14/12/2018

Isso é quase uma retrospectiva (talvez um pouco confusa)

Eu nunca precisei tanto de férias como precisei esse ano. Em geral, acontecem coisas muito bizarras mas que talvez não me façam gastar tanta energia assim. Esse ano foi incrível, e gastei muita energia em coisas boas (na verdade, incríveis, coisas que não imaginava nunca que fossem acontecer) e outras, péssimas (e sobre as péssimas tive coragem de escrever). Neste ano estive muito longe, e parece que o ano esteve longe de mim também. O primeiro e segundo semestres parecem anos diferentes, como se um tivesse acontecido há muito tempo atrás, e o outro acabado de acabar. Afinal, essa é uma nova fase,  e é melhor aproveitar direito.

Desde que o ano começou, com uma música do High School Musical tocando na rádio e o jantar frustrado em uma pizzaria péssima, eu sabia que seria péssimo. Foi um atropelamento só: no amor, nos estudos, nas escolhas. Eu fiquei muito perdida, mas também muito segura de que esse é meu caminho, essa é minha vida e estou percorrendo o trajeto da melhor forma possível -- claro que com todos os privilégios possíveis, mas seguimos. A verdade é que estar perdida e ao mesmo tempo saber por onde ando não faz nem sentido e também gasta muita energia. Eu só queria descansar, ou largar tudo de uma vez. O negócio é que sabia que largar tudo de uma vez não seria suficiente, e nem me levaria aonde quero chegar: bem longe daqui. Nesse tempo todo, percebi que onde estou definitivamente não é meu lugar. Eu sei que quero mais, e sei também que não tenho mais tanto medo assim de chegar lá, até porque algumas coisas aconteceram nesse meio do caminho, e eu passei por elas.

Logo no primeiro semestre, tive na universidade uma disciplina de Performance. Performance não é bem meu forte, já que pra isso é preciso ter coragem, ou esquecer que você é você e simplesmente se colocar. Eu nunca consegui me colocar, mas talvez com quase dois anos de terapia e Performance no currículo (além de outras questões universitárias que me ajudaram a descobrir que talvez eu não seja tão burra assim) consegui chegar à conclusão de que dá pra fazer. Tanto dá pra fazer como fiz. E se fiz, é porque meu corpo me permitiu (mesmo que de olhos fechados e cabela baixa). Aparecer é difícil, e acredito que não será fácil nunca, já que também não tenho nenhuma vontade. Eu vivo pra mim, e basta (ou deveria). Eu penso muito sobre me bastar, sobre fazer o que é suficiente pra mim, mas ao mesmo tempo em que chego à conclusão de que está tudo bem seguir meu próprio trajeto, também sinto que posso estar deixando pra trás algumas coisas -- coisas de jovens, coisas que minhas amigas me chamam pra fazer e eu não dou a mínima. Também sinto que sou uma péssima amiga por querer pensar muito no meu próprio bem estar, mas acredito estar mudando aos poucos.

Nesse ano ilustrei um livro. Eu desenho, mas não acredito que desenho. Passei muito tempo achando que minhas ilustrações seriam publicadas em um livro por, sei lá, dó. Até que caí na real de que ninguém publica nada por dó. Seria possível eu conseguir fazer um trabalho bacana, e ser reconhecida por isso? Parece muito longe. Parecia impossível. Até que, naquele lançamento, eu fui indicada como A Ilustradora, e aquilo me bateu com uma força inexplicável. Justo eu, que não acredito em nada do que faço. Ilustrar um livro pode ter me feito acreditar que eu consigo fazer um pouco mais, e que o que eu faço é suficiente: só existem vários jeitos de fazer a mesma coisa, e consequentemente, eu tenho o meu.

Durante esse ano, estudei pouco e cresci muito. Eu entendo que posso fazer mais, mas também sei que o que fiz me fez crescer muito. Tanto emocional como fisicamente. Aprendi a lidar com o corpo que tenho (apesar de às vezes não acreditar nisso) e aprendi também que está tudo bem sentir demais, mas é preciso tomar cuidado pra não se enganar demais. Se apaixonar sempre foi uma questão complicada pra mim. Me apaixonei três vezes durante esse ano, e lembro com uma pontinha de vergonha das minhas duas primeiras paixões: o primeiro, um estudante mais velho de antropologia, que obviamente só puxou papo comigo pra inflar o ego. O segundo, alguém que me chorar muito, pensar muito, sentir muito -- e que no fim, percebi que apenas senti por mim, aprendi que é preciso colocar as cartas na mesa e evitar transtornos maiores. Lembro com vergonha porque, talvez, não fosse necessário me despedaçar tanto por isso. Fechei ciclos, abri ciclos. Fechei ciclos e finalmente sosseguei depois de iniciar um namoro (outra coisa que sempre pensei ser impossível pra mim) e perceber que isso não é a coisa mais difícil do mundo, e que ainda posso ter meu espaço e ser eu mesma.

Depois de quase finalizar o ano, consigo sentar e escrever sobre isso. Quando comecei, achei que podia escrever muita coisa. Acreditei que tinha tudo pronto na cabeça. A verdade é que não tenho nada pronto, só um monte de coisa misturada. A única coisa que eu consigo pensar e tirar desse ano cheio de coisas boas é que tô no caminho certo, de verdade. E preciso me orgulhar disso. Preciso me orgulhar de seguir da forma como me faz bem, e tentar ser mais leve a cada dia, sentindo um passo de cada vez (apesar de ficar desesperada e querer atropelar tudo de vez em quando). Sou jovem demais e tenho sonhos demais e preciso tomar cuidado pra não fazer disso mais um motivo pra desistir, porque talvez não dê certo. Talvez não dê mesmo, mas eu tenho tempo. E tá tudo bem.]

Isso não ficou como eu gostaria, mas foi o  que deu. E foi assim o ano todo.

26/10/2018

hoje (e os últimos tempos)

parece que vai romper
o fio
parece que vai romper
explodir
iniciar fogo
parece que vai romper

pra todo lado que
eu vejo luz
é fogo
rompendo o fio
que talvez segura
não mais
nada segura
parece que vai romper

pra todo lado que
eu vejo luz
é fogo
é gente gritando
correndo e se escondendo
do fogo
que queima
e rompe
explode.

12/08/2018

muitas palavras de uma pessoa sendo engolida pela ansiedade

parece engraçado pensar que o único momento em que me sinto realmente tentada a escrever são os momentos em que não consigo me encontrar de jeito nenhum. só pra variar, no momento presente eu não tô sabendo o que fazer comigo mesma. tudo corre na via certa, no ritmo certo, mas ainda falta. o pior de tudo é que essa falta que me faz agora é a falta de mim mesma. a falta de me sentir bem na minha própria solidão. a falta de me sentir bem sozinha no sábado a noite, sem esperar nada de ninguém e muito menos de mim mesma, já que tudo se encontra nos conformes. o negócio é que, depois de vários meses me sentindo feliz e plena, tudo parece voltar a ser como era e o único conforto que eu encontro é entrar em contato com isso aqui, que tem um pedaço de eu de várias épocas diferentes e dizer que calma, vai passar, você já viveu isso e tudo terminou bem.

vamos por partes. a primeira parte é que não sei por onde começar, e também não sei exatamente o que é que eu tô escrevendo aqui. a verdade é que eu tô só tentando colocar pra fora tudo mesmo. talvez falte muita coisa, até porque eu esqueço no meio do caminho. sem mais rodeios, eu tô o caos. eu tô o caos mas não é porque eu me olho no espelho e me acho uma aberração. é o caos porque eu paro por um instante comigo mesma e não consigo entender absolutamente nada do que tá acontecendo comigo. eu não consigo saber se tô assim perdida porque é uma fase da minha vida, porque não resolvo meus afetos ou porque me falta cafeína. a verdade é que eu sento e, ou choro ou fico com a cabeça rodando olhando prum ponto fixo na parede. tudo parece bem. por fora, ana feliz. por dentro, ana sabe-se-lá-o-que.

há um ano mais ou menos comecei a terapia. taí uma coisa que me ajuda muito. em um ano eu consigo perceber que acredito mais em mim, consigo ser mais independente, entendo, presto atenção, faço as coisas acontecerem. não é esse o problema. as coisas acontecem exatamente como têm que ser. o problema é que eu não sei como e nem porque acontecem. só não faz sentido. nada faz sentido -- exceto as pesquisas e leituras acadêmicas, que por mais que me deixem surtada se mostram algo do meu interesse e me dão uma pontadinha diária de vamos lá, menina, bora. de resto, pegar um ônibus e sentar na janelinha parece muito mais dramático. tudo vem, nada sai, tudo fica fazendo bagunça, me incomodando, gritando no meu ouvido. me sinto louca e difícil de aguentar, por mais que saiba que isso não é verdade.

o encontro semanal com minha terapeuta me mostra que a cada semana eu cresço um pouco, mas ainda não me ajuda a entender o processo aqui dentro. a bagunça. o mar aberto. ainda não me ajuda a entender o porquê, os sentimentos tão exagerados, a vontade de sair correndo porque nada faz sentido. caos total. a sessão de toda sexta a tarde me faz aceitar que o que importa de verdade é o que eu acredito sobre mim mesma. o que me faz ser eu mesma e porque ser eu mesma é tão bom. o problema, no entanto, é que ainda não dá pra não engolir a força tudo o que qualquer pessoa fala sobre mim. eu começo a acreditar que é insuportável ficar mais de cinco minutos perto de mim, porque ou eu tenho opinião demais ou não tenho nenhuma.

no que eu tenho que focar? o que é que falta? cuidar de mim, tirar um tempo pra fazer limpeza de pele, correr na rua? eu sinceramente não consigo ver um caminho agora. o que me conforta -- sem brincadeira -- é assistir programas de mulheres adultas que já passaram por tudo isso e perceber que nunca passa -- é, bizarra a vida. valeu. -- mas que a gente aprende a se entender com isso. o que me conforta é saber que apesar de toda minha intensidade, tudo isso que me impede de levar as coisas com leveza, é questão de treino, de maturidade, de não levar tudo tão a sério. me confortar em alguns momentos é bastante fácil. o problema é conseguir colocar em prática.

eu tô fazendo o que possível. eu tô tentando de verdade voltar a me sentir tranquila. eu sei que sempre vai voltar, mas manter o controle é tão importante que me deixa ansiosa demais pra continuar.


05/03/2018

Decoração com vidros

decoração com vidros — cozinha
A decoração de uma casa depende primeiramente da escolha dos materiais que irão compor uma base para os elementos que vêm depois. Escolher o vidro para criar a decoração da sua casa é a solução para diversos problemas — casa pequena, pouca iluminação… — , além de trazer um ar sofisticado e moderno ao mesmo tempo. A decoração com vidros é necessária em alguns casos, mas em outros as peças estão presentes apenas para criar um estilo específico de decoração.
O vidro é o material perfeito para quem deseja trazer mais claridade à casa mas não pode deixar o espaço completamente aberto. Além disso, substitui corrimão de madeira dando um toque mais clean e moderno para a casa, deixando tudo muito mais arejado e com cara de fresco. O vidro também pode estar inserido na sua decoração em forma de claraboia, trazendo luz para aquele espaço escuro. Quer conhecer um pouco mais sobre os tipos de vidro e onde ele pode ser utilizado na decoração da sua casa? Continue lendo!
Decoração com vidros — Tipos de vidro
Vidro liso: Os vidros lisos podem ter várias espessuras e são utilizados na produção principalmente de portas e janelas, mas também pode ser utilizado para tampos de mesa em geral. Este tipo de vidro pode ser visto também como parede em vários ambientes, principalmente casas modernas onde se deseja integrar interior e exterior.
Vidro colorido: O vidro colorido nada mais é do que um vidro liso que recebeu coloração. A coloração é conseguida através de aditivos químicos que são colocados na massa do vidro durante a produção, e pode ser de qualquer cor. O vidro colorido pode ser utilizado em objetos decorativos ou alguns móveis diferentes, que trazem um toque divertido para a sua decoração.
Vidro serigrafado: Este tipo de vidro recebe extrato de esmalte vitrificado em sua produção, onde é adiciona em uma das camadas e com temperaturas altas. O processo é utilizado para trazer cores diferentes ou desenhos à peça de vidro.
Vidro impresso: O vidro impresso é uma opção de trazer personalidade à sua decoração, sendo peças de vidro impressas que trazem desenhos.
Vidro craquelado: O vidro craquelado passa por um processo diferenciado onde se misturam lâminas do vidro comum e o temperado, onde o vidro comum pode ser lapidado e o temperado dá o efeito craquelado à peça.
decoração com vidros — corrimão
Decoração com vidros — Onde inserir peças de vidro na decoração
Como já dito antes, o vidro é muito versátil e pode estar presente tanto na questão estrutural da casa quanto na decoração. As peças decorativas feitas com vidro trazem muita personalidade e estilo para a casa, mas também têm funções: para as casas menores, as peças de vidro ajudam a dar sensação de amplitude. A partir do momento em que se reflete luz exterior o ambiente passa a ficar muito mais iluminado.
Pelo fato de serem muito mais leves, as peças de vidro dão um toque mais moderno que peças de madeira, por exemplo. É por isso que muitas vezes são misturados estes dois materiais, onde um pode amenizar o efeito do outro. O vidro colorido em vasos pode ser a chave para ambientes mais divertidos.
O vidro é um material que está sendo cada dia mais utilizado, e você com certeza já passou em frente a casas onde uma enorme janela de vidro ocupava quase toda a fachada. Os tipos de decoração estão mudando e cada vez mais se busca um ambiente claro e arejado. Para que você consiga este efeito na sua casa, procurar por uma vidraçaria em poa rs pode ser a solução. Vários tipos de vidro podem ser acessados, sendo possível criar o ambiente perfeito.

26/12/2017

esse blog não existe mais mas o ano não acaba antes do meu texto

aqui estou eu brigando com um cachorro por ele estar tentando subir no sofá. eu, eduarda, com um cachorro em casa. não é exatamente uma ideia que eu aprecie. mas também é possível me encontrar agachada no meio do apartamento falando com voz de neném e acariciando ele, o desgracinha. mas aqui estou eu. há cinco dias até o fim de 2017, mas 2017 já não aprece mais o número certo há algum tempo.

esse foi um ano esquisito. me senti inteira sozinhas, me senti despedaçada sozinhas, me senti inteira em conjunto e me senti fora do grupo, tudo de uma forma muito mais intensa pelo maravilhoso motivo de: vestibular. inclusive, fui mal para um caralho e não vou entrar em nada ano que vem, mas também eu finjo que tá tudo certo. esse menino vestibular me fez fazer várias coisas que eu não farai antes (como meditação guiada, falho, assistir uma temporada de série inteira em um dia, feito e tirar vários sessenta no boletim da escola, muito bem feito).

essas sensação de não sei o que eu vou fazer ano que vem (udc, ainda da tempo de vocês quererem me patrocinar...) eu tô tentando combater. o que é difícil num texto de despedida, já que a gente geralmente se despede já visando o próximo passo. não ter um próximo passo é deliciosamente aventureiro e eu posso fazer o que eu quiser, mas ao mesmo tempo me assusta. meu sistema não funciona muito se eu não souber exatamente como poderei fazer tudo - mesmo que tudo seja feito de forma bagunçada.

eu não sei nem o que eu tô escrevendo e isso mostra bem como o meu 2017 foi uma bela confusão. uma grande quantidade de choro, mau humor, incerteza e confusão, minha e de muitos ao meu redor.

prós de 2017: eu terminei todos os livros da agatha christie aqui de casa. pareciam muitos ma nem eram; li um monte de livro sensacional daqueles que a gente fica falando pra todo mundo ler; álbum novo das haim, da lorde e do harry styles (isso ainda foi esse ano?); combo álbum jakinho + livro novo john green bem 2013 pra mim; o natal foi, por mais engraçado que isso possa soar, bem legalzinho; bota azul por 20 reais.
contras de 2017: maior parte do tempo eu só queria vomitar e sumir.

e eu não sei mais.

adeus 2017, belo ano, mas deus me livre de ter você de novo.

22/12/2017

Tá tudo bem não estar tudo bem

Eu sempre fui adepta de auto-ajuda de tumblr, talvez por acreditar que quem compartilhava aquilo por lá também precisava ouvir aquilo naquele momento então eu não estava sozinha com todo aquele pensamento confuso sobre mim mesma ou sobre a vida em geral. Eu sempre acreditei que ninguém mais sentia o mesmo que eu, ou que estava completamente sozinha. Isso me fazia sentir mais parte de tudo, nem que fosse dentro de um grupo que também precisava se encontrar.

Hoje em dia eu consigo acreditar que já sou parte, mas ainda não acho que tenha entendido isso direito. É por isso que sempre gostei de Amélie. Desde a primeira vez que eu vi. Tá, pode parecer meio clichê, já que a maioria das pessoas insiste em dizer que gosta. Eu sou mais uma dessas pessoas. Mas a pior parte de tudo isso é que sou extremamente parecida com ela. E não que eu ache isso bom, até porque acho que ela não é uma personagem incrível nem de longe. Não é uma coisa que eu adore dizer: "viu só, eu sou quase uma Amélie". Até porque olha, a menina não é tão legal assim.

Uma coisa que sempre me fez sentir melhor nesse filme é o fato de sempre ter acreditado que minha vida era péssima. Tá tudo errado. Eu não aproveito. Eu não tenho muitos amigos. Eu não saio. Eu não vivo uma linda história de amor a cada mês. Não dá pra acreditar que está tudo bem sentar no sábado a noite e fazer todos os testes do buzzfeed, de novo, e de novo. Não dá pra acreditar que existe tanta falta de vontade de estar fora de casa por duas noites seguidas. Eu sou jovem, tenho tanta coisa... Enfim. Não dá pra acreditar que não eu era  uma pessoa que tem que estar em todos os lugares e com todo mundo.

Voltando, eu assisto ao filme e acredito mesmo que está tudo bem ser assim. Eu acredito mesmo que, apesar de ser simples assim, ser apenas umas coisinhas de nada, uma vida sem muitos altos, é possível sim aproveitar da minha maneira. E olha, é só a minha maneira que tá importando ultimamente. A hora que você percebe que existem pessoas que não estão mais aqui e outras que estão e não vão sair é a hora em que começa a realmente acreditar que vai dar tudo certo. Eu não aprendi rápido, e ainda tô na lida. E assim vai.

Eu gosto de falar de mim, então escrevo. E faz muita falta não poder colocar isso em forma de alguma coisa, mesmo que não faça sentido algum. Eu só paro pra pensar nas coisas agora, em como eu cresci no último ano, em como aprendi a viver a minha vida, em como eu ainda estou caminhando pra melhor, mas isso agora, não mais tarde.

Ainda sou fascinada pelas coisas mais bobas do mundo. Eu juro que todo esse tempo eu só procurei por coisas que realmente preenchessem com grandes feitos, sempre esquecendo de que nada disso faz mesmo tanto sentido pra mim. Não faz mesmo, porque eu não sou assim, e não tem problema. Aliás, sempre vai estar tudo bem não estar tudo bem, mesmo que eu não perceba isso com facilidade.

14/12/2017

tchau ano

dois mil e dezessete acabou. ou quase isso. a verdade é que já faltam apenas quinze dias e eu não acredito que dê pra acontecer tanta coisa além do que já foi. a verdade é que não dá pra descrever o quanto a vida mudou em apenas um ano. não dá pra descrever o quanto eu sou diferente em apenas doze meses. é impressionante, de verdade.

esse ano passou voando, e quando eu, já estava aqui, no final, lembrando que o blog existe e querendo passar tudinho pra cá. ainda não tô acreditando que já acabou e que tudo isso passou, sem que eu me desse conta.

já mudei de casa uma vez, já tive que aprender a conviver com todas as mudanças que aconteceram na minha família, aprender a conviver com a universidade e todas as outras coisas. eu nem acredito ainda que tô aqui escrevendo isso e emocionadíssima, por sinal.

é fim de ano, e eu sempre fico assim, na verdade é por isso que eu vivo. não aguento ter que guardar tudo pra mim, então esse é o lugar escolhido. comecei a tratar meus problemas, a realmente cuidar de mim, e posso dizer que sim, tô muito melhor. como eu já disse algumas vezes enquanto escrevo esse texto, nem acredito que consigo escrever tudo isso com sorriso no rosto, sendo que parece ter sido muito mais difícil do que tudo o que já enfrentei na vida.

algumas pessoas muito importantes chegaram, outras acabaram ficando mais longe do que eu imaginava. outras simplesmente estão ali, sempre, a todo momento, mesmo que eu já tivesse acreditado que elas não estavam mais. as vezes as relações doem, outras vezes curam. eu acho que o que me sobrou foram pessoas que fizeram toda a diferença, mesmo que de algumas eu sinta muita falta ainda.

eu aprendi muita coisa. eu aprendi que eu tenho tudo dentro de mim e que só preciso usar isso, porque sim, eu consigo. e por mais que nunca tenha acreditado nisso, eu consigo sim. eu consigo fazer as coisas darem certo pra mim. talvez não para os outros, mas pra mim, sim. e é nisso que eu trabalho todos os dias.

eu só queria deixar registrado aqui, pra ana do futuro, que tá tudo certo, e que se algum dia você voltar aqui e ver a pessoa que era no final de dois mil e dezessete, com certeza a pessoa que você não é mais, saiba que nesse momento eu me sinto feliz e com a certeza de que onde você estiver, eu vou chegar e com muita força. afinal, acabei de comprar uma bota cor de rosa e me sinto uma princesa de verdade.

obrigada, dois mil e dezessete.