pode parecer ridículo, mas não é, porque eu nunca levantei a mão pra entrar numa discussão. Só uma vez. E eu participei dela sem querer. Foi tipo "ahn qual o sentido da vida?" numa aula de sociologia e falar quarenta e dois foi mais forte do que eu.
Mas, além dessa libertação de expor um pouco mais por causa da certeza que, apesar deu poder errar, eu geralmente estou certa (desculpa mas é a verdade, e eu sei que é porque eu não entro numa discussão se eu não tenho certeza, exatamente porque errar é difícil pra mim), houve aquela libertação de aceitar minhas manias esquisitas que fazem as pessoas constantemente me chamarem de louca. Ter que lavar a mão por tudo (dinheiro, maçanetas etc etc etc), o fato de eu passar lenços umedecidos pra higienizar o celular (até com isso implicam...), o fato de, caso eu saia com shorts, saia ou qualquer coisa que faça eu encostar a minha perna em cadeiras públicas, o que implica com, vamos pensar fundo nisso, sentar em muitos vasos sanitários, os quais eu não sei muito bem a procedência, ter que lavar a perna, entre outras.

Foi um ano muito saudável. Não tive grandes problemas com estômago que chegaram ao resultado botar tudo pra fora. Não tive nenhuma doença. Tive tanta alergia que cheguei ao nível de estar na escola parecendo que levei um soco no olho de tão inchado, e ficar semanas achando que tinha algo dentro do meu nariz. Tive também a maior concentração de dores de cabeças por semana da minha vida. Já havia vivido isso de ter todo dia, mas ter todo dia com um especial de duas vezes num mesmo dia foi interessante. Fora o vômito. Que foi bem interessante também. Mas isso pelo menos me fez pesquisar sobre meu problema de visão que minha mãe sempre afirmou ser por passar muito tempo jogando Stardoll. Muito interessante. E porque isso acontecia depois da Ana usar aquele desodorante super perfumado, piorava com a ida na academia e tal. Foi ótimo. Parei de achar que, na verdade, eu tenho um câncer no olho desde pequena, e que agora progredia (porque esse ano foi DEMAIS). Não, não é isso. Que bom. Teve um quase desmaio em público, mas desde então tenho sido cuidadosa com minha pressão também. Aliás, não quero mais ser a única que não pode comer churros, porque isso foi bem cruel. Ok, não tão saudável. Mas o que deu errado foram coisas fora do meu controle.

Vamos falar de cultura. Nossa, pensa numa menina culta. Eu li 31 livros. Menos do que eu esperava. Aliás, eu esperava poder ir na biblioteca da escola. A minha salvação atendeu pelo nome de Agatha e espero que continue nesse próximo ano. Mas que eu possa ir direitinho na biblioteca também.
Eu li um livro inteirinho do Augusto Cury. E sabe a conclusão que eu cheguei? Que eu já posso parar de insistir em realmente ler aquilo que eu abomino sem ler, porque provavelmente eu vou continuar abominando. Mas pelo menos já li. Tenho motivos reais, cem por cento reais. Também li um livro inteiro do Neruda. E estou decepcionada. Comigo, por ter tentando muito, muito mesmo. Sensação igual de quando eu odiei os livros do Sítio do Pica Pau Amarelo. Foi uma derrota. Das grandes. Mas não deu, não é mesmo pra mim. Por outro lado, uma surpresa enorme. Esperei não gostar de ler um livro do Machado de Assis, por experiências com um conto que eu mal lembro agora. Obriguei as coleguinhas tudo pegarem Dom Casmurro pro trabalho porque eu queria ler. Gostei muito. Mesmo. E teve coleguinha tentando ler mais (problemática biblioteca de volta).
Mas decepção mesmo foi A Sereia. Aquela autora, tão boa, tão bom. Tão leve. Tão fluída. E aquele livro tão chato. Mas tão chato. Mas tão chato mesmo. Difícil. Melhores livrinhos lidos nesses 2016: Acho que Por lugares incríveis, que não eu não chorei de soltar lágrimas, mas sofri. O controle de não começar e não parar mais em público na sala foi maior. Eu sabia o que acontecia. Também  Cem anos de solidão, que enfim resolvi seguir a dica do moço que ficou um tempo lá na biblioteca, com aquele exemplar tão velho que quebrava ao trocar de página. Foi difícil, muita alergia, a linguagem não tão fácil pra mim do García Márquez, aquela correria de nossa tive duas semanas pra ler mas agora, no último dia, faltam mais de cento e oitenta páginas, vamos lá mas por que todo mundo tem o mesmo nome isso complica muito mais. Mas eu terminei e fiquei muito feliz por ter feito isso. Um pressentimento funesto também merece seu destaque na lista, porque foi o primeiro livro da Agatha Christie que realmente me empolgou tipo muito muito muito muito mesmo. E, claro, o meu Agência de investigações holísticas Dirk Gently. muito bom meu bebê. O A longa e sombria hora do chá da alma é menos uau. Comecei a assistir um pedaço da série no meio, me confundiu, e não achei o final tão holístico assim, mas é isso aí. A série, aparentemente, tem um Dirk maravilhoso. O resto, não sou capaz de afirmar nada.

Quesito música: destaque pro Cleopatra. No começo do ano ouvi muito o Lemonade, como todo o resto do mundo. E teve o Ape in pink marble que foi especial também. Uma lista de músicas aleatórias muito importantes pro ano, mas que não vamos nos estender nisso. Destaque em músicas soltas aleatórias importantes para Please don't wait for me, Mr Bubbles, Certainty, Golden days, Cristina, Not that easy, I love y.... não estou disposta a lembrar de tudo não. Já é meia noite e quarenta e um e tá calor demais pra eu pensar.

Fiz uma viagenzinha bacana no meio do ano. Pra umas praias. Estava frio. É ótimo estar numa praia com casaco, cachecol, tênis e todo mundo estar bem de boa com isso, sem caras feias, aborrecimentos e tudo mais porque você é chato demais e não gosta de praia. E só lembrei da viagem porque meu mouse pad não tão provisório assim é do Mon, então meio que tive que lembrar. Porque sério ,tá ficando tarde e calor de novo. Esse museu muito bonito, tinha umas exposições muito legais, mas estavam com pressa pra almoçar. Uma pena. Também fiz aquele passeio de trem que era meio que meu sonho de consumo na vida. O bilhete ainda está no bolso do casaco vermelho. Eu acho que eu preciso lavar aquele casaco. A viagem foi em julho. Já choveu algumas vezes de la pra cá.

Indo pra outro lado, foi um ano de boas companhias. Muito boas companhias.

Não faço mais ideia do que escrever. E eu tinha muitas ideias e muitas coisas para escrever. Mas agora, não tem mais muito acontecendo aqui dentro, além de uma grande vontade de tomar chá de hortelã. Então vamos para os clichês de fim de ano.

Ano novo, momento pra gente prometer ser melhor do que a gente foi no ano anterior.
Muita gente fala que essa superstição de que só porque aumento um número no ano as coisas vão mudar é uma coisa muito boba. Mas a verdade é que ano novo é sim tudo novo. E é de cada um saber o que fazer com isso. Continuar igual ou mudar. Se o fato de estar indo pra algum lugar novo, ou simplesmente voltando pro mesmo, mas descansado não é motivo suficiente pra alguém querer mudar, eu realmente não sei o que é (considerando o curso normal da vida, sem pensar em fatalidades ou coisas que não acontecem todo dia... ou ano).

Então é isso. A vida vai continuando, e tudo o que a gente espera é que a gente sobreviva, e muito feliz por sobreviver (sobreviver não feliz com isso não me parece uma boa ideia, não desejo isso a ninguém).

A gente também espera uns álbuns bons pra ouvir, em especial, o álbum das Haim.

2016, um ano interessantíssimo.
Mas feliz 2017 vocês.

COMEÇAR DE NOVO É SÓ QUERER, NUNCA DEIXE DE ACREDITAR. SE ESCUTAR A VOZ DO SEU CORAÇÃO NÃO VAI ERRAR!

07/11/2016

futuro que não cabe a ninguém

engraçado a gente dar taaaanto palpite
sabe o que é que se sabe
sabe lá o que é que se sabe né
sabe lá o que é que é
como é que vai ser, de agora pra frente                                        imagino que talvez difícil
                                                                                                     imaginava eu que a vida
fosse ser complicada desse jeito
e imprescindivelmente, belíssima e deliciosa

tá aí a graça, eu acho
sabe lá o que
mas a graça tá em não saber nada mesmo
vai acontecer
e só seguir em frente
amanhã

20/10/2016

Eu sou outra pessoa. Mas ainda não faço a mínima ideia de quem eu seja. 
Comecei esse ano com uma ideia tão fixa do que queria e termino sem saber o que fazer. Parece que todos os meus sonhos resolveram me atormentar e jogar na minha cara que sou muito mais fraca do que penso que eu sou. Eu finjo dizendo que tá tudo bem, na maioria das vezes. Só que ao mesmo tempo me sinto bem comigo mesma. Tá tão confuso que eu só sei disso, só sei que eu não sei o que fazer, e todo mundo insiste em dizer que eu não preciso mesmo saber o que fazer, mas sempre tenho que saber (eu sei que eles querem que eu saiba). A verdade é que chegou esse momento que eu estou cansada de ser obrigada a saber o que fazer mesmo que, supostamente, eu não tenha que nada. 
Todo mundo tenta fazer a gente ficar bem. Quero dizer, quem realmente se importa. E não parece que alguém realmente tenta ajudar. No fim tudo parece só um tenho que fazer a minha parte porque você é supostamente importante pra mim.
É tanta suposição que até supor que é suposição é meio errado. Erroneamente acreditamos que alguém se importa mas na hora todo mundo some ou encontra alguém melhor. É por isso que eu sempre acreditei que afastava as pessoas. E parece mesmo, porque não importa o quanto eu me esforce ou tente ser melhor pros outros, acaba que no fim do dia eu sempre tô sozinha.
Eu não quero saber se acham que eu sou boa, ou se alguém sente mesmo que precisa fazer alguma coisa por mim. Eu não quero sentir que alguém pode ou deve fazer alguma coisa por mim. u quero fazer isso sozinha. Quero aprender a me virar do meu jeito sem precisar de ninguém pra me dar dicas ou fazer planos que criem uma ideia muito melhor de mim.
Eu estou cansada de ficar com esse nó na garganta porque nunca acerto as coisas e nunca sou o que esperam que eu seja. 
Quando eu começo a pensar demais acho que vou morrer de solidão. Não de velhice ou de doença. Mas de vazio. E é horrível sentir assim.